Expressosegunda-feira, dezembro 08, 2008
sexta-feira, dezembro 05, 2008
Ganharam os Bons
"362 escolas fecharam portas no dia de greve dos professores e, nas que não fecharam porque houve "aulas" (na maior parte dos casos porque houve "aula" ou nem sequer isso), mantiveram-se ao serviço 1, 2 ou 3 professores. Isto, para o felicíssimo secretário de Estado Pedreira, significa que "a maioria das escolas [esteve] aberta em dia de greve nacional dos professores"… Já para o contentíssimo secretário de Estado Lemos, ao fim da tarde de quarta-feira, "só" aderiram à greve "às 11 horas" 61% dos professores, o que constitui, obviamente, grande derrota dos professores, até porque, um pouco mais cedo, às 6 e às 7 horas, a adesão foi ainda menor.
Quanto à ministra, fez greve a jornais, TV e escolas e foi visitar… um hospital, pois, em dia de greve nacional de professores, estiveram abertos (nova derrota dos professores) 100% dos hospitais. A moral da história é que, como antes tinha sido anunciado por não sei quem, "os bons ganham sempre". Os bons somos nós (os bons, os justos, os altos, os inteligentes, os bonitos). Os maus, injustos, baixinhos, burros e feios (o Inferno) são os outros".
Manuel António Pina, JN
Educação sem dimensão
A ministra da Educação jurou que não cederia um milímetro. Ela e os seus ajudantes atiçaram a mais feroz oposição social desde o PREC. Colocaram-se a si e ao Governo num beco quase sem saída. Se existisse grandeza assumiriam o seu falhanço. Mas querem perder gritando vitória – também não têm grandeza suficiente para isso".
Carlos Abreu Amorim
quinta-feira, dezembro 04, 2008
Falta apenas mais um passo atrás
"É patético. Primeiro, o modelo era mais que perfeito e, como tal, qualquer alteração estava fora de questão. Na fase seguinte, foram-lhe detectadas pequenas imperfeições e o modelo transformou-se em simplex. Novo capítulo, mais imperfeições e o modelo atinge a sua fase simplex simplex. Nova variante, com a introdução da possibilidade de pagamento de horas extraordinárias pelo trabalho suplementar com a sua implementação: simplex simplex mais uns trocos. E hoje entra na fase simplex simplex mais uns trocos com possibilidades de alterações no próximo ano lectivo e desde que seja aplicado já este ano, apesar de não estar a ser aplicado na maioria das escolas. O modelo já tem muito pouco da sua versão original e não avalia o que quer que seja. Mas mantem-se à viva força para poder ser medida da intransigência de uma ministra a quem falta dar um pequeno passo atrás, no sentido de um novo modelo. Ou um passo à frente, para fora do Ministério. Um deles há-de dar. Falta apenas um".
O cumprimento das leis
Este imbróglio diz respeito a todas as leis, ou seja, ao "espírito das leis", de que
falava Montesquieu. Há quem pense que basta redigir uma lei para que a lei se cumpra; seria fácil, a um punhado de "pessoas esclarecidas", passar um ano a produzir leis e três anos a mandar executá-las, fechando um ciclo eleitoral. Infelizmente, as leis dirigem-se a pessoas concretas que vivem em condições concretas, nem sempre as desejáveis. As "pessoas esclarecidas" às vezes não vêem isto".
Francisco José Viegas
Correio da Manhã
Cegos e surdos
quarta-feira, dezembro 03, 2008
E assim se adulteram as estatísticas quanto aos números da adesão à greve
Caro colega
Em virtude de termos constatado que a informação na plataforma sobre escolas encerradas não coincide com a realidade, importa clarificar que “escola encerrada” significa que o estabelecimento de ensino está de portas fechadas, não estando nenhum serviço em funcionamento.Pelo contrário, quando não há actividades lectivas, mas os restantes serviços estão assegurados, ou seja o estabelecimento de ensino pode prestar atendimento aos cidadãos, o estabelecimento não pode ser considerado “encerrado”.este contexto agradecemos que na recolha de dados, no segundo momento (tarde), se proceda à correcção, se for caso disso.
Bem haja
Saudações cordiaisA/O Director/a Regional"
M:A
terça-feira, dezembro 02, 2008
Mais um dia de luta
Agência para a Qualificação quer acelerar certificados das Novas Oportunidades
Comentário - Vale tudo em prole das estatísticas. Não interessa a qualidade do que se ensina nem do que se aprende. O que importa é certificar, certificar, certificar...Até parece que estamos a falar de uma qualquer fábrica de encher chouriços. A falta de pudor deste governo socialista não tem limites e devia envergonhar todos os portugueses. Infelizmente ainda há por aí muito boa gente que lhes dá crédito. Triste país este que se deixa iludir com tão pouco.
Relato de um professor socialista que esteve sábado numa reunião na sede do PS
"Caros colegas,Sou militante do PS desde 1989 e estive ontem na sede do PS, Largo do Rato. Não tive a oportunidade de intervenção porque houve bastante participação. Inscrevi-me, mas confesso que abdiquei da minha intervenção pois iria repetir-me. Em resumo: insistência e muita propaganda para validar o modelo a qualquer custo. A divisão da carreira é para continuar, sendo que foi demonstrado cabalmente que não corresponde ao mérito mas sim a redução de custos e que mais de 2/3 dos professores jamais a atingem. Quero deixar a mensagem que só muito poucos é que tiveram a coragem de dizer as verdades. Enfim, a pressão é muita e o satus presente não permitiu que todos nos sentissemos "livres".
Porque sou socialista, porque acredito num verdadeiro PS e não neste, porque quero e luto por um PS mais justo, mais digno, mais fraterno... irei fazer greve assim como muito dos colegas presentes. Quero ainda dizer-vos: Este PS está aflito. Vai recorrer a tudo o que puder para levar por diante toda esta maquinação. Dizem que não podem perder a face.
Nós professores também não! Se ganharmos agora, ganhamos todos! Se perdermos neste momento, jamais nos levantaremos! O PS de Sócrates e não dos socialistas tudo irá fazer para nos vergar. Isto é uma certeza. Cabe-nos a nós resistir, porque resistir é vencer! Aguardo melhores dias para o meu verdadeiro PS.
PS: Foi dito por um colega que neste momento o PS já tinha perdido a maioria e que se arriscava mesmo a perder as eleições com esta luta contra os professores. Este PS não está mesmo preocupado... e todos nós julgamos saber porquê. Quem vier a seguir que feche a porta, pois estes já têm lugar de estadia e vôo marcado para destinos definidos e bem remunerados".
Professor socialista que não vota neste PS.
30 de Novembro de 2008 17:58
Uma ministra de rosto humano
Desde a recente manifestação de professores (120 mil na rua contra as políticas educativas), a ministra vem-se desdobrando em entrevistas e conferências de Imprensa, bem como em "perfis" nos jornais e TV do costume mas igualmente noutros.
Nesses "perfis", Lurdes Rodrigues tenta mostrar o seu "rosto humano" (o outro toda a gente o conhece), entreabrindo - levemente contrariada - aos portugueses em geral e professores em particular, a porta da sua intimidade.
Afinal, alguém que gosta de cozinhar e "[se sente] anarquista" não pode ser má pessoa. Nem alguém capaz de comover-se com um bom e comovente momento que, confessa, viveu um dia no Ministério: "Uma carta que recebi de um menino que recebeu um computador para ter em casa […], e escreveu-me a dizer: 'Quando for grande, vou inscrever-me no PS'. É tocante..." Portugal pode ter uma péssima ministra, mas o PS tem uma excelente directora de recrutamento".
Manuel António Pina
segunda-feira, dezembro 01, 2008
domingo, novembro 30, 2008
Políticas educativas - António Barreto
António Barreto
sábado, novembro 29, 2008
A democracia segundo Jorge Pedreira
É só mais um caso isolado a somar a outros tantos casos isolados
"Artemisa Coimbra, professora de Inglês na EB 2/3 de Jovim, em Gondomar, foi ontem agredida a murro por um aluno de 16 anos que frequenta o 9º ano dos Cursos de Educação e Formação. Teve de ser transportada para o Hospital S. João, no Porto, tendo sido tratada na pequena cirurgia. À saída da Urgência ainda eram visíveis as marcas da agressão no olho.
O incidente ocorreu às 13h40, quando a professora saiu da sala dos professores rumo à aula. "Fui surpreendida pelo aluno a correr na minha direcção e a chamar-me de todos os nomes possíveis. Depois deu-me murros na cara", disse ao CM, Artemisa Coimbra, que é também responsável pelo Observatório de Mulheres Assassinadas, uma organização que combate a violência doméstica.
O incidente ocorreu depois de a docente ter levado o agressor ao Conselho Executivo, por este estar a dizer palavrões no interior da escola".
João Carlos Malta
Correio da Manhã
Mais um dos que pensa que a razão está do lado da ministra
Havia dúvidas sobre isto? Mário Nogueira esclareceu-as ontem, à saída do encontro com Maria de Lurdes Rodrigues, quando pediu abertamente a demissão da ministra e, de seguida, apelou de peito cheio aos professores "com 'P' grande" para aderirem em massa à greve geral agendada para a próxima quarta-feira.
O que quer Mário Nogueira dizer? Duas coisas. Um: os professores com "p" pequeno que não aderirem à greve são criaturas inferiores que devem ser apontadas a dedo e estigmatizadas nas escolas em que leccionam (este muito torcido conceito da democracia mostra bem o estado a que este conflito chegou). Dois: o líder da Fenprof percebeu que a divergência está, agora, no "ponto de rebuçado". Quer dizer: os níveis de adesão à próxima greve são fundamentais para se perceber para que lado partirá a corda, de tão esticada que está. Se os professores ficarem em casa aos magotes, Mário Nogueira não se calará com o pedido de demissão da ministra. Se, porventura, a adesão for escassa (e o conceito de escassa é importante, uma vez que as expectativas estão muito altas), Mário Nogueira será obrigado a puxar pela cabeça para inventar novas formas de luta, porque esse seria um sinal de capitulação dos docentes.
Nada destes jogos deve, contudo, fazer esquecer o essencial. As etapas do tradicional processo de decisão foram todas queimadas durante as últimas semanas. Por isso, é tempo de o Governo seguir em frente e pôr em marcha a avaliação dos professores, fazendo publicar o respectivo decreto-regulamentar. Os docentes usarão, em resposta e até ao limite, se assim o entenderem, todos os recursos de protesto - e são muitos - que a democracia põe ao seu dispor. E, como são crescidinhos, arcarão com os custos de não cumprirem a lei. O que não pode acontecer, em nome dos interesses dos alunos e dos pais dos alunos, partes igualmente interessadas neste processo, é prolongar mais este percurso pejado de avanços e recuos.
Paulo Ferreira
sexta-feira, novembro 28, 2008
Não houve acordo quanto à avaliação - FNE mantém greve
Centros sem formação há um ano só apoiam avaliação
DN
quinta-feira, novembro 27, 2008
quarta-feira, novembro 26, 2008
Obviamente, demitam-se!

"Em três anos, conseguiram instalar o caos nas escolas públicas. Já não discuto as intenções, nem as causas; limito-me a registar as consequências: professores furibundos e insubordinados, que nenhum sindicato ou conselho executivo consegue já controlar; alunos nervosos e insurrectos, à espera do menor pretexto para fazerem desacatos; pais perplexos e divididos. Eu sei que o governo não desejava isto. Mas a realidade é esta e está à vista de todos. No caos, ninguém ensina e ninguém aprende e o processo educativo converte-se num pesadelo diário. As escolas públicas precisam urgentemente de paz. E precisam de um novo fôlego motivacional. Maria de Lurdes Rodrigues, Valter Lemos e Jorge Pedreira deixaram de ser parte da solução, para passarem a ser, simplesmente, o problema. Se são pessoas de bem e ainda querem o melhor para as escolas e para o país, só lhes resta um caminho: pedirem a demissão e darem o lugar a outros. E quanto mais depressa, melhor".
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