No final de uma visita a escolas básicas do concelho de Loulé e Portimão, a ministra da educação conseguiu juntar à sua habitual arrogância e prepotência, um cinismo revoltante. A mulher tem um particular prazer em atentar contra a dignidade dos professores e faz gala em não esconder o gozo que isso lhe dá. Esta atitude provocatória sem limites pode um dia sair-lhe bastante cara. Há muitos bons professores por esse país fora, que se empenham ao máximo na sua profissão e que começam a estar fartos deste constante ataque à sua dignidade profissional. De tanto esticar a corda, um dia ela parte e, nessa altura, a senhora ministra pode vir a colher os ventos que desde há largo tempo não se cansa de semear.
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quarta-feira, outubro 04, 2006
sexta-feira, julho 28, 2006
Ministra em baixa
De acordo com o Barómetro Marktest para a TSF e o DN, Maria de Lurdes é agora a ministra mais impopular do governo. Para quem chegou a ser apontada como a principal figura deste governo, não deixa de ser significativo este volte-face. Obviamente que esta baixa se deve à recente trapalhada com os exames que deixou a ministra muito mal colocada perante a opinião pública. Nada de preocupante. Basta que a ministra volte a apontar baterias contra os professores e, por certo, os seus índices de popularidade subirão de novo. Não tem nada que saber: a táctica tem-lhe dado excelentes frutos pelo que ela voltará à carga em breve. Os professores que se cuidem. Novas investidas se perfilam no horizonte.
sexta-feira, julho 21, 2006
Maria de Lurdes na Assembleia da República
No mínimo desastrosa é o que se pode dizer da prestação da ministra da educação, ontem na Assembleia da República. Birrenta, arrogante, mal educada, atrapalhada, confusa, tudo adjectivos que lhe assentam como uma luva. O próprio ministro dos assuntos parlamentares sentiu necessidade de lhe dar uma mãozinha no sentido de minimizar os estragos. Ainda assim não o conseguiu. Para muito boa gente que via na ministra um modelo de competência e seriedade deve ter ficado absolutamente desiludida com os últimos acontecimentos. Debaixo de uma capa de excesso de autoritarismo e arrogância esconde-se uma mulher claramente incompetente que não tem condições para estar à frente da pasta da educação. Ela própria começa a denotar cansaço no exercício do cargo, pelo que, estou em crer, se dependesse da sua vontade, o pedido de demissão já estaria em cima da mesa de José Sócrates. Só que ainda há muito trabalho sujo para ser feito, nomeadamente a conclusão do ECD, e o 1ºministro necessitará do seu contributo durante mais algum tempo. Para mal dos nossos pecados e de todos aqueles que se preocupam com a educação neste país.
quinta-feira, julho 20, 2006
Quanto tempo faltará para a demissão?
Para os lados da 5 de Outubro, o castelo parece estar a desmoronar-se como um baralho de cartas. A contestação é mais do que muita e, desta vez, a ministra dá mostras de estar a perder o ar arrogante e confiante que lhe conhecemos. Enquanto foi dizendo mal dos professores a sua imagem esteve nos píncaros, porque isto de "bater" numa das maiores corporações do país, teve e terá sempre, o beneplácito da sociedade portuguesa que sempre adorou ver os "poderosos" a chafurdar na lama. Acontece que, esta trapalhada com os exames, ainda que de forma não premeditada, mexeu com os interesses de milhares de alunos e aí, Maria de Lurdes, comprou uma guerra com os pais destes. E tendo os pais contra - uma massa incomparavelmente maior do que a dos professores e bem mais poderosa - os problemas tornam-se muito mais difíceis de gerir. A coisa está preta para a ministra e, ou muito me engano, nem a mão amiga de Sócrates lhe vai valer. Quanto muito, valher-lhe-á um balão de oxigénio até ao próximo deslize, ou até o 1ºMinistro perceber que a sua manutenção à frente dos destinos do ME, terá um custo demasiado elevado nas urnas. Nessa altura, o pedido de demissão será o corolário lógico para a sua inegável incompetência.
domingo, julho 09, 2006
Leia Sra. ministra
A propósito do Campeonato do Mundo de Futebol, e da excelente participação da selecção portuguesa, Manuel Ferreira Leite, faz, no "Expresso", uma série de considerações que deviam merecer por parte da nossa ministra da educação uma leitura atenta. Vejamos alguns exemplos:
-"Um aspecto que salta logo à vista é que se a estratégia está bem definida e, além disso, bem compreendida por todos os jogadores, eles agem como um grupo coeso, os passos fazem sentido e os resultados começam logo a ver-se. Há excelentes defesas, há contra-ataques certeiros, há atitudes de grande controlo do jogo e das emoções. Os jogadores estão concentrados e sabem o que fazer. Ao contrário, se cada jogador não está seguro das tácticas a adoptar ou se não estão preparados para o modo de agir dos adversários, desorientam-se e só com sorte não sofrem golos".
-"Um outro factor importante é a disciplina e as consequências da falta dela. Um jogo que decorre sem agressões ou golpes e rasteiras e se acata as decisões do árbitro corre num clima muito mais propício ao sucesso do que outro em que andem com os nervos à flor da pele".
-"Por outro lado, a confiança no treinador, a empatia e a capacidade de liderança nos momentos mais críticos são talvez dos aspectos mais decisivos para o sucesso. Não é o medo que dá força às pessoas, não é a desconfiança ou a ameaça, não é o receio de perder. O que dá força para avançar é a certeza que o chefe deu as orientações certas, é conhecedor do assunto e é parte integrante da equipa, partilhando com eles alegrias e derrotas. É ter empatia com os grupos que orientam".
-"Um aspecto que salta logo à vista é que se a estratégia está bem definida e, além disso, bem compreendida por todos os jogadores, eles agem como um grupo coeso, os passos fazem sentido e os resultados começam logo a ver-se. Há excelentes defesas, há contra-ataques certeiros, há atitudes de grande controlo do jogo e das emoções. Os jogadores estão concentrados e sabem o que fazer. Ao contrário, se cada jogador não está seguro das tácticas a adoptar ou se não estão preparados para o modo de agir dos adversários, desorientam-se e só com sorte não sofrem golos".
-"Um outro factor importante é a disciplina e as consequências da falta dela. Um jogo que decorre sem agressões ou golpes e rasteiras e se acata as decisões do árbitro corre num clima muito mais propício ao sucesso do que outro em que andem com os nervos à flor da pele".
-"Por outro lado, a confiança no treinador, a empatia e a capacidade de liderança nos momentos mais críticos são talvez dos aspectos mais decisivos para o sucesso. Não é o medo que dá força às pessoas, não é a desconfiança ou a ameaça, não é o receio de perder. O que dá força para avançar é a certeza que o chefe deu as orientações certas, é conhecedor do assunto e é parte integrante da equipa, partilhando com eles alegrias e derrotas. É ter empatia com os grupos que orientam".
terça-feira, março 07, 2006
Mais uma opinião
"A ministra seria sábia se conseguisse obter o apoio de muitos pais e suas organizações. Seria inteligente se obrigasse as autarquias a assumir as suas responsabilidades educativas. Seria avisada se procurasse, fora do sistema, fora dos professores requisitados para o ministério e fora das indústrias e do comércio educativos, apoio e opinião. Sózinha, não vai lá. Com os sindicatos de professores também não. Com a sociedade, os cientistas e os pais, talvez."
Quem assim escreve é António Barreto em artigo de opinião no "Público" . Ou seja, para este ilustre colunista, o sucesso da educação faz-se com o contributo de todos, menos com a ajuda dos professores. Achei piada a alusão aos pais. Pais que, como sabemos, a maioria deles, está-se perfeitamente borrifando para a escola e, em particular, para o acompanhamento escolar dos seus educandos. Não me parece que a educação tenha a ganhar com contributos como o deste senhor.
quinta-feira, março 02, 2006
A boa imprensa da ministra da educação
Definitivamente, a Ministra da Educação caiu no goto dos opinion makers cá do burgo. Não se regateiam elogios à sua coragem, por finalmente pôr ordem na educação. Qualquer medida que a senhora tome, é imediatamente aplaudida por estes senhores. Sobretudo, porque estas medidas têm, supostamente, ido contra os interesses dos professores, essa classe canalha a quem se deve o falhanço da educação neste país. Fecho das escolas com menos de 1o ou 15 alunos; prolongamento dos horários; substituição dos professores faltosos; aulas de recuperação para os alunos com dificuldades de aprendizagem; permanência dos professores nas escolas por um período de 3 ou 4 anos e estabilidade nos manuais escolares, tudo medidas essenciais que contribuirão decisivamente para a melhoria na qualidade de ensino no básico e secundário. A sociedade aplaude, especialmente os pais, que vêem assim a possibilidade de, uma vez por todas, se demitirem - muitos deles já o fizeram há muito - da sua função de educadores. Quem pensa que a resolução de todos os problemas nas nossas escolas passa apenas pela implementação destas medidas, só pode estar a brincar, para além de revelar um grande desconhecimento da realidade escolar. Quem trabalha no terreno sabe que assim é. O ME também. Mas a demagogia sempre rendeu votos e quanto a isso não há nada a fazer.
domingo, setembro 11, 2005
Maria de Lurdes Rodrigues
A ministra da educação caíu em graça junto dos media. Qualquer coisa que a senhora faça, é imediatamente merecedora dos maiores elogios. Isto porque decidiu enfrentar uma classe, que no entender da opinião pública, é uma das classes mais privilegiadas do País. O povinho vibra com tudo isto e apoia a dita. A classe docente desespera com tanta demagogia.
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