Guerra Junqueiro, escrito em 1886
quarta-feira, janeiro 14, 2009
É o que vai valendo a José Sócrates
Guerra Junqueiro, escrito em 1886
terça-feira, janeiro 13, 2009
Professores não deixam que a luta esmoreça
A inenarrável Directora Regional de Educação do Norte
Algumas passagens do documento são verdadeiros clássicos do português técnico, versão Ministério da Educação. Repare-se, por exemplo, neste naco de prosa: "O pagamento dos Magalhães, nos casos em que a isso os pais sejam obrigados, estão a receber informação por sms devendo, em todas, constar a entidade 11023". Mas o resto, designadamente a inovadora técnica de pontuação que é pegar em vírgulas e atirá-las ao ar a ver onde caem, não é menos esclarecedor do nível hoje exigível para se ocupar um alto cargo educativo em Portugal".
Manuel António Pina
segunda-feira, janeiro 12, 2009
Será que temos coragem?
DN
sábado, janeiro 10, 2009
A montanha pariu um rato
sexta-feira, janeiro 09, 2009
É hora dos presidentes dos conselhos executivos mostrarem o que valem
Presidentes de Conselhos Executivos admitem demissão
DN
João Dias da Silva, Secretário-geral da FNE, fala ao CM sobre o chumbo da suspensão da avaliação dos professores no Parlamento.
"Correio da Manhã – Ficou surpreendido com o chumbo da suspensão da avaliação de professores no Parlamento?
João Dias da Silva – Não muito. No âmbito parlamentar intervêm outras lógicas, que têm a ver com a vivência político-partidária, daí ter havido votações em sentido diverso. Foi uma grande oportunidade que se perdeu para voltar a tranquilizar as escolas.
– Dia 23 a avaliação volta ao Parlamento pelo CDS-PP...
– Sei que o projecto de lei já deu entrada hoje (ontem) mas ainda não conheço o teor.
– Acha que há um esmorecimento da luta dos professores?
– Os sinais que nos chegam são de um fortíssimo apoio no sentido de termos dia 19 uma grande greve, que acho que andará em patamares próximos da anterior.
– Como comenta as ameaças de processos disciplinares?
– As declarações de Jorge Pedreira tiveram uma lógica intimidatória e não têm suporte legal.
– Os sindicatos ponderam fazer greve por tempo indeterminado?
– Não está na nossa agenda. Estamos a preparar a jornada nacional de reflexão dia 13 e a greve de 19".
quinta-feira, janeiro 08, 2009
A incompreensível e reprovável atitude de Manuel Alegre
Sábado
quarta-feira, janeiro 07, 2009
Exemplo a seguir
terça-feira, janeiro 06, 2009
A entrevista de Sócrates
2. Muito bem conduzida por Ricardo Costa e José Gomes Ferreira, a entrevista foi percorrida pelos habituais chavões socráticos, quase tão repetitivos como a velha cassete do PCP. Lá vieram as inevitáveis referências à "banda larga", à "protecção do emprego", ao "investimento nas rodovias". E as "medidas", as célebres "medidas" repetidas até à náusea. Como os "seiscentos quilómetros de auto-estrada", eventualmente destinados a esvaziar ainda mais o interior do País. E também a "reduzir as mortes" no asfalto, alegação que merece figurar em qualquer manual de demagogia. Vai longe o tempo em que o PS clamava contra a "política do betão" praticada por outros.
3. Do essencial, quase nada ficou respondido. É certo que "tudo aponta para um cenário de recessão, reconheceu o primeiro-ministro com o ar casual de quem anuncia que amanhã vai chover. Também é verdade que em Setembro, quando elaborou o Orçamento de Estado para 2009, este governo tão perspicaz não fazia a mais pálida ideia da "profundidade da crise". E é inegável que desde 2005 o investimento estrangeiro em Portugal caiu, a dívida externa atinge hoje uns astronómicos 150 mil milhões de euros e a cada trimestre há mais 63 mil pessoas a acorrerem aos centros de emprego. Nada disto rouba por um instante a estudada convicção de Sócrates, que pedirá a maioria absoluta nas próximas legislativas: "A única certeza que tenho é a de merecer a vitória." Porreiro, pá".
Ministério da Educação aperta o cerco
DN
domingo, janeiro 04, 2009
Não existe capacidade, nem vontade, de combater a indisciplina
"São as explicações que se seguiram à publicitação do vídeo que fazem soar o alarme. Fica a sensação que não existe capacidade, nem vontade, de combater a indisciplina.
1- "Vê lá tu o que estes malucos fizeram - apontaram-me uma pistola e não me deixaram acabar o que estava a fazer", terá dito a professora para a presidente do Conselho Executivo. "Ó professora, desculpe, sabe que somos uns brincalhões", terão retorquido os alunos. Feito assim o relato do que acontecera na sala de aula, tendo em conta que os alunos são "normais e simpáticos" e que a própria professora "é muito brincalhona", o caso foi "arquivado". Afinal fora "uma brincadeira que toda a gente faz".
O que deu origem a estas explicações foi a divulgação de um vídeo em que um grupo de alunos da Escola Secundária do Cerco do Porto aponta uma arma de plástico a uma professora, exigindo melhores notas. Mexem-lhe nos cabelos e ensaiam poses de pugilista, cerrando os punhos. A professora ameaça marcar faltas disciplinares a todos, mas a "brincadeira" não acaba. A cena termina com a professora, impotente, abandonando a sala de aula.
O vídeo é um documento poderoso sobre o descontrolo a que chegaram algumas salas de aula. Mas são as explicações que se seguiram que fazem soar o alarme. Fica a sensação de que não existe capacidade, nem vontade, de combater a indisciplina. O vídeo põe a nu o pouco respeito que os alunos demonstram pelos professores. A forma como estes decidiram ignorar o que se passou põe a nu o pouco respeito que têm por si próprios e pela nobre e difícil missão de ensinar e educar. Para além de um inquérito ao que se passou na sala de aula é preciso um outro inquérito ao que se passou a seguir. Já não com o objectivo de punir, mas com o objectivo de identificar procedimentos errados e alterá-los".
Rafael Barbosa, JN
sábado, janeiro 03, 2009
Nogueira com sabor a eucalipto
Temos de reconhecer que alguma razão os professores hão-de ter. Parece que o processo de avaliação é muito complicado, a necessitar de um sistema informático que retire aos avaliadores a carga emotiva.
Duas manifestações, duas, com mais de 100 mil pessoas na rua, mostram que gente como eu ou a ministra da Educação não podem ter toda a razão contra toda a gente. Alguma coisa falhou no sistema proposto e aceite pelos sindicatos.
É nos sindicatos, aliás, que está o problema. Estão longe de aceitar o poder e muito longe de compreender a motivação desses professores que estão disponíveis a vir para a rua. Percebo que a maioria dos professores se mostre tão indignada com o Ministério como com os sindicatos.
É lamentável, indigno até, a forma como Mário Nogueira - líder da Fenprof - aproveita este movimento para fazer o seu caminho dentro do PCP, rumo à liderança da CGTP. Como custa aceitar, embora se perceba melhor, que a Oposição se 'cole' ao movimento, tentando capitalizar o descontentamento, sem cuidar de saber como pode o país sair a ganhar.
Mário Nogueira foi o dirigente sindical que assinou um acordo com o Governo, tentando aparecer como o vencedor da manifestação de Março. Rapidamente percebeu que tinha dado um tiro no pé e fez uma pirueta, dando o dito por não dito.
O senhor que me desculpe, mas parece um nogueira com características de eucalipto. Seca tudo à sua volta. Só ele existe, há muito que deixou de ser professor para ser, em exclusivo, sindicalista. Um sindicalista que pede para ele o que sabe não ser direito dos outros.
Convém que a memória não seja curta. Há sete anos, a Fenprof convocou uma paralisação em que os professores que aderiram ficaram sem o salário nesse dia, mas Nogueira foi até à última instância - onde perdeu - para receber o dia de salário que sabia não poder ser pago aos camaradas de profissão que paralisaram por sua proposta.
Nogueira faz a luta pela luta, para ele parece fazer pouco sentido o colectivo, por mais que essa seja a sua matriz ideológica. O país pouco importa, o sistema de ensino é secundário, ele cresceu no sindicalismo porque não desarma e sabe que importante é o fim, pouco importam os meios. Acontece que o fim é a promoção do PCP e a via sindicalista.
Por estes tempos, as coisas não lhe correm de feição tanto como parece. Os professores convencem cada vez mais gente sobre a justiça da sua luta e afastam-se na mesma distância de Maria de Lurdes Rodrigues e de Mário Nogueira. Uma e outro, convencidos da sua razão, dão passos em frente em direcção ao abismo.
Ao PSD, PCP e Bloco convém também deixar um aviso: O povo não é burro, não basta fazer uma declaração ou esperar na beira do passeio acenando para os manifestantes para ter razão. O povo que vota, quando está descontente com o rumo do país, quer alternativas viáveis. E, sobre a avaliação dos professores, que alternativas propõe a Oposição? Suspenda-se! Sabe a pouco e dá em nada".
Paulo Baldaia
sexta-feira, janeiro 02, 2009
O Magalhães é o que nos vai salvar. Com o pais a afundar temos um computador à prova de água.
Dizer que os assessores só trabalham com o "Magalhães", é um insulto aos próprios assessores. É verdadeiramente inacreditável, como é que ainda há tanta gente a dar crédito a este indivíduo.
quinta-feira, janeiro 01, 2009
Cavaco promulgou diploma sobre a avaliação de professores
terça-feira, dezembro 30, 2008
Ainda o Cerco
"O triste episódio da Escola do Cerco, no Porto – com um miúdo a gritar "dás-me positiva ou levas um tiro" –, foi desvalorizado porque as crianças, parece, podem fazer o que lhes apetece. Mas dá uma ideia – mais uma – do que o Ministério ignora sobre a vida das escolas. Tendo abandonado os professores em vez de atacar, como devia, a corporação que abunda pelos corredores e gabinetes do Ministério, Maria de Lurdes Rodrigues escolheu o alvo mais fácil e o mais errado.
Os professores são a instituição que resta de uma escola despedaçada e desprotegida, alvo fácil de associações de pedagogos, de pais, de políticos e de energúmenos. Diante da cena macabra divulgada em vídeo, devia-se defender a professora ameaçada, e não desculpar os patifes. Estamos num Mundo de pernas para o ar".
Francisco José Viegas
domingo, dezembro 28, 2008
Ano dos professores
Dão aulas, organizam a sua escola, abrem-na ao meio, dialogam com os pais, guardam as crianças durante o horário laboral em crescendo, tentam disciplinar os jovens numa sociedade opulenta de casos de vigarice económica e de violência. Além disso, têm de perceber a psicologia do aluno e até distinguir, num ápice, se uma pistola apontada à cabeça, na aula, é verdadeira ou falsa. Reparem que nem falo do estatuto da carreira ou da avaliação.
Estes foram porém os temas que encheram as ruas e esvaziaram as escolas em 2008. Este ano foi o ano em que o Estado se distanciou dos professores da escola pública e a Igreja Católica se aproximou deles. Assim começam as novas eras".
José Medeiros Ferreira
O Cerco
Alberto Gonçalves
sexta-feira, dezembro 26, 2008
Violência nas escolas
"Costuma dizer-se que uma imagem vale mais do que mil palavras e de facto as imagens de alunos a apontarem uma arma a uma professora da Escola do Cerco, no Porto, falam por si. A pistola é de plástico, mas esse é um pormenor num bairro em que a facilidade de encontrar uma arma real é semelhante à de um brinquedo. Enquanto um adolescente apontava a arma, outro ensaiava golpes de boxeur e a professora ameaçava com faltas disciplinares.
Tal como na agressão da Escola Carolina Michaelis, este caso só é do conhecimento público porque um aluno filmou com o telemóvel e as imagens foram colocadas na internet.
Se não existissem as imagens, estes casos não passariam de pequenos episódios. Provavelmente nem haveria inquéritos internos nas escolas. Quantas vezes os professores são humilhados na sala de aula sendo estes incidentes desvalorizados como 'brincadeiras de mau gosto, como chamou a directora da DREN a este caso do Cerco. A profissão de professor é das actividades mais nobres. Mas infelizmente os docentes têm vindo a perder prestígio e autoridade.
Urge devolver autoridade aos professores. Não haverá educação de qualidade se não houver professores respeitados. E a educação é a única arma que pode evitar que as novas gerações mergulhem na pobreza".
Armando Esteves Pereira, Correio da Manhã



