Está lançada mais uma disputa acesa entre sindicatos e a tutela da educação. Desta vez o motivo da discórdia centra-se na alteração ao concurso dos professores. Segundo o Ministério da Educação, o alargamento da validade do concurso de colocação por três e quatro anos, tem como objectivo aumentar a estabilidade do corpo docente nas escolas. Com estas novas regras, os professores vão ficar impossibilitados de se candidatar a qualquer outra escola, durante este período. Significa que um professor residente em Bragança ao ficar colocado em Faro terá de aí permanecer durante três ou quatro anos. Imagine-se os custos financeiros que daqui advêm já para não falar dos custos emocionais para quem está separado da família durante tão largo período de tempo. É de facto um problema grave e que gera situações de clara injustiça: estes professores ver-se-ão ultrapassados por colegas com menor graduação e arriscam-se a, quando voltarem a concorrer, que as escolas da sua preferência tenham já as vagas preenchidas. Obviamente que o Ministério não vai ceder nesta matéria, até porque, mais uma vez, terá a concordância da opinião pública que vê esta situação como mais um choradinho dos professores que não fazem outra coisa senão lastimar-se.
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quarta-feira, dezembro 14, 2005
sexta-feira, setembro 16, 2005
Os novos concursos de professores
As recentes promessas de José Sócrates de concursos plurianuais em nome da estabilidade docente e das próprias escolas, irá colocar, por certo, muitos professores em pânico. Imagine-se alguém colocado a centenas de kilómetros de casa que passa a ter a perspectiva de assim ficar por um período de 3 ou 4 anos. Se a isto juntarmos a possibilidade de numa escola perto da sua residência, ser colocado alguém com menos qualificações do que ele(a), é caso para deixar este (a) professor(a), à beira de um ataque de nervos. Perante isto, confesso que fiquei perplexo quando ouvi um dirigente de um sindicato de professores congratular-se com esta medida.
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