quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Ministra da Educação aconselha professores a lerem legislação

"Que acontecerá aos professores que não entreguem os objectivos individuais para avaliação? A pergunta foi colocada, pelo menos cinco vezes, por diversos deputados das Oposição, na audição parlamentar desta terça-feira. A ministra da Educação nada respondeu.
No final da reunião, os jornalistas insistiram na questão e Maria de Lurdes Rodrigues respondeu para dizer quase nada. Limitou-se a enviar publicamente um conselho aos professores "leiam a legislação". Depois de avisar que a avaliação é "um direito e um dever", a ministra deixou o aviso de que as consequências das decisões individuais devem ser conhecidas por quem as toma. "Não é aceitável que um cidadão pergunte o que lhe acontece se não pagar os impostos". Mas a legislação levanta dúvidas, tanto aos sindicatos como às escolas, ao indicar apenas que a avaliação conta para a progressão na carreira".

JN

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Estes tipos não têm vergonha na cara!

A perversidade deste Ministério da Educação não tem limites. Só mentes muito retorcidas podem vir propor que os professores reformados regressem às escolas em regime de voluntariado para aí fazerem valer os seus conhecimentos e a sua experiência, a troco de nada. De borla. Contado ninguém acredita!
Esta gentalha que ao longo do seu mandato não tem feito outra coisa que não seja denegrir a imagem dos professores - acusando-os de incompetentes e de serem os responsáveis pelo descalabro a que chegou a escola pública, levando a que muitos destes professsores, a quem eles agora pedem apoio, saíssem do sistema revoltados com tanto desprezo -, tem agora a distinta lata de apresentar uma medida destas? Enxerguem-se. Haja bom-senso e um mínimo de decoro e de respeito. Estes professores, ainda que aposentados, não merecem ser tratados desta forma.

FNE apresenta a sua proposta de carreira única

"A FNE revelou a proposta que quer levar para mesa das negociações com o Ministério da Educação: carreira docente única, nove escalões, possibilidade de atingir o topo e avaliação extraordinária do 6.º para o 7.º escalão.
Trata-se de uma proposta ambiciosa que se afasta do que tem defendido o Ministério de Maria de Lurdes Rodrigues.
A FNE insiste numa carreira docente única desenvolvida em nove escalões (o mesmo número dos actuais, que se dividem entre seis para professor e três para titular), tendo todos os professores a possibilidade de acederem ao topo, tal como sucedia antes do Estatuto da Carreira Docente que entrou em vigor em Janeiro de 2007. Para se progredir na carreira, contariam três critérios: o tempo de serviço previsto, a avaliação do desempenho igual ou superior a "satisfaz" e formação contínua. O tempo de serviço para que o docente possa aceder ao nível de remuneração mais alto seria de 28 anos (o índice remuneratório será igual ao do topo da carreira técnica superior da administração pública).
Quanto ao modelo de avaliação do desempenho, a FNE propõe uma avaliação feita em duas vertentes - uma "formativa" e outra "sumativa". A "avaliação formativa" seria uma auto-avaliação dos professores, "num esforço de reflexão permanente sobre a sua actividade", devendo elaborar um "dossier pedagógico" representativo da sua actividade.
A "sumativa" seria uma avaliação externa levando em conta a assiduidade, o cumprimento do serviço distribuído e a participação do professor em projectos de investigação.
Do sexto para o sétimo escalão, a FNE considera que se justifica, para progredir, uma avaliação extraordinária: "Colocamos na transição do sexto para o sétimo escalão uma avaliação extraordinária realizada perante um júri que integra elementos externos à escola", disse o dirigente da FNE, Dias da Silva, na conferência de imprensa dada em Lisboa.
A formação contínua deve ser "dada pelo Ministério de forma gratuita, indo ao encontro das necessidades do docente na sua área científico-pedagógica", disse".

JN

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Professora agredida à dentada por aluno de dez anos numa escola em Faro

Isto de bater nos professores deixou de ser notícia, tal a frequência com que estas situações ocorrem. Depois dos pais e dos alunos mais velhos é agora a vez dos mais novos começarem também a mostrar serviço. Para o ciclo ficar completo faltam só os putos da pré-primária. Lá chegaremos. E não vai ser preciso esperar muito tempo.

sábado, janeiro 31, 2009

Mário Nogueira fala sobre o modelo de avaliação dos docentes e dos seus receios

"Correio da Manhã – Os prazos para entrega dos objectivos individuais estão a chegar ao fim. Já tem números sobre quantos professores entregaram e quantos não o fizeram, recusando assim este modelo de avaliação?
– Não temos números. Mas é seguro que muitos milhares não entregaram e que muitos fizeram-no revoltados porque foram amedrontados pelos boatos com ameaças de processos disciplinares. E isto cria ainda mais revolta.
O Ministério da Educação (ME) anunciou que está "encerrada" a questão da avaliação docente para este ano e disse que a vossa proposta para aplicar a solução açoriana foi extemporânea...
– Tentámos dar-lhes uma saída, porque estamos preocupados com a tranquilidade das escolas, com uma solução do Governo do PS nos Açores. Infelizmente o ME foi irresponsável.
– Como avalia as propostas do ME para o concurso de colocação de professores?
– O Governo quer que a avaliação tenha relevância no concurso o que é injusto, perverso e ilegal. E os professores titulares ficam impedidos de concorrer".

Correio da Manhã

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Até quando os portugueses vão dar crédito a Sócrates?

1. Ele é a "licenciatura";
2. Ele são as assinaturas dos projectos na Guarda;
3. Ele é o caso Freeport;
4. Ele são as contínuas mentiras aos portugueses.

Por muito menos que isto, Santana Lopes foi exonerado. O que mais me custa no meio disto tudo, é saber que Sócrates vai voltar a merecer a confiança dos portugueses nas próximas legislativas. Isso é que dói!

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Assim se apanha um mentiroso

"Há muitas décadas que leio relatórios da OCDE sobre Educação e eu nunca vi uma avaliação sobre um período da nossa democracia com tantos elogios”
José Sócrates, 26 de Janeiro de 2009

“Eu nunca disse que o relatório é da OCDE”
José Sócrates, 28 de Janeiro de 2009

Opiniões sobre o caso Freeport (II) - Pacheco Pereira


Revista Sábado

Opiniões sobre o caso Freeport (I) - Direcção Revista Sábado

Editorial da
Revista Sábado

Depois do foguetório

"Afinal o tal relatório da OCDE "elogioso" das políticas educativas do Governo não é da OCDE e foi encomendado e pago… pelo Governo. Valeria a pena ter lido o documento antes de dar crédito ao "site" do PS e ao Ministério da Educação. Com efeito, o relatório é uma encomenda do ME e a relação que tem com a OCDE é que "segue de perto a metodologia e abordagem [da] OCDE" (pág. 7).
Por outro lado, "a avaliação teve na base um relatório (…) preparado pelo ME" (pág. 26); a imensa maioria das entidades ouvidas pertence à estrutura hierárquica do ME, sendo que das 7 câmaras envolvidas no estudo, 6 são dirigidas pelo PS e a sétima é Gondomar (págs. 87 e 88); por fim, a documentação em que se baseia é constituída por publicações do ME e "informações e dados produzidos por todos os Serviços Centrais do ME" (pág. 89).
Sem questionar os méritos que o estudo eventualmente tenha nem a idoneidade dos autores (nem a importância da reforma em curso no 1.º Ciclo do Ensino Básico), talvez tudo isto chegasse para, noutro tempo, noutro lugar e com outros intervenientes, justificar um pouco menos de estardalhaço".

António Manuel Pina, JN

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Uma amostra representativa da parcialidade do estudo sobre o ensino básico

Os peritos que realizaram o estudo sobre o ensino básico, a pedido do Governo, reuniram com parceiros locais. Foram perguntar aos autarcas a opinião que tinham sobre as políticas do Governo.
E que autarquias foram ouvidas pelos peritos?

Guimarães (Partido Socialista)
Gondomar (independente)
Santo Tirso (Partido Socialista)
Amadora (Partido Socialista)
Ourique (Partido Socialista)
Lisboa (Partido Socialista)
Portimão (Partido Socialista)

Não falta aqui nada?
Creio que desta vez a propaganda de Sócrates exagerou.
Os peritos internacionais devem ter partido com a ideia que em Portugal vigora um regime monopartidário.

Carlos Nunes Lopes
http://31daarmada.blogs.sapo.pt/2136783.html

Gave recua na alteração de critérios de correcção das questões “verdadeiro/falso” em 2009

Pudera! Chegaram à conclusão que é melhor manter tudo como estava com medo da reacção dos pais e dos alunos que se mostravam descontentes com a decisão. Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém, pensaram os senhores do GAVE, muito provavelmente pressionados por orientações vindas de cima. Nesta altura do campeonato não convém enfrentar os pais, não convém desagradá-los, pois estes representam muitos votos e há que preservar o poder custe o que custar. Claro está que outro galo cantaria se tivessem sido os professores a contestar. Nesse caso, a intransigência mantinha-se e tudo ficaria na mesma. Tudo porque somos "meia dúzia de gatos pintados" e representamos muito pouco nas contas finais dos resultados eleitorais. Ou pelo menos é assim que julga o governo socialista.

Um país de cristãos-novos

"Os exames nacionais e o seu formidável contributo para a engenharia estatística educativa foram há meses. Entretanto, o país continuou, "eppure", a mover-se. Cristiano Ronaldo estampou o Ferrari; desembarcando de um poema de O'Neill, Mimi Travessuras declarou-se encantada por cantar em Lisboa; D. Policarpo aconselhou as jovens casadoiras; a pequena Esmeralda foi entregue ao pai; e uma vasta coisa chamada "crise" cobriu com um manto vaporoso de condescendência todos os pecados da governação.
Como podia o secretário de Estado Jorge Pedreira lembrar-se ainda do que foi dito por sociedades científicas, professores, pais e pelos próprios alunos, eufóricos uns, decepcionados outros, por terem perdido o ano a estudar e, afinal, não ser preciso, acerca da dificuldade e grau de exigência daqueles exames? Não surpreende, pois, vê-lo agora a terçar armas contra o "facilitismo" das escolas superiores de educação e o "direito ao sucesso" também dos formandos dessas escolas, com a mesma intransigência com que, ex-sindicalista, investe contra os sindicatos. Um converso em acção é sempre coisa bonita de ver".

Manuel António Pina
JN

Assim se vai provando que estudo encomendado pelo governo não vale nada

As associações de professores de matemática (APM) e de português (APP) não foram consultadas pelos peritos internacionais independentes contratados pelo Governo para avaliar as reformas introduzidas no 1º ciclo do ensino básico. Também a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) ficou de fora, criticando as conclusões apresentadas no relatório divulgado segunda-feira.

terça-feira, janeiro 27, 2009

Se por cada mentira lhe caísse um dente, há muito que José Sócrates estava desdentado

O propalado estudo da OCDE que fez José Sócrates babar de felicidade, afinal não foi da responsabilidade deste organismo. Segundo o site do próprio Ministério da Educação, este estudo foi encomendado a uma equipa de peritos internacionais independentes, sendo que a OCDE não foi para aqui tida nem achada. Convém ainda esclarecer que um dos autores do estudo é nem mais nem menos que o recém-nomeado Presidente do Conselho Científico para a Avaliação de Desempenho Docente. Se isto é "independência", vou ali e já venho.

domingo, janeiro 25, 2009

O "bom" professor, hoje

"O "magister dixit" deixou de funcionar
"Primeiro precisamos de bons professores com perfil e carisma para ensinar e que gostem de lidar com jovens". (in comentário ao artigo Sistema de ensino na Finlândia).
****
" Bons professores, como Vergílio Ferreira ou Mário Dionísio não passariam nesta avaliação complicada". (Clara F. A. num programa de TV)
****
O que é um bom professor, o que é ter perfil, carisma e vocação, hoje?!
Actualmente precisamos que os professores sejam bons profissionais, o sistema precisa de milhares e não de dois ou três com perfil, carisma e vocação.
Reconheço a esses dois professores referidos por CFA, embora não tenha conhecimento próximo deles, uma cultura vastíssima, geral e específica nas suas disciplinas, eram considerados uns "monstros" de saber.
Nesse tempo, e no enquadramento da educação de então, valia o saber livresco e o "magister dixit". Para transmitir o saber não havia problemas de disciplina e eram legais "armas eficazes e mortíferas" de aniquilamento dos alunos ousados e a sua decisão de as usar, ou usá-las de facto, não era contestada por ninguém, nem pela hierarquia, nem pelos encarregados de educação e muito menos pelos alunos.
Nesse tempo é que era fácil avaliar professores, só o item do saber contava. Iam à escola dar as aulas do seu horário, sem ter que mostrar planos delas a ninguém e no tempo próprio dar as avaliações: notas e exames, passando e reprovando sem ter de fazer relatórios ou outras justificações.
De há 30 anos para cá, já não é verdade que a autoridade se impõe pelo saber. O conceito de saber mudou, o perfil do aluno é outro e os seus saberes são variados. O ponto de vista do professor já não é cegamente aceite e a autoridade autoritária já não existe.
Todos reconhecem isto mas o ME continua a impor soluções velhas para problemas novos, assim como a população em geral. Não é a facilitar aos alunos e a massacrar os professores que se consegue o ambiente favorável de produtividade nas escolas. Os CE's (antes CD's) também não têm inovado, ao menos dentro do que lhes é possível.
O professor ideal nunca existiu nem existe, como qualquer outra coisa que seja ideal. A perfeição é inalcançável.
Hoje o professor tem que ser bem preparado intelectual, emocional, comunicacional e eticamente. Cultura geral razoável, saber científico quanto baste nas suas matérias e saber transmiti-lo agradavelmente servindo-se dos meios ao seu dispor, como as novas tecnologias ou outras.
Mais importante que tudo, o bom professor deve saber relacionar-se com todos na escola, sobretudo com os alunos, porque tem que estar quase em permanente interacção com eles. Uma relação séria e efectiva que permita conhecê-los, acompanhá-los e orientá-los.
Da qualidade desses relacionamentos depende o bom funcionamento da escola e o bem-estar que se deseja para desenvolver um trabalho produtivo.
Com a escola organizada como está não há o relacionamento adequado.
Avaliem-se as condições de cada escola mas não com rankings de exames, porque isso é à boa maneira antiga. Inventem uma ficha com tantos itens como a que apresentaram para os professores".

Joviana Benedito
Expresso.pt

Mário Nogueira contra greves por tempo indeterminado

"CM – Como avalia a manifestação com dois mil professores?
– Dissemos aos colegas dos movimentos que não concordávamos mas eles avançaram à mesma. Mas acho que não altera nada: não reforça mas também não fragiliza.
– Os movimentos exigem acções mais duras, como greve por tempo indeterminado...
– Os sindicatos não vão marcar greves por tempo indeterminado. Não vamos passar de greves de 90 por cento para dez por cento de adesão. Os professores vivem dos seus salários.
– Alguns docentes vão iniciar uma luta jurídica. Os sindicatos ponderaram essa hipótese?
– Não andamos a dormir. Temos quase cinco dezenas de advogados e centenas de processos em tribunal. Quando acharmos que os problemas se resolvem nos tribunais bem podemos desistir, até porque demora muitos anos. E nós não estamos a lutar contra ilegalidades.
– Como comenta as declarações de Jorge Pedreira sobre a prova de ingresso?
– É grave que o Governo acuse duas instituições privadas de facilitismo, mas continue a certificar os cursos e venha depois actuar sobre os jovens que saem de lá formados".

Correio da Manhã

sábado, janeiro 24, 2009

Poucos mas bons

Não foram muitos aqueles que estiveram na manifestação, mas ainda assim a sua presença teve um grande significado. É gratificante verificarmos que há gente que não esmorece na luta pelos seus ideais. Como já hoje vi escrito por aí: "grande é o País que tem professores que sabem resistir com coragem e determinação". Um bem-haja a estes colegas.

Professores que não entregaram objectivos individuais penalizados

"O secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, esclareceu ao Expresso que no caso de os professores não entregarem os seus objectivos individuais no âmbito do processo de avaliação e de os presidentes dos conselhos executivos não os substituírem nesta definição, o tempo de serviço para efeitos de progressão na carreira não será contado.
"A lei diz que o presidente do conselho executivo tem a possibilidade de ser ele a fixar os objectivos, no caso de o avaliado não o fazer. Se assim for, o processo de avaliação pode decorrer. Mas também pode não o fazer. Nesse caso, a avaliação fica inviabilizada. Não pode haver auto-avaliação nem apreciação da componente funcional sem objectivos. E a responsabilidade é do avaliado que não os apresentou", explica Jorge Pedreira.
Disso mesmo foi informada uma professora da Escola Secundária Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão, que decidiu não entregar os objectivos. A notificação está assinada pelo presidente do conselho executivo, Jones Maciel, que indica "orientações superiores" para determinar que o "período de tempo correspondente ao período de avaliação inerente não será considerado para efeitos da sua evolução na carreira do docente".
Em declarações ao Expresso, e na ausência de Jones Maciel, o vice-presidente do conselho executivo confirmou que a escola perguntou à tutela o que fazer em relação aos professores que não participassem nesta fase da avaliação. E que a resposta da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação foi a de que teria de lhes ser comunicada a não contagem de tempo de serviço no período a que se refere a avaliação.
Jorge Pedreira diz que a orientação dada pela tutela às escolas é para que estas "notifiquem formalmente os professores que não cumprirem a entrega dos objectivos individuais e que informem de possíveis consequências de não se ser avaliado, designadamente que o tempo não contará para efeitos de progressão".
Mas a aplicação desta penalização tem suscitado dúvidas, já que sindicatos e professores garantem que em nenhuma lei está dito que a entrega dos objectivos individuais é um acto obrigatório no processo de avaliação. Em defesa desta interpretação, é apontado o facto de o Estatuto da Carreira Docente e o diploma da avaliação referirem como "obrigatória" apenas a auto-avaliação. E esta só acontecerá no final do ano lectivo.
"A entrega dos objectivos individuais é um dever dos professores", contrapõe, por seu turno, Jorge Pedreira".

Expresso

sexta-feira, janeiro 23, 2009

O chumbo anunciado

Como se esperava, o PS chumbou o projecto do CDS-PP para suspender a avaliação dos professores. Os deputados professores do PS, demonstraram, mais uma vez, que se estão a borrifar para a classe e para uma profissão que outrora lhes serviu de sustento. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Presentemente, o que lhes importa é segurar o "tachinho". Ter um "emprego" bem remunerado sem fazer nenhum é algo que só está ao alcance de uma minoria, o que os obriga a servirem-se de todos os expedientes para manter o privilégio. Enfim, pode ser que o futuro lhes reserve uma surpresa e nas próximas legislativas venham a ter a penalização que merecem. De preferência um regresso às escolas para sofrerem na pele o que eles próprios, com a sua conivência, ajudaram a construir.

A Fenprof apresentou uma proposta de modelo de avaliação de desempenho e uma outra sobre estrutura de carreira

"A Fenprof anunciou ontem a proposta de Estatuto de Carreira Docente e modelo de avaliação que vai apresentar ao Governo nas negociações, que arrancam na quarta-feira. O sindicato defende o fim da divisão em titulares e não-titulares e a redução do tempo necessário para chegar ao topo para 28 anos, com a carreira a ser dividida em oito escalões de quatro anos cada. Cada escalão corresponde a um período de avaliação, ao longo do qual o professor faz auto-avaliação através da elaboração de um portefólio, cuja construção será acompanhada pelo seu grupo disciplinar. É formada uma Comissão de Avaliação do Conselho Pedagógico com palavra na nota final. Optar por avaliação extraordinária com observação de aulas pode permitir aceder a um suplemento. O modelo prevê a avaliação externa da escola".

Correio da Manhã

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Cinco mil professores na reforma desde Março de 2008

"São mais de cinco mil professores que entraram na reforma, desde Março de 2008, quando se agudizou a luta contra o Ministério da Educação. Segundo os sindicatos, aposentam-se por descontentamento com a situação do sector.
Isabel de Melo é professora há 38 anos e há 11 anos que dá aulas de História na Escola Secundária Jaime Cortesão, em Coimbra. Precisava de trabalhar mais dois anos para não ser penalizada na reforma. Mas diz que não aguenta mais. Em Julho, quando fizer 60 anos, vai pedir a reforma antecipada, mesmo sabendo que vai sofrer uma penalização de 9%.
"Sempre gostei muito da minha profissão. Mas com esta falta de respeito do Ministério da Educação, não vale a pena o sacrifício. Quero sair", confessou, ao JN, queixando-se do aumento do trabalho burocrático e criticando os modelos de avaliação dos professores e de gestão das escolas. "Sou do tempo do reitor. Não quero este modelo (gestão). Já o experimentei no fascismo", sustenta.
São professores como Isabel de Melo que estão a pedir, em massa, a reforma antecipada. Desde Março, altura da primeira grande manifestação contra o Ministério da Educação, foram mais de cinco mil (ver caixa em cima) os docentes, de todo o país, que pediram a aposentação. "Estamos a falar de professores de topo de carreira, que já passaram por muitas reformas educativas. Trata-se de uma perda muito significativa porque são professores com uma grande experiência, que estão a ser substituídos por professores contratados", sublinha, ao JN, o presidente da Associação Nacional de Professores, João Grancho.
Se são mais de cinco mil os que pediram a reforma, são muitos mais os que já acorreram aos sindicatos para determinar que perdas de vencimento terão se anteciparem a reforma, garante Mário Nogueira. "Isso tem a ver com um desgaste muito grande", justifica o secretário-geral da Fenprof e porta-voz da Plataforma Sindical dos Professores, adiantando que há docentes que assumiram perdas de 40% porque sentem que "não dá mais para aturar a política do Ministério da Educação".

JN

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Até o Sr. Albino ficou impressionado com a forte adesão à greve

Só gente mentirosa e desonesta pode vir dizer que a adesão dos professores à greve se ficou apenas pelos 41%. Os relatos da comunicação social foram esclarecedores e não deixam margem para qualquer dúvida sobre o sucesso da mesma. É claro que a tutela sabe que os seus números são falsos, mas o que importa é lançar a dúvida na opinião pública e desvalorizar a luta dos professores. Esquecem-se que são atitudes como esta que acicatam os ânimos dos docentes e lhes dão ainda mais força para continuar a sua luta.