Pelo 5º ano consecutivo, aí temos o ranking das escolas. Como seria de esperar, nada de novo transparece nesta listagem: os colégios privados continuam na liderança, enquanto nas escolas oficiais as que se destacam são as dos grandes centros urbanos. O que constitui novidade, é vermos, pela primeira vez, uma ministra a pôr em causa a seriedade dos rankings, ao considerar que estes não têm em conta a origem social dos alunos, factor decisivo na qualidade dos processos educativos. Todos sabemos (ou talvez não) que as médias dos exames dependem não apenas da qualidade do ensino e da qualidade e esforço do corpo docente, como do meio social dos alunos que as frequentam. Alunos oriundos de bairros problemáticos têm, à partida, mais dificuldade de aprendizagem, menos preparação de base e menos ambiente de estudo que os oriundos dos meios favorecidos. Este facto, inviabilizaria, por si só, a comparação entre escolas. Se acrescentarmos que as escolas privadas seleccionam automaticamente os seus alunos pelo valor das propinas mensais, enquanto as escolas públicas são obrigadas a aceitar todo o tipo de alunos desde que estes pertençam à sua área geográfica, não faz sentido fazer comparações directas entre escolas privadas e públicas, pois estas levam necessariamente a conclusões precipitadas e erróneas. Sendo assim é caso para perguntar, a quem servem e para que servem estes rankings?
Mostrar mensagens com a etiqueta Ranking das Escolas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ranking das Escolas. Mostrar todas as mensagens
domingo, outubro 23, 2005
Subscrever:
Mensagens (Atom)
