domingo, abril 13, 2008

Intolerável

Dos pontos que constam do memorando de entendimento entre o Ministério da Educação e a Plataforma Sindical dos Professores, há um que me choca profundamente: o que se refere à inclusão de mais um escalão na categoria de professor titular. Andaram os sindicatos a dizer cobras e lagartos do ECD, nomeadamente no que concerne à fractura da carreira e agora assinam um documento onde se propõe uma benesse que apenas irá favorecer uma minoria de professores, acentuando-se dessa forma a diferença salarial entre as duas categorias? Como é possível terem permitido semelhante coisa? Os senhores sindicalistas andam a brincar com a nossa dignidade. Só pode.

sábado, abril 12, 2008

Afinal de contas quem é que pode cantar vitória?

Vejo por aí muita gente empolgada com o aparente recuo da ministra relativamente à questão da avaliação docente. Confesso que não percebo o motivo de tanta satisfação. Aliás, gostava até que me explicassem em que medida é que isto resulta numa vitória dos professores, como Mário Nogueira se apressou a dizer. É que a avaliação manter-se-á e, em Setembro, regressará em força sobre as nossas cabeças. Mesmo que fôssemos obrigados a avançar com o processo ainda este ano lectivo, a verdade é que a maioria das escolas não o iria executar pela simples razão de que não estavam preparadas para isso. Muitas delas ainda mal o tinham iniciado o que dado o aproximar do terminus das aulas inviabilizaria qualquer tentativa de implementação do mesmo. Não vejo, por isso, razões para tanto entusiasmo.
Independentemente do que atrás foi escrito, é bom relembrar que esta questão da avaliação é uma questão menor na luta dos professores. Pelo menos eu quero pensar que assim seja. Aliás, não foi por ela, ou sobretudo por causa dela, que os cerca de 100.000 professores se manifestaram em protesto no dia 8 de Março. Na altura, valores mais altos se levantavam, e seria imprescindível que sindicatos e todos nós professores tivéssemos isso bem presente. Volto a repetir o que já escrevi em post anterior: as grandes questões da nossa luta são o ECD (nomeadamente, a divisão da carreira em duas categorias), o novo modelo de gestão escolar e o estatuto do aluno. E, neste particular, meus caros colegas, não houve quaisquer recuos, tudo se mantém na mesma. O que significa que não podemos afrouxar a luta, bem antes pelo contrário. Temo que estes “pequenos brindes” dados pelo Ministério da Educação nos retirem lucidez para aquilo que é realmente importante.

sexta-feira, abril 11, 2008

Para ver, ouvir e reflectir

Adolescentes que espancaram colegas vão ser julgadas como adultas e podem ser condenadas a prisão perpétua.

A tentativa de acordo entre ME e Sindicatos

Perante as propostas apresentadas pelo Ministério da Educação, a Plataforma Sindical de Professores só pode ter uma posição: rejeição pura e simples. Estas propostas têm apenas um objectivo que é o de criar a divisão entre professores, aliás, como se pode ver pelo oferecimento de situações de privilégio aos professores titulares. De forma alguma se pode aceitar que estes professores possam vir a usufruir de créditos horários, remunerações acrescidas ou a inclusão de um novo escalão remuneratório. Isto já para não falar no estabelecimento de regras especiais de acesso à categoria de professor titular para os professores em exercício de funções ou actividades de interesse público, no que pode ser entendido como uma manobra clara de aliciamento dos sindicalistas.
Assinar um acordo nestas condições significaria o descrédito total na credibilidade dos sindicatos. Convém relembrar para os mais esquecidos que há aspectos bem mais importantes e gravosos do que a avaliação docente, nomeadamente, a promulgação do ECD, a gestão escolar e o estatuto do aluno. Espero que quem nos representa tenha consciência disso e não se esqueça do compromisso que assumiu com os professores. A marcha de 8 de Março teve um significado que deve ser respeitado.

quarta-feira, abril 09, 2008

A montanha pariu um rato

"Quatro dezenas de presidentes de conselhos executivos que têm reivindicado a suspensão do novo modelo de avaliação de professores decidiram, ontem, ceder à "pressão" do Governo. Ainda que através do regime simplificado, esses dirigentes do distrito de Coimbra e do concelho da Mealhada vão proceder à avaliação de docentes contratados e dos que estão no último ano do módulo de contagem de tempo de serviço para progressão na carreira".

Significa isto que a montanha pariu um rato. Tanta propaganda, tanta verborreia jurando que não acatariam as exigências da tutela e eis que chega a hora da verdade e todos se acagaçam. Belo exemplo este. Com gente desta bem pode Maria de Lurdes dormir descansada.

Alguma coisa vai mal quando 3 pessoas (refiro-me à tríade ministerial) conseguem subjugar toda uma classe docente. É caso para perguntar se foi para tudo ficar na mesma que 100.000 professores se manifestaram pelas ruas de Lisboa, em protesto contra as políticas educativas do governo? Será que estamos à espera, mais uma vez, que os sindicatos resolvam os nossos problemas? Vamos permitir que os Conselhos Executivos, autênticos braços armados do Ministério nas escolas, se sobreponham à vontade da larga maioria dos professores? Vamos desperdiçar toda a luta que vimos fazendo nestes últimos meses, só porque aparentemente temos medo de tomar posições drásticas? Afinal de contas temos medo de quê? Que sejam movidos processos disciplinares a 150.000 professores?!!! Valha-nos Deus! Decididamente, somos uma classe de frouxos que chega a meter dó.

Transição para a nova estrutura da carreira docente

Pode encontrá-la aqui.

terça-feira, abril 08, 2008

Uma das fontes de inspiração de Maria de Lurdes

Mais um caso pontual

"Alice saiu disparada para o corredor da escola, deixando atrás de si um grupo de alunos estupefacto pelo que acabara de presenciar. Atrás de si seguia um pai furioso, que minutos antes lhe desferira um certeiro e violento estalo na cara. Alice fugiu para o corredor, em busca de auxílio. Encontrou uma mãe determinada a fazer-lhe frente, que a empurrou inesperadamente, entre um chorrilho de insultos e ameaças. A confusão instalou-se.
Alice, nome fictício, é professora há pouco mais de um ano na Escola Básica do 1.º ciclo Arquitecto Ribeiro Teles, no problemático bairro da Boavista, em Lisboa, e, sexta-feira, foi agredida pelos pais de um dos seus alunos, um jovem de 11 anos que frequenta o 3.º ano. "Ela saiu a correr da sala de aula para o corredor, já depois de ter sido agredida pelo pai do aluno, de etnia cigana, e surgiu nem sei de onde a mãe desse aluno, que a agrediu, empurrando-a, e insultou", contou ao DN uma funcionária da escola que presenciou o episódio, e que pediu o anonimato, "por receio". "Ela estava assustada." O DN tentou falar com a professora agredida, mas fonte próxima da docente disse que a mesma não quer dar explicações "porque o Ministério da Educação não os [professores] autoriza a falar".
Ainda no corredor da escola do bairro da Boavista, entre insultos, ameaças e empurrões, a professora Alice "gritava para chamarem a polícia". O barulho alertou a coordenadora do conselho de docentes e o coordenador do estabelecimento de ensino, que acorreram ao local. Agentes da PSP, do programa Escola Segura, chegaram "pouco depois" à escola e Alice, "ainda muito nervosa", apresentou "queixa-crime contra o pai" do aluno de 11 anos, um jovem "muito problemático, que já estava sinalizado" na escola e na PSP da Boavista. "Esta não foi a primeira vez que esta professora teve problemas com este aluno", contou a mesma funcionária ao DN.
Porque o incidente de sexta-feira começou precisamente com o aluno, que, nessa manhã, segundo apurou o DN, terá "mandado a professora à merda" depois de uma discussão sobre a actividade na sala de aula. Pela hora do almoço, o irmão desse jovem, também aluno na mesma escola, procurou a professora. Terá acusado a docente de "ter batido no irmão" e "chamou-a de vaca". Nervosa, Alice regressou para a sua sala e continuou a leccionar. Mas pouco mais de uma hora depois, professora e alunos são surpreendidos pela entrada abrupta do pai do aluno na sala de aula - depois de ter "passado por uma auxiliar" junto à entrada do estabelecimento - que se dirigiu à professora, exigindo explicações pelo sucedido. "Atirou-lhe livros para cima e deu-lhe um estalo", conta a mesma funcionária".

segunda-feira, abril 07, 2008

domingo, abril 06, 2008

Qual debate?



Daniel Ribeiro, Expresso

25 de Novembro no ensino, s.f.f.

Henrique Raposo
Expresso

sábado, abril 05, 2008

Missy Higgins - The Sound Of White

Chamem a polícia

"Particularmente pungente, o Fórum da TSF de hoje sobre a situação do ensino secundário público português. Um coro repetitivo e afinado de intervenções de professores das escolas públicas, todos a dizerem o mesmo: que não têm autoridade sobre os alunos e que estes fazem o que bem querem e lhes apetece na escola, sem sofrerem quaisquer consequências.

De todos os intervenientes, impressionou-me mais um professor de um liceu de Setúbal, que interpelou um aluno seu com catorze anos por estar a enrolar um «charro» durante uma aula. O aluno aconselhou o professor a não se meter no assunto, insultou-o perante os colegas, e continuou pacatamente a sua tarefa. O mesmo lhe disseram os seus colegas professores do Conselho Directivo a quem expôs o sucedido: que deixasse andar, porque não valia a pena fazer nada. Passado algum tempo, o carro do professor foi vandalizado no estacionamento da escola. O distinto aluno por lá continua, empenhado na sua educação à custa do contribuinte.

Décadas de facilitismo, de desresponsabilização dos sucessivos ministérios e governos, de abandalhamento nas regras, de igualitarismo entre professores e alunos, e de experimentalismo pedagógico saloio deram nisto. De há décadas para cá, a escola pública portuguesa tem sido destruída no que deviam ser os seus alicerces: autoridade, hierarquia, responsabilidade e definição clara do que é e para que serve uma escola. O cenário, agora, já não é apenas de falta de qualidade da escola e de alguma indisciplina. É de insegurança e medo. Não é, por isso, de espantar que os poderes públicos já não saibam o que fazer, senão chamar a polícia. Como estas declarações do Procurador-Geral da República deixam claro. A escola portuguesa passou, num ápice, de laboratório de educação experimental de «bons selvagens», para um simples antro de selvagens".

Eduquês, Competição e Filosofia de Educação

http://www.city-journal.org/2008/18_1_instructional_reform.html

"School Choice isn’t enough", por Sol Stern.

"O esplêndido artigo acima citado esclarece a importante diferença entre medidas administrativas para promover o melhoramento do ensino e as urgentes mudanças de filosofia necessárias para alterar métodos de instrução e o conteúdo do currículo.
Embora as senhas de ensino sejam de experimentar, a geografia muitas vezes não as permite (uma só escola situada num vasto território, por exemplo). Também não se elimina uma péssima filosofia de educação com senhas. A ideia da competição eventualmente acabar com as más escolas ou o mau ensino pode ser verdade ao longo prazo e em determinadas zonas. Só que durante esse longo prazo milhares de alunos podem ser sacrificados.
Mais importante, mais prático e mais fundamental é acabar com o ‘brainwashing’ que é o principal objectivo dos chamados ‘institutos superiores’ de educação. E nesses recintos que os magos da educação progressista dedicam os seus esforços no sentido de alterar o que chamam os ‘preconceitos burgueses’ dos jovens aspirantes a educadores. Até desaparecer essa mafia nada feito.
Sol Stern no seu artigo analisa os êxitos e os falhanços do sistema dos senhas e chama a nossa atenção para o principal problema".

http://oinsurgente.org

sexta-feira, abril 04, 2008

Sem palavras!

A ministra da Educação já conhecia os dados sobre violência nas escolas, revelados pelo Procurador-Geral da República (PGR) após uma audiência com o Presidente da República, nomeadamente, que há alunos que levam armas para os estabelecimentos de ensino.
A gente lê e fica sem perceber. Não era a ministra que, amiudadas vezes, veio a público dizer que a violência era pontual e circunscrita? Não foi esta senhora que sempre desvalorizou a questão ao assegurar que as escolas eram dos locais mais seguros da sociedade? E agora tem a distinta lata de confessar que o Ministério registou 140 casos em que houve violência praticada com armas nas escolas, no ano lectivo anterior, e que o problema está a ser atacado há muito tempo? Afinal em que é que ficamos? A ministra tem conhecimento do fenómeno e desvaloriza-o e, mais grave do que isso, oculta o problema? Haja vergonha! Se foi para isto que quebrou o silêncio a que se havia remetido após o célebre vídeo da aluna da Carolina Micaelis, mais valia ter ficado calada.

O futuro no YouTube

Alberto Gonçalves, sociólogo
Sábado

quarta-feira, abril 02, 2008

Avaliar a fingir?

"Todos sabemos que não há qualidade sem avaliação, mas nem todos percebemos como é difícil controlar interesses e critérios nem que tempo é preciso para definir objectivos, para desenvolver e testar meios de avaliação rigorosos.
Os professores e educadores são avaliadores experimentados, sensíveis às características de uma avaliação séria tempo, instrumentos seguros, avaliadores qualificados, imparcialidade.
Ora, essa experiência diz-lhes que a avaliação proposta pelo Ministério da Educação não oferece nenhuma destas garantias e que, portanto, deveria ser suspensa e substituída.
O seu calendário trapalhão diz tudo sobre a ignorância do tempo definir objectivos individuais agora, a pouco mais de um mês do final do ano avaliado? Vale tudo para salvar uma meta política?
Em segundo lugar, o Ministério propôs instrumentos nunca testados ou afinados e, ao usar a autonomia das escolas como escudo humano para este erro crasso, gerou uma anomalia ainda maior enorme diversidade e disparidade de instrumentos. Afinal de contas, quer uma avaliação ou quer muitas avaliações diferentes? E o mérito que quer avaliar será assim tão díspar?
A qualificação dos avaliadores também é a fingir só mais anos de serviço e mais cargos chegarão para avaliar bem quem possua maior qualificação científica, melhor formação pedagógica e didáctica ou maior experiência de tecnologias educativas que o avaliador?
O grande fingimento é, porém, o da imparcialidade. O n.º 4.º do artigo 22.º e o artigo 38.º do Decreto Regulamentar 2/2008 são claros o avaliador deve, sob pena de cessar funções e de procedimento disciplinar, ajustar a avaliação que fizer dos colegas aos valores que a Comissão de Coordenação da Avaliação da Escola considerar conformes à percentagem máxima ditada pelo divino olhar da tutela.
Veja-se o absurdo. Em Braga, por exemplo, há uma escola cujos alunos e professores obtiveram, no exame nacional de Matemática, mais notas entre os 18 e os 20 valores que o total de examinandos das melhores escolas privadas.
Pode ser imparcial a avaliação dos seus vários professores se a lei ordena à Comissão que force o avaliador a inventar falhas no desempenho deles para, em coro com o Ministério, proclamar que só um é muito bom ou excelente?
Bem lidos os factos, esta avaliação é mais que um mau acto de engenharia social, é um perverso exercício de darwinismo social prefere a magia do poder ao benefício da razão, desumaniza coercivamente a imparcialidade, reabre ao serviço público o caminho antigo e perverso do antes matar que ser morto, selecciona artificialmente a retaguarda vantajosa das elites.
Sedentos, os acólitos das figuras de autoridade aplaudem com prazer não é a conflitualidade o seu território natural? Os espíritos autónomos, esses estão de luto: há pelo menos quatro graves razões para gritar na rua e na escola que esta não é só uma avaliação de faz-de-conta, é uma avaliação perversa que não serve as pessoas, serve-se delas".

António Mendes
JN

terça-feira, abril 01, 2008

Puniu-se um herói

"O aluno que filmou com o telemóvel a cena do Liceu Carolina Michaelis, segundo os jornais vai ter um castigo muito superior ao da aluna que agrediu a professora. Por aqui se vê para onde caminha o nosso país. Para um Estado fascista ou… muito pior.
O aluno que filmou a cena e colocou as imagens no YouTube devia ser condecorado e louvado. Foi graças a ele que se conseguiu provar os tormentos que os professores passam nas escolas onde dão aulas. Ele revolucionou o sistema. Banalizou a ministra e conseguiu provar que a maioria dos Conselhos Executivos das escolas funciona de acordo com o que lhes é pedido pela DREN, cujas ordens são encapotar, encapotar e encapotar.
A denúncia do aluno foi um alerta e deveria ser considerado um acto heróico porque obrigou o Ministério Público e o Presidente da República a tomarem decisões para o combate à rebaldaria que se passa em alguns liceus.
Mas, os jornais, mais uma vez alinharam pelo discurso inverso. Ninguém defende o miúdo que teve a coragem de nos mostrar a verdade".

"Terror na Escola", 182ª sequela

"Entendo que todos nós devemos estar gratos ao cineasta amador que filmou, com uma pitada de Spielberg, com uma pitada de Woody Allen, o "take" 142 da 182.ª sequela do filme "Terror na escola", no "plateau" do Carolina Michaëlis, que já foi um liceu de meninas "bem" e agora anda bem mais por baixo. Embora a qualidade da imagem não fosse por aí além, não é de estranhar, porque às películas da série B não se pode exigir muito. Também o "script" poderia, já não direi subir ao estilo Actors Studio, mas também não descer à boçalidade de "A velha vai cair. Altamente!", "Ó gorda, sai da frente!" e "Que demais!". Mas, enfim, quando o orçamento é pequeno, não há volta a dar-lhe!
Ainda assim, repito, dou as minhas felicitações ao (para mim) anónimo cineasta que veio demonstrar a verdade daquele princípio jornalístico segundo o qual "uma imagem vale por mil palavras". Porque uma coisa é ler ou ouvir professores e auxiliares de educação queixarem-se de que são agredidos, injuriados, enxovalhados, ao ritmo de dia sim, dia não - e outra coisa, bem diferente, é ver uma sala de aula transformada numa espécie de circo romano, em que, pior do que os oponentes na arena (reconheça-se, não houve agressão, houve só forte quebra de disciplina), eram os urros, a galhofa, as exclamações e a agitação nas "bancadas". Só porque as imagens passaram da Internet para a TV é que o país teve de acordar de um longo letargo ou de um conveniente alheamento da realidade. Presidente da República, governantes, parlamentares, agentes do Ministério Público, conselhos directivos e associações de pais, forçados a abrir os olhos ou a tirar a cabeça de dentro da areia, convergiram, à uma, num ponto não podemos continuar a fingir que está tudo bem, agora há testemunhas a mais e é impossível calá-las a todas. É preciso agir, portanto!
Parece, todavia, que desse grande e importante núcleo se distanciam, ligeiramente embora, pelo menos duas pessoas o secretário de Estado e a ministra do sector. Porque disse o primeiro que "as escolas são os lugares mais seguros da comunidade", enquanto a segunda garantia (em artigo no JN, em 07/10/28) que "a escola é o espaço público mais seguro que o país tem".
Há poucos dias, na TV, ouvi Maria de Lurdes Rodrigues ser mais precisa, ao afirmar que "a escola é um espaço seguro para as nossas crianças". E para os nossos adultos, professores e auxiliares, senhora ministra?"

Sérgio de Andrade
JN

segunda-feira, março 31, 2008

Purgatório

João Pereira Coutinho
Expresso

domingo, março 30, 2008

O vídeo e o estatuto



Fernando Madrinha, Expresso


Quem protege os professores?

José António Saraiva
Sol

sábado, março 29, 2008

Palavras, leva-as o vento...

Já estou como o Jerónimo de Sousa. Não basta o Presidente da República preocupar-se com os actos de violência e indisciplina que assolam as nossas escolas. Cavaco Silva tem, por diversas vezes, criticado alguns princípios da actual política da Educação, mas a verdade é que ainda não mexeu uma palha para tentar resolver os problemas do sector. É preciso que tome consciência que chegou a hora de intervir.

Mobilidade especial ameaça 2000 professores

"O governo aprovou na quinta-feira o diploma que permite atribuir novas funções noutros sectores da administração pública aos professores incapacitados para o exercício da profissão. Mário Nogueira, da Fenprof, fala de "insensibilidade do Governo para com aqueles que já muito deram à escola pública, tratando os professores como material que se usa, estraga e deita fora".

Ao entrarem no regime de mobilidade especial, os professores mantêm numa primeira fase o salário anterior, durante dois meses, podendo frequentar acções de formação para serem integrados noutros serviços. Caso não consigam colocação, o salário sofre um corte de 16,7% nos dez meses seguintes, em que são obrigados a frequentar acções de requalificação. Ao fim de um ano sem encontrar novo posto de trabalho na Função Pública, o salário é novamente cortado em 33,4%.

O governo diz que se trata de uma medida de "fim de linha", depois de esgotadas outras soluções como a aposentação, reclassificação, reconversão ou se o professor pedir licença sem vencimento. Mas para a Fenprof, entre os 2000 professores que esta medida envolve, "há professores com falta de visão, audição, ou com dificuldade de permanecer muitas horas em pé numa sala de aula mas que, apesar disso, podem desempenhar outras funções dentro da escola".
Mas a ministra da educação foi colocada numa posição difícil com esta decisão. "Este decreto-lei vem provar que a ministra da Educação não falou verdade quando disse que nem um só professor passaria para a mobilidade especial", disse Mário Nogueira à agência Lusa.
A Fenprof entende que o governo deveria ter assegurado que estes docentes incapacitados, mas que tenham condições de se manter na escola - por exemplo, na biblioteca ou apoios vários - não entrassem no grupo destinado à mobilidade especial".

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