Baptista Bastos
quarta-feira, novembro 12, 2008
Capricho e soberba
Baptista Bastos
terça-feira, novembro 11, 2008
A mentira compulsiva
A ministra dos milagres
Ou deveria ser, para quem tivesse um mínimo de humildade democrática e não confundisse firmeza com auto-suficiência e poder com mando. Se a passagem de Lurdes Rodrigues pelo ME constitui um "study case" de incapacidade técnica e autismo político, a reacção praticamente unânime dos professores em defesa da dignidade da profissão docente é um exemplo de cidadania activa cada vez mais raro no "país em diminutivo" em que nos tornámos".
Manuel Antonio Pina
segunda-feira, novembro 10, 2008
Ainda há quem esteja com os professores
domingo, novembro 09, 2008
Como a opinião publicada vê o confronto entre o ministério da educação e os professores (II)
"Largos milhares de professores manifestaram-se ontem em Lisboa, pondo em causa o sitema de avaliação, a ministra, o próprio Governo.
Não vale a pena, aos críticos, invocar a impecável organização sindical pois até os partidos funcionam hoje assim: quando a "fé" escasseia, ou quando se quer ter a certeza que a coisa não falha, não há como uns autocarros e uns farnéis para manter a militância no alto.
É hoje óbvio para toda a gente que entre professores e ministra a corda partiu há muito. Mas, podendo a razão não estar do lado dela, é inequívoco que está a seriedade, porque Maria de Lurdes Rodrigues aceita fazer um balanço do processo de avaliação no final do ano e introduzir alterações para 2010. Os professores é que não, pois pretendem rebentá-lo desde já. É bom que se saiba que, por muitos professores que desçam e subam a Avenida da Liberdade, há escolas em que o processo de avaliação está a correr bem. São a maioria. E é bom que se saiba também que, no ano passado, 16 mil avaliações feitas revelaram 7% de professores cujo desempenho não era correcto. Só esta indicação é um bom motivo para continuar, não é? Ontem, na TSF, uma professora dizia que muitos professores investidos em avaliadores andam muito senhores de si por lhes ter sido atribuído esse pequeno poder. É possível, não custa a crer que sim. E custará a crer que alguns professores foram tomados de ataque de invejite por serem avaliados por pessoas com as quais certamente não simpatizam?
Como dizia Ferreira Leite em Março passado, o Governo não deve desistir deste processo de avaliação. É lamentável que a mesma Ferreira Leite, agora líder do PSD, agora necessitada de ver Sócrates e o Governo em perda, tenha vindo dizer, na véspera da manifestação de ontem, que o processo de avalição deveria ser suspenso. Ao menos tivesse a coragem de ser directa e pedisse aos professores do seu partido que engrossassem a coluna dos manifestantes (...)".
José Leite Pereira
JN
Como a opinião publicada analisa o confronto entre ministério da educação e os professores (I)
Editorial
sábado, novembro 08, 2008
sexta-feira, novembro 07, 2008
Manuela Ferreira Leite pede suspensão de modelo de avaliação de professores
Numa declaração na sede nacional do PSD, após um encontro com professores militantes do partido, Ferreira Leite defendeu que o modelo defendido pelo Governo «assenta em princípios inadequados e injustos».
Na opinião da líder social-democrata, este modelo está ainda assente «num esquema de tal forma burocrático e complexo que está a criar uma enorme perturbação nas escolas e a desfocar os professores da sua função essencial».
«A teimosia com que tem tratado esta questão está a afectar seriamente o que é essencial para a qualidade do ensino: a motivação dos professores», acrescentou Ferreira Leite, que aludiu a um «clima de tensão e crispação entre todos os intervenientes».
Na véspera de mais uma manifestação de professores, que foi convocada para Lisboa, Manuela Ferreira Leite considerou que «desde já, se deve começar a trabalhar num novo modelo de avaliação, sério e eficaz».
Na declaração que fez sem direito a perguntas, Ferreira Leite defendeu ainda a criação de uma avaliação «externa, retirando das escolas e dos docentes a carga burocrática e conflitual que os desviam da sua função primordial que é ensinar».
«A avaliação tem de procurar a efectiva valorização do mérito e da excelência, devendo por isso pôr-se fim às quotas administrativas criadas por este Governo», acrescentou a líder do PSD.
Ferreira Leite aproveitou também para pedir o fim da «divisão da carreira docente, iníqua e geradora de injustiças, entre professores titulares e professores que acabam por ser classificados como de segunda».
«Insistir no actual modelo é pura perda de tempo. Os professores não são justa e verdadeiramente avaliados e, principalmente, os alunos e as suas famílias estão a ser prejudicados com o clima de tranquilidade que se vive nas escolas», concluiu.
Esta criatura fede
«Os professores mais antigos podem sentir maior dificuldade em adaptar-se às novas reformas. Os que se sentirem cansados e desmotivados, é melhor que saiam. Há muitos professores desempregados que querem entrar para o sistema», afirma."
Últimos dados da mobilização para 8 de Novembro
novembro 2008 - março 2008
spn: 266 - 216
sprc: 125 - 80
spgl: 54 - 38
spzs: 49 - 38
totais: 494 - 372
contando aqui com a plataforma, estamos próximos das 700 viaturas!e ainda faltam 2 dias!!!
inscreve-te! vem mostrar a mlr com quem está a lidar!"
http://diasdofim.blogspot.com/
quinta-feira, novembro 06, 2008
Grande entrevista: O PROmova e as causas dos professores
Embora as causas sejam várias – estatuto da carreira docente, estatuto do aluno, gestão escolar, quotas, concursos, prova de ingresso para docente – parece ser o modelo de avaliação proposto pela tutela o problema maior do mal-estar que varre as escolas de norte a sul e está a pôr em causa valores como a equidade, a credibilidade, a solidariedade e a amizade que deviam ser os elos a irmanar os docentes numa das funções mais nobres do homem: educar.
Dados actualizados da mobilização para 8 de Novembro
"Aqui ficam os dados actualizados da mobilização mais contável, a do número de viaturas completas:
novembro 2008 - março 2008
spn: 266 - 216
sprc: 114 - 80
spgl: 44 - 38
spzs: 45 - 38
totais: 469 - 372
e ainda faltam 3 dias!!!
inscreve-te! vem mostrar a mlr com quem está a lidar!!!"
quarta-feira, novembro 05, 2008
Como vai indo a mobilização para 8 de Novembro
http://diasdofim.blogspot.com/
Professores e sindicatos
São eles que cavam a terra e lhe deitam a semente e, por isso, querem ser os ceifeiros da messe. Os sindicatos, porque têm as «camionetas», gostam de ser os transportadores do trigo, levando-o para o seu celeiro e daqui para a padaria, de onde o levarão para «sua casa» e para seu «prazer», deixando aos primeiros as migalhas ou, no máximo, a côdea dura que só molhado em leite ou em cevada lhes servirá de ténue alimento.
Mais de trinta anos depois, os professores resolveram também participar no festim e criaram os seus próprios movimentos de autodefesa. Perceberam que a maior parte dos sindicalistas das centrais sindicais e dos muitos que gravitam no interior das dezenas de sindicatos filiados já pouco percebem da realidade objectiva e concreta da sala de aula e da sala dos professores. Sentados há anos nas cadeiras dos gabinetes, por muito que digam que passam dias e dias no «terreno», ganharam calo no rabo, que não se cansam de coçar, melhor, lhes sabe bem coçar.
Sabem lá eles o que é indisciplina na sala de aula! (Alguém se lembra do que disse o prof. Charrua, quando regressou à escola, passados 20 anos?). Ouvem falar e pensam que isso lhes dá a sabedoria para dissertarem sobre o assunto. Sabem lá eles o que os alunos falam, como falam, como respondem, como reagem! Ouvem dizer isto e aquilo nessas reuniões que convocam para não dizerem quase nada, mas para justificarem o lugar.
Estudam (?) pedagogia para debitar… para debitar, mas não conseguem entender que a realidade da Escola é diferente daquilo que apregoam. São uma espécie de gastrónomos que só sabem enumerar os ingredientes de uma sopa, mas não a sabem confeccionar. E acham-se tão doutos que nem querem ouvir o que os professores autênticos têm para lhes dizer. Os professores não deram nem vão dar o grito do Ipiranga em relação aos sindicatos, mas a «república» já chegou. As tropas já se juntaram uma vez e vão juntar-se outra.
Os professores, perante o inferno em que a Escola se está a transformar, convocaram uma manifestação para dia 15 de Novembro, em Lisboa. Este «povo» resolveu descer à capital, na tentativa de alertar «suas majestades», mais uma vez, sobre os graves rombos que o «barco da educação» está a sofrer e com risco de se afundar. Os novos «infanções» têm considerado que os «condes», os «duques», os «marqueses» ou os «barões» não estão a defender bem o «castelo». Então esta «velha nobreza», e em especial a Fenprof, tremeu e temeu que os seus «foros» estivessem em perigo.
Convocaram outro «exército» de professores para o dia 8. Uma traição? Talvez não seja necessário dizer tal, contudo… foi um exercício de força. Quiseram dizer que eles é que detêm poder e representatividade nas «cortes». E contaram as espingardas. Mas terão verificado que as notícias que os seus emissários lhes mandavam não eram favoráveis. O exército, que esperavam comandar, iria ser diminuto: havia escolas sem «voluntários» inscritos. Foi então que o «estado maior» da Frenprof chamou na quarta-feira passada (29 Out.) os movimentos de professores, para negociaram a paz.
O «tratado» fica, para já, com esta data, evitando, os professores, beijinhos e abraços, pois, conforme dizem elementos do PROmova, de Vila Real, “os movimentos vão continuar a existir até que ocorra a pacificação das escolas” ( ver entrevista). Estes movimentos não terão a «mentalidade e a estratégia» de D. Afonso Henriques nas lutas com o seu primo D. Afonso VII, ao agir por impulsos e segundo as suas conveniências, mas estão aí para se fortalecer, porque eles têm as «ementas» e sabem com «cozinhá-las». Para já avançam para a segunda conquista do «castelo» de Lisboa. A jornada é decisiva. Boa sorte".
Ribeiro Alves
O novo presidente da CCAP em discurso directo
Correio da Manhã – Foi nomeado presidente do Conselho Científico para a Avaliação de Professores. Quais os seus objectivos?
Alexandre Ventura – Toda a minha acção será no sentido de introduzir serenidade e diálogo no processo, que está com bastante ruído. O modelo pode ser objecto de melhoria com o contributo de todos. Cabe--nos encontrar as melhores soluções e apresentá-las à tutela, que decidirá se as adopta.
– Num congresso na Madeira teve "posicionamentos críticos" face ao actual modelo...
– Não tenho consciência exacta das palavras que proferi, mas qualquer modelo é passível de melhoria.
– Os professores queixam-se de falta de tempo para os alunos.
– Provavelmente é um dos aspectos que poderão ser sujeitos a alguma melhoria, para tornar o modelo mais eficaz e eficiente, atingindo o mesmo objectivo com menos dispêndio de energia e maior concentração no trabalho com os alunos.
– Qual a autonomia de um Conselho a que a ministra preside se assim entender e com voto de qualidade?
– Foi em face desta configuração que aceitei o desafio e seria despropositado criticar. Não imagino que o órgão tivesse desenvolvido a sua actividade de forma menos livre. Não me parece que seja essa a atitude da tutela.
– O Conselho fez recomendações críticas sobre o modelo e saíram a presidente Conceição Castro Ramos e Matias Alves...
– A presidente saiu por aposentação e Matias Alves porque deixou de ser professor titular.
– É estranho ser nomeada e meses depois aposentar-se.
– São especulações. Não conheço declarações de Conceição Castro Ramos que refiram outra motivação para a saída.
– Como encara a manifestação de professores de sábado?
– São aspectos de ordem política. Outros países viveram este fenómeno há 10/15 anos quando mudaram o paradigma da avaliação".
Bernardo Esteves
segunda-feira, novembro 03, 2008
Escolas não pagam horas extraordinárias
Correio da Manhã – Os professores estão descontentes com a carga horária de trabalho?
Mário Nogueira – Claro que sim! Todos nós sentimos que está a ser cometida uma série de ilegalidades quanto à excessiva carga horária de trabalho a que estamos submetidos.
– De que ilegalidades estamos a falar?
– As ilegalidades que estão a ser cometidas têm a ver, por exemplo, com o número de horas excessivas de reuniões dos professores e com a utilização de horas extraordinárias dentro do estabelecimento de ensino para funções de coordenação pedagógica.
– Como está a ser a posição dos estabelecimentos de ensino nessas situações?
– Não estão a agir, pelo contrário. As escolas não pagam as horas extraordinárias e nem regularizam os horários dos docentes.
– Estamos a falar de quantos docentes com excessiva carga horária de trabalho?
– Existem escolas inteiras onde estas ilegalidades se verificam. Por exemplo, a Fenprof analisou uma escola secundária do País que tem 256 professores, todos fazem hora e meia a mais de trabalho e não são pagos para tal.
– A Fenprof tem recebido muitas queixas a esse respeito?
– Temos recebido inúmeras queixas diariamente, o que também pode ser explicado pelo facto de ter sido a Fenprof quem denunciou primeiro esta situação.
– Como é que a Fenprof fez a denúncia?
– No dia 14 de Outubro, entregámos uma carta à sr.ª ministra da Educação na qual acusamos o Governo destas ilegalidades e de tudo o que se relacione com as mesmas. Mas a nossa luta vai continuar com a manifestação do próximo dia 8, sendo que a excessiva carga horária dos professores é um dos motivos que nos faz regressar à rua para protestar.
Joana Freire
O milagre
Muita gente ficou feliz. Professores gratificados, estudantes recompensados e pais descansados podem comemorar o feito. Nas universidades, esperam-se agora massas de alunos motivados e qualificados. Nos empregos, sobretudo na banca, nos seguros, nas empresas de engenharia e nos laboratórios científicos, esfregam-se as mãos na expectativa de receber, dentro de poucos anos, profissionais extraordinariamente preparados para as contas, o cálculo e o raciocínio abstracto. Nos jornais e nas televisões, onde os jornalistas confundem milhares com milhões e não sabem calcular uma percentagem ou uma taxa de variação, teremos, brevemente, dados exemplares e contas limpas. Começa uma nova era!
António Barreto











