As explicações constituem para muitos professores um negócio altamente rentável, em especial para aqueles que acumulam a função de professor e de explicador. Tudo estaria bem se esta última fosse legalizada o que na maioria dos casos não acontece. Acresce que muitos destes professores se recusam a dar aulas de apoio na escola, mas em contrapartida acabam por aceitar os alunos da sua própria escola enquanto explicadores, o que do ponto de vista ético é altamente reprovável. Habitualmente, estes turbo-professores recusam na escola qualquer tarefa que vá para além do seu horário lectivo porque precisam desse precioso tempo para as explicações. Quem não conhece as situações de "panelinha" entre Conselhos Executivos e alguns destes professores no que toca aos seus horários escolares (ex: leccionam só de manhã estando as tardes preenchidas com explicações). Uma perfeita vergonha que só desprestigia a nossa classe. Depois admiram-se da imagem dos professores estar pelas ruas da amargura. Vem tudo isto a propósito da recente medida tomada pelo Governo de querer acabar com as ilegalidades dos milhares de professores que dão explicações sem declararem os rendimentos ao fisco. Neste caso, só tenho que aplaudir a decisão do Ministro das Finanças. Há que moralizar o sistema. Além do mais, se as escolas investirem nas aulas de recuperação talvez menos alunos precisem de recorrer a explicações privadas, por muito que isso custe a estes professsores.
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quarta-feira, março 08, 2006
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