terça-feira, setembro 09, 2008

segunda-feira, setembro 08, 2008

São tiradas como esta que me tiram do sério

'Em quase 30 anos de pedopsiquiatria nunca vi ninguém preguiçoso, porque as crianças, por natureza, vivem para aprender. Há é miúdos que não conseguem', garante a pedopsiquiatra Ana Vasconcelos.

Correio da Manhã

domingo, setembro 07, 2008

Manuel Ferreira Leite dixit

"A confiança na qualidade e exigência do sistema educativo não melhorou e a classe dos professores conheceu um ataque sem precedentes, ao seu prestígio e autoridade".

Comentário - Quando estão na oposição são todos muito nossos amigos. O pior é quando se apanham no poder. Aí o discurso dá uma volta de 180º. Estes políticos há muito que perderam a vergonha na cara.

FNE cria observatório para o processo de avaliação e apresenta proposta alternativa em Dezembro

Em devido tempo não o fizeram, e só agora é que se propõem apresentar uma proposta alternativa ao modelo de avaliação de professores até ao final do 1º período. Assinaram um protocolo de entendimento com o Ministério da Educação, quando não o deviam ter feito, que prejudicou e de que maneira a nossa luta e agora aparecem com estes expedientes para salvarem a face. Deviam ter vergonha. Estes sindicatos são risíveis e cada vez mais dão provas de não merecerem a confiança dos professores.

sexta-feira, setembro 05, 2008

O estrondoso êxito das Novas Oportunidades

Mais de 90 mil portugueses dos quase 450 mil que se inscreveram no programa Novas Oportunidades obtiveram certificação ao nível do ensino básico e secundário. Desde o início de 2007 até 31 de Agosto já se inscreveram 447.774 adultos nos centros de Novas Oportunidades, 92.351 já obtiveram certificados e destes, mais de quatro mil foram de nível secundário.
Estes números não enganam: a curto prazo seremos, em termos europeus, um modelo de vanguarda na qualificação das pessoas. Um grande bem haja ao Srº Pinto de Sousa!

Bispo do Porto "preocupado" com professores sem colocação

A preocupação foi expressa à Renascença por D. Manuel Clemente, que escreveu uma mensagem à Diocese a propósito da abertura do novo ano lectivo.
O prelado olha para a situação dos professores não colocados com “muita preocupação”, uma vez que “são muitas e muitas pessoas, e as suas famílias, que ficam em grandes dificuldades”.
“A população escolar decresceu, muitas disciplinas e matérias menos procura terão, muitos professores por isso verão em perigo ou mesmo impossibilitada a sua colocação e continuação no ensino, mas o Estado não se pode alhear, porque são cidadãos e, como tal, precisa de olhar para eles”, diz D. Manuel Clemente.
Na sua mensagem, o Bispo do Porto defende que é preciso parar para repensar a Educação em Portugal e respeitar mais o papel dos professores na escola.

quarta-feira, setembro 03, 2008

terça-feira, setembro 02, 2008

O "annus horribilis" dos professores

O “annus horribilis” está prestes a iniciar-se. Se o anterior ano lectivo já foi tenebroso para os professores, este promete ser ainda pior: aumento do trabalho burocrático com a consequente desvalorização do acto de ensinar; novo processo de avaliação de desempenho que irá criar um clima de terror em muitas escolas, onde existirão muitos avaliadores sem preparação para avaliar, onde a prepotência muitas vezes se irá sobrepor ao bom senso, onde a bajulação não terá limites, onde os “yes man” farão escola. A acrescer a tudo isto e como “motivação extra” para o seu trabalho, dois terços dos professores estarão impossibilitados de aceder ao topo da carreira, ficando fortemente penalizados em termos salariais. Saber que no final da carreira auferirão um salário de 280 contos, ordenado que nenhum licenciado de outra profissão algum dia sonhará receber, é algo de “profundamente motivador” para se exercer tão exigente profissão. Se conhecerem alguma profissão tão desconsiderada e desprezada como esta avisem que eu de facto não consigo descortinar nenhuma.

domingo, agosto 31, 2008

Valter Lemos no seu melhor estilo

João Pereira Coutinho
Expresso

quarta-feira, agosto 27, 2008

Transferência de competências para as autarquias já não se vai efectuar

Ao contrário do que estava inicialmente previsto, a transferência de competências para as autarquias das escolas até ao 9º ano não vai avançar em Setembro, devido ao facto de a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) ter rejeitado o documento final apresentado pelo Ministério da Educação.
A ANMP justifica a rejeição com o facto de considerar que o Governo não respeitou alguns dos pontos acordados. A Associação aguarda agora uma resposta por parte do Ministério tutelado por Maria de Lurdes Rodrigues “sobre um conjunto de questões levantadas”, afirmou o vice-presidente da ANMP, António Ganhão.
O Ministério da Educação pretendia que as competências com o pessoal não docente e com o parque escolar passassem a ser da responsabilidade das autarquias já no início do próximo ano lectivo. No entanto a ANMP recusa, queixando-se de problemas financeiros mal resolvidos, inexistência de percentagens de pessoal a contratar e falta de articulação entre Escola e Câmara.
“A maioria das autarquias não vai contratualizar com o Ministério da Educação a transferência de competências. As que o farão servirão como experiência piloto, que pode ser importantíssima para análise e avaliação futura”, afirmou António Ganhão.

Correio da Manhã

sexta-feira, agosto 22, 2008

Os portugueses, esses ingratos

"O estudo internacional ontem divulgado pela Lusa acerca da confiança dos cidadãos em várias profissões é decepcionante. Parece que as profissões em que os portugueses mais confiam são os bombeiros (94%) e, logo a seguir, os carteiros e os professores (89%).
Os bombeiros e os carteiros ainda vá lá, mas os professores? Foi então inútil o esforço do Ministério da Educação, ao longo de quase uma legislatura, diabolizando os professores e culpando-os, e aos seus "privilégios", de todas as desgraças do sistema educativo? Felizmente a ministra é (ou foi) professora, pelo que, ao menos por esse facto, sempre há-de merecer também alguma confiança aos portugueses. Neles, nos portugueses, é que não se pode confiar. Pois não é que, segundo o mesmo estudo, persistem em confiar igualmente em outras "corporações" cujos "privilégios" o Governo não se tem cansado também de denunciar, como os militares ou os polícias (só ficam a faltar os magistrados e os funcionários públicos…), que têm a confiança de 80% e de 75% dos portugueses? E não é que, ó ingratidão!, só uns escassos 14% confiam nos políticos?"

Manuel António Pina
JN

quinta-feira, agosto 14, 2008

O computador Magalhães

" A apresentação pública do "computador português" Magalhães e o modo como nos dias seguintes, a comunicação social, com relevo para a RTP, tratou o assunto é um bom exemplo de como a perspectiva crítica, "editorial" como lhe chamariam os jornalistas de bom tempo e boa escola, escasseia na comunicação social, com enorme vantagem para um Governo que sabe muito bem manipulá-la profissionalmente. A apresentação do "computador português" foi um bom exemplo daquilo que Orwell chamava newspeak: como a República Democrática Alemã não era nem República, nem Democrática, nem Alemã, o Magalhães não é português, é o Classmate da Intel, a sua escolha face a outros modelos é contestável, e a sua utilidade como computador para as crianças do básico é contestada por muitos pedagogos, é uma solução do Terceiro Mundo, que os países europeus não adoptam, etc, etc. Tudo isto e muito mais devia ser sujeito a escrutínio e a regra básica de não aceitar o discurso do Governo pelo seu valor facial devia ter sido seguida, mas não foi".

Pacheco Pereira
Sábado

sábado, agosto 09, 2008

CONFAP quer que Código de Trabalho assegure tempo para pais acompanharem filhos na escola

"A Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) quer ver garantido no Código de Trabalho um crédito de quatro horas por filho e por mês para todos os encarregados de educação acompanharem melhor a vida escolar dos educandos.

Numa petição entregue na Assembleia da República, a confederação solicita que se legisle no sentido de atribuir aos pais direitos laborais que assegurem a sua participação na educação dos filhos, que se regulamente o estatuto do dirigente associativo voluntário e que se isentem de IRC as Associações de Pais.

Actualmente, o Código do Trabalho estipula como faltas justificadas "as ausências não superiores a quatro horas e só pelo tempo estritamente necessário, justificadas pelo responsável pela educação do menor, uma vez por trimestre, para deslocação à escola tendo em vista inteirar-se sobre a situação educativa do filho menor".

A Confap entende ainda que as associações de pais devem beneficiar de isenção de tributação em IRC, nos mesmos termos das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS). Em relação ao estatuto do dirigente voluntário, a confederação considera-o insuficiente, afirmando que foi pensado para os dirigentes que se mantêm nas associações sem limite de tempo, enquanto no caso das associações de pais, por regra, os dirigentes apenas se mantêm durante o período em que têm os filhos na escola".

Público

terça-feira, agosto 05, 2008

Imaginem

"Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados.
Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação. Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.
Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.
Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar. Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês.
Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.
Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.
Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.
Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo. Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos. Imaginem que país seremos se não o fizermos".

Mário Crespo
JN

sábado, agosto 02, 2008

Não há motivo para preocupação, são apenas 57 casos isolados

Nos primeiros seis meses do ano, o Ministério Público registou 57 casos de violência nas escolas de Lisboa, avança hoje o “Correio da Manhã”, citando dados oficiais divulgados pela Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa. As principais vítimas são professores e auxiliares, agredidos por encarregados de educação.
Estes dados são o primeiro balanço oficial sobre violência no meio escolar, resultado da Lei de Política Criminal que entrou em Janeiro em vigor. Mas até ao momento só são públicos os dados do distrito judicial de Lisboa. E não estão incluídas as agressões verbais, as ameaças, etc. Caso contrário os números disparavam.

quarta-feira, julho 30, 2008

Quem vier atrás...

"Porque a clareza se tornou, em tempos em que as palavras caíram nas mãos dos usurários, a mais rara das matérias-primas, vale a pena ler a entrevista que o presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática deu ao "Jornal de Negócios" sobre a situação de desastre do ensino em Portugal.
Maria de Lurdes Rodrigues realizou, de facto, o milagre grouchiano de partir do nada e conseguir chegar à mais extrema miséria. Diz Nuno Crato, a propósito da política dos exames fáceis de Matemática, que "daqui a dez anos somos capazes de olhar para o que se passou nos exames este ano e pensar que foi das coisas mais negativas que aconteceram na educação nas últimas décadas". Daqui a dez anos, os jovens formados na pedagogia da não exigência terão descoberto que, ao contrário do ME, "la vie ne fait pas de cadeaux" e deveriam poder pedir responsabilidades a alguém. Mas daqui a dez anos a ministra terá regressado às profundezas do ISCTE e os seus secretários de Estado ao anonimato, e não é provável que saiam da obscuridade para assumir qualquer responsabilidade. Como sempre, quem vier atrás que feche a porta".

Manuel António Pina
JN

Uma machadada na propaganda política

Os resultados dos exames em Matemática A passaram de uma média de 12,5 na 1ª fase para 8,9 na 2ª fase. Se bem nos lembramos, para o Ministério da Educação, os bons resultados da 1ª fase deveram-se às medidas por si implementadas, nomeadamente o Plano de Acção para a Matemática. Pelos vistos este Plano já não funcionou nesta 2ª fase, o que não deixa de ser estranho. Conviria que Maria de Lurdes explicasse o porquê deste falhanço.

terça-feira, julho 29, 2008

Resultados da 2ª fase dos exames do secundário

"A média da segunda fase do exame nacional de Matemática A do 12º ano não atingiu os nove valores, registando um resultado pior que o do ano passado (9,3) e contrariando, assim, a tendência positiva da primeira época em que a média foi de 12,5 valores – a melhor dos últimos anos. Nas restantes disciplinas registou-se uma melhoria global dos resultados, ainda que sejam inferiores aos da primeira chamada, com 16 a subirem a sua média e 70 por cento a terem resultados positivos.
Matemática A obteve piores resultados que no ano anterior, passando de 9,3 para 8,9 valores, o que significa que 24 por cento dos estudantes chumbaram, face aos 18 por cento de 2007. No exame de Português, a média subiu de 10,4 para 11,3, ou seja, quatro por cento dos alunos chumbaram, contra os oito do ano anterior. No de Física e Química A a progressão foi mínima e insuficiente para abandonar o terreno negativo, ao passar de 9,2 para 9,3. Pelo contrário Biologia e Geologia conseguiram ultrapassar a barreira do dez, ao melhorar de 9,0 para 11,4".

Público

A escandalosa mentira de que os professores portugueses são dos mais bem pagos do espaço europeu

O último número da revista Visão apresenta-nos um casal de professores noruegueses, ambos com trinta e poucos anos, que ganham 7800 euros por mês, depois de descontados 35% de impostos e segurança social que lhes asseguram a gratuitidade da saúde e da educação dos três filhos. Em Portugal, um casal de professores da mesma faixa etária não leva sequer 2500 euros no final do mês e ainda tem de suportar os cuidados médicos e a educação dos seus filhos. Para quem diz que os professores portugueses têm ordenados acima da maioria dos outros países europeus tem aqui uma boa oportunidade de verificar que se está perante uma escandalosa mentira. No caso concreto, a diferença é superior a 5000 euros o que não deixa de ser uma diferença considerável. Se a isto juntarmos os gastos com a saúde e a educação dos filhos então a diferença é abissal.

domingo, julho 27, 2008

Ministra assegura que novas regras para o 2º ciclo vão ser aplicadas sem problemas

"A ministra da Educação garantiu hoje que está tudo preparado para as novas regras que definem a distribuição de serviços aos docentes do 2º ciclo.
Segundo foi divulgado no início da semana, a partir de Setembro, em média, cada turma do 2º ciclo passa a ter menos dois professores.
De acordo com as orientações do Ministério da Educação, cada professor deve leccionar mais do que uma disciplina na mesma turma.
A Fenprof considera precipitada a entrada em vigor destas novas regras já no próximo ano lectivo, argumentando que o novo ano lectivo começou a ser preparado sem que as escolas tivessem conhecimento da alteração.
No entanto, esta tarde, Maria de Lurdes Rodrigues afirmou desconhecer as críticas dos sindicatos, garantindo que «as escolas e os professores têm todas as condições para trabalhar».
TSF