terça-feira, julho 14, 2009

Chumbo nos exames

Hoje já ninguém fica espantado se um professor universitário contar que parte significativa dos seus alunos não sabe as regras básicas da gramática e coloca, por exemplo, uma virgula entre o nome e o verbo. Diga-se que o desconhecimento da Língua já chega aos próprios professores universitários. Uma professora de uma prestigiada instituição de ensino superior de Lisboa deu nota ‘çuficiente’ a trabalhos apresentados por alunos.
O Ministério da Educação revelou ontem os resultados dos exames do nono ano, que mostram uma ligeira melhoria a Matemática e a quase duplicação dos chumbos a Língua Portuguesa. A ministra disse que os resultados dos exames devem encher o País de orgulho. É difícil encontrar motivo de júbilo quando praticamente um em cada três alunos do nono ano chumba num exame relativamente fácil.
Ficar contente com estes resultados é um mau princípio. A escola tem de ser mais exigente, porque o futuro destes jovens vai ser muito competitivo e na vida real se não estiverem preparados terão os empregos menos qualificados e mais mal remunerados. O capital humano é a maior riqueza do País. Se o desbaratamos com uma má educação estamos a ser cúmplices de um terrível erro que prejudicará milhares de jovens e nos empobrecerá a todos no futuro.

Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto
Correio da Manhã

segunda-feira, julho 13, 2009

Exames do 9º ano: alunos com melhores resultados a Matemática e piores a Português

Os alunos do ensino básico saíram-se melhor a Matemática este ano. Os resultados da prova nacional do 9.º ano do ensino básico, divulgados esta manhã, mostram que mais de três em cada cinco estudantes conseguiram uma positiva.
Segundo os dados apresentados pelo Ministério da Educação, em Lisboa, a percentagem de positivas na prova realizada em Junho foi de 63,8 por cento, contra 55,2 por cento em 2008.
Na Língua Portuguesa passou-se o contrário: 69,9 por cento de positivas contra 83,2 por cento em 2008. Ou seja: o exame nacional correu pior a mais alunos

domingo, julho 12, 2009

Umas quantas verdades sobre as Novas Oportunidades

"1. As Novas Oportunidades são, em primeiro lugar, um sistema de certificação de competências pré-existentes. Só complementarmente é que são um programa de formação.
2. Sendo sobretudo um programa de certificação, é no mínimo ridículo que o avaliador se tenha dedicado a avaliar a satisfação e a auto-estima da população certificada. Imagine-se que o avaliador de uma Faculdade de Medicina se dedicava a verificar se os médicos recém formados se sentem bem com eles próprios em vez de verificar se sabem de facto praticar medicina.
3. A avaliação de um programa de certificação requer uma avaliação do rigor da certificação. Sobre isso o avaliador não diz nada.
4. A Ministra da Educação usa as listas de espera de candidatos à certificação para tentar mostrar que as Novas Oportunidades têm valor. Acontece que as listas de espera não mostram que as Novas Oportunidades têm valor como serviço de certificação. Sugerem mesmo o contrário. Sugerem que é tão fácil ter uma boa certificação que todos estão interessados. A fila de espera que interessaria seria a de empresas atrás de trabalhadores recém certificados pelas Novas Oportunidades. Mas essa parece que não existe.
5. A função de um serviço de certificação é satisfazer aqueles que usam os certificados como fonte de informação. Já perguntaram aos empregadores se estão satisfeitos com o valor informativo dos certificados das Novas Oportunidades? Duvido que estejam.
6. O estudo de avaliação concluiu que a população certificada não melhorou a sua situação profissional. Embora seja cedo para se notarem efeitos, o certo é que a população certificada só poderia melhorar a sua situação profissional se o certificado fosse informativo para os empregadores. Ora, o certificado só seria informativo se o processo de certificação fosse rigoroso e selectivo. Mas será que é? Com excepção daqueles que desistiram por vontade própria, há notícia de alguém que não tenha conseguido o certificado das Novas Oportunidades? Como é evidente, um certificado que todos podem ter não distingue ninguém e não contribui para melhorar a vida profissional de ninguém.
7. Todo este episódio sugere que as Novas Oportunidades são uma grande aldrabice para gerar auto-estima da população certificada e dos políticos que a promovem. Como qualquer auto-ilusão, o efeito passa logo que entre em confronto com a realidade".

João Miranda

Exames nacionais: Um facilitismo comprometedor

"Já em alguns escritos passados me insurgi contra a cultura facilitista que, do meu ponto de vista, se instalou no Ministério da Educação. A todos os níveis e de forma crescente. Nas provas de aferição de Língua Portuguesa dos 4º e 6º anos de escolaridade realizadas em Junho último, cerca de 90% dos estudantes obteve classificação positiva. No “papão” que é a Matemática, 89% foi a taxa de aprovação no 4º ano, tendo aprovado 6º ano nesta disciplina registado os piores resultados, com…80% de positivas.

No entanto, é bom lembrar que em 2007, por exemplo, as classificações positivas não chegaram aos 60%... Sabe-se que estas provas de aferição nos 4º e 6º anos são meramente informativas, não contando para a nota final dos alunos, ao contrário dos exames do final do 3º ciclo (9º ano) e do Ensino Secundário (12º ano). Mas, mesmo assim, numa ânsia de obter boas estatísticas, que contribuam para um a melhor comparação de Portugal nos rankings internacionais, o Ministério de Educação não tem poupado esforços no sentido da facilidade destas provas.

Isso mesmo se infere do que referem a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) e a Associação de Professores de Português (APP), respectivamente: “continuam a não testar os conhecimentos mínimos correspondentes aos anos de escolaridade” e “o Ministério incluiu [nas provas] instruções que funcionam como um factor evidente e inaceitável de facilitação da resposta”.

No caso da Língua Portuguesa, a APP refere mesmo que “já pouco falta para escreveremos textos por eles [os alunos]”.

Infelizmente, quando chegamos aos exames nacionais dos 9º e 12º anos, a doer (porque contam para a nota final dos alunos), o que se conclui é que, afinal… a dor é praticamente nula.

A figura em anexo é elucidativa. Nunca em toda a história dos exames do Secundário a média da Matemática foi positiva… até 2008, quando não só ultrapassou a barreira dos 10 valores, como atirou esta disciplina para o topo das classificações – imagine-se!...– entre as provas com mais inscritos. Claro que a SPM e também a Associação de Professores de Matemática logo salientaram que a melhoria das notas não reflectia uma melhoria da aprendizagem dos alunos. E, como se nota, os resultados começaram a subir em… 2006. Coincidência?

Não creio: o Governo entrou em funções em Março de 2005, pelo que só em 2006 as primeiras alterações neste domínio poderiam ser notadas… E as reprovações a esta disciplina, que atingiam 31% dos estudantes em 2005 são, agora, residuais (7%).

Como seria de esperar, o panorama no 9º ano é semelhante: as classificações positivas subiram de 29% em 2005 para 55,2% (pela primeira vez acima de 50%!...) em 2008. Aguarda-se com expectativa os resultados dos exames relativos a 2009, recentemente realizados. E até aposto que será notada uma nova melhoria face ao ano passado!...

Senão, vejamos: “No exame nacional de Matemática do 9º ano [de 2009] há questões que podem facilmente ser resolvidas por alunos de 12 anos, exercícios que contêm a resposta e conteúdos essenciais que não são testados”.

A análise nem sequer é da crítica e exigente (e ainda bem!...) SPM – é da Associação Francesa de Professores de Matemática do Ensino Público que, a convite do Semanário Expresso, analisou a prova do 9º ano no nosso País, tendo notado ainda, por exemplo, a falta do cálculo algébrico e da análise de funções na prova. E conclui que “é compreensível que a SPM esteja chocada, porque o nível é muito baixo”.

Bem sei que têm vindo a ser adiantadas explicações para esta tendência que não é só Portuguesa – de nivelamento por baixo (é disso que estamos a falar) devido à indisciplina, ao número excessivo de alunos por turma e aos constrangimentos familiares. Para além de muitos especialistas na matéria defenderem que não é sustentável uma sociedade aceitar uma taxa de insucesso de 50% ou mais no exame final da escolaridade obrigatória.

O que tem levado governos de muitos países (incluindo Portugal) a estarem mais preocupados em controlar as taxas de sucesso, as reprovações e os fluxos dentro do sistema do que com o nível de formação – até porque as reprovações saem caro…

Não me parece, porém, que esta tendência (de crescente facilitismo) seja solução para o que quer que seja. Trata-se, até, de um caminho extremamente perigoso. Que, em minha opinião, só pode ser invertido com a união de decisores políticos, professores, alunos e, claro, encarregados de educação e famílias em geral em torno de valores como a disciplina, o rigor, a exigência, o método de trabalho, a cultura do mérito e a avaliação periódica. Todos imbuídos do mesmo espírito.

Será o actual nível de exigência suficiente para formar cientistas, engenheiros, economistas, professores, enfim, profissionais de qualidade no dia de amanhã?...

Não creio. Por este caminho, por mais agradáveis à vista que sejam hoje as estatísticas e as comparações nos rankings internacionais, os profissionais formados amanhã serão certamente piores, comprometendo o desenvolvimento da sociedade. O que agravará o problema e não o resolverá minimamente, como seria desejável".

Miguel Frasquilho, Jornal de Negócios

sábado, julho 11, 2009

Ai! Lá se decompõe o gráfico

"Já aqui escrevi esta ideia, mas, à medida que os membros do Governo vão perdendo a compostura, volto a ela: há gente para quem o país seria um local muito melhor caso não houvesse jornais.
Se possível, o país não teria também quaisquer associações que não fossem dirigidas de acordo com os superiores interesses da Nação, os quais, naturalmente, seriam devidamente interpretados pelo Governo. Esta harmonia, milenar e indossolúvel, condiziria o país a ganhos incalculáveis em todos os domínios, mormente o da educação. A verdade seria o que o Governo diz, sem contradições nem adversativas.
Maria de Lurdes Rodrigues, quando culpou a comunicação social pelas más notas a Matemática (Valter Lemos viria depois culpar uma sociedade de Matemática e um seu membro em concreto, que é colaborador deste jornal), começou a percorrer esta trilha. O que se pode dizer quando uma ministra pensa - e di-lo publicamente - que a culpa de notas baixas num exame é da imprensa? Provavelmente não se pode dizer nada, porque tudo o que se venha a afirmar corre o risco de ser manifestamente desagradável.
Seria, provavelmente, demasiado duro e injusto afirmar que a ministra gostaria de governar sem ter a maçada de prestar contas a jornais e de ver publicadas opiniões diversas e opostas à sua.
Para quem está num Governo que tanto criticou a gaffe de Manuela Ferreira Leite sobre a suspensão da democracia, digamos que esta ideia é bem pior. Para a ministra, não se trata de uma suspensão mas de uma sentença definitiva. Há jornais? Que maçador! Provocam inúmeros males, entre eles a baixa de notas a Matemática!
Não serei eu a dizer que do Ministério da Educação só saíram erros (tiveram méritos no Inglês, nas aulas de substituição, na estabelização dos contratos dos professores, etc). Mas é manifesta a desorientação da equipa. Não foi só o modo desastrado e totalmente cego como conduziram o dossiê avaliação (no qual havia razão do seu lado), nem o modo sarrafeiro como um secretário de Estado (da Educação) fala habitualmente.
Este episódio - os dois lado a lado, a queixarem-se do mundo por terem baixado as notas - é o retrato do trabalho que fizeram. O Ministério não quer avaliar conhecimentos (que de ano para ano estão sujeitos a flutuações normais)! Nada disso! Quer apenas fazer um gráfico estatístico! Se os resultados baixam, há culpados! Mas porquê? Por haver mais exigência? Por haver menos conhecimentos?
Claro que não! Apenas porque se decompõe o gráfico!"

Henrique Monteiro
Expresso

sexta-feira, julho 10, 2009

Um estudo que não avalia o rigor do ensino vale pouco mais que nada

"Os primeiros resultados da avaliação externa vêm dizer o óbvio, as pessoas sentem-se melhor, sobe a sua auto-estima por verem reconhecidas competências adquiridas ao longo da vida profissional, adquirem competências em domínios importantes, etc. mas não nos diz nada sobre a questão central, quais os verdadeiros níveis de qualificação proporcionados à generalidade das pessoas. Talvez a inexistência de repercussão na carreira profissional das pessoas certificadas se deva, não só à falta de visão dos empregadores, mas também à reserva face ao conteúdo da qualificação.Também é verdade que não esperava outra avaliação".
http://atentainquietude.blogspot.com/2009/07/um-sucesso-claro.html

Avaliação das Novas Oportunidades apresentada - estudo não avalia rigor do ensino

"A equipa da Universidade Católica encarregue da avaliação externa da Iniciativa Novas Oportunidades (INO) não está a aferir qual a qualidade das aprendizagens, assumiu ontem Roberto Carneiro, líder da equipa. "O nosso objectivo não é avaliar o rigor e a qualidade da INO. Avaliámos foi a percepção das pessoas sobre a INO", disse o ex-ministro da Educação na apresentação das primeiras conclusões da avaliação efectuada.
O programa já certificou cerca de 250 mil adultos mas os partidos da oposição têm acusado o Governo de facilitismo e de formar para as estatísticas. Carneiro deixou mesmo no ar a ideia de que é impossível avaliar se háfacilitismo. "Mais fácil ou não em relação a quê? Quem tem de avaliar isso é o mercado", afirmou.
Uma das conclusões a que chegou a equipa da Católica foi de que as pessoas que aderiram à Iniciativa Novas Oportunidades avaliam o programa de forma muito positiva mas queixam-se do reduzido impacto que a melhoria de qualificações teve na sua vida profissional. "Há aqui um desafio de qualificar os empresários", disse Roberto Carneiro.
A avaliação externa da Católica – que será hoje debatida num seminário em Lisboa – vai durar 3,5 anos e custar 300 mil euros anuais".

Correio da Manhã

quarta-feira, julho 08, 2009

Sempre as mesmas desculpas esfarrapadas

"O ministério da Educação (ME) não aprende. Confrontado com a duplicação da taxa de reprovações a matemática no 12º ano, a resposta oficial foi a de que houve "menos investimento, menos trabalho e menos estudo" por parte dos alunos – o que é uma resposta honesta e louvável.
Mas logo a seguir tinha de vir a asneira: o ME atribui "à comunicação social" a despreparação dos alunos por ter dito que "os exames eram fáceis". Além de não aprender, o ME não tem vergonha: não foi "a comunicação social" que difundiu a ideia – foram professores ou especialistas nacionais e estrangeiros, depois de terem visto os testes dos exames e não antes. A ministra não percebeu que, em vez de festejar estatísticas, lhe pedimos para dar um ralhete aos alunos. Isso seria bem visto. E seria pedagógico".

Francisco José Viegas
Correio da Manhã

terça-feira, julho 07, 2009

Resultados da 1ª fase dos exames do ensino secundário


Resultados dos exames do 12º ano: a excepção do ano passado não se verificou este ano

Contrariando a tendência do ano passado, a média das classificações dos exames do 12º ano, na disciplina de Matemática, sofreram uma descida acentuada. De 12, 5 passou para 10 valores, duplicando ainda o número de reprovações.
A explicação para a subida da média no ano passado tinha-se devido, segundo explicações do Ministério da Educação na altura, às medidas implementadas, nomeadamente o Plano Nacional da Matemática. Este ano a tutela explica a descida dos resultados graças ao "menor investimento, menor trabalho e menor estudo" do lado dos alunos, fruto da ideia de que os exames seriam fáceis. Graças a isso os alunos aplicaram-se menos e por isso as classificações ressentiram-se.
A verdade é que bastou que os exames aumentassem ligeiramente o grau de dificuldade para que os resultados fossem piores. Fica assim provado o porquê de as médias no ano passado terem atingindo valores nunca antes alcançados. Pelos vistos, só a ministra da Educação não quer ver aquilo que salta à vista de todos.
Quanto aos exames nas outras disciplinas os resultados foram os habituais com particular destaque nas médias negativas a Biologia e Geologia e a Física e Química.

domingo, julho 05, 2009

Não insultem

"Um grupo de matemáticos espanhóis e franceses foi convidado a pronunciar-se sobre os nossos exames nacionais da especialidade. Ficaram aterrados: a coisa, segundo eles, não se destina a seres humanos na posse das suas faculdades; destina-se ao sr. Forrest Gump e respectiva descendência.
Verdade que, na opinião dos sábios, o cenário em Espanha e em França não é muito melhor, prova de que o romantismo educacional não é apenas um produto lusitano. O que talvez só seja um produto lusitano é ouvir os próprios alunos a confessar espanto perante a facilidade dos exercícios. Se a farsa continua, desconfio que ainda veremos as nossas crianças perfeitamente indignadas e até violentas com o nível da exigência praticado. O que se compreende. No fundo, no fundo, quem gosta de ser insultado?"

João Pereira Coutinho
Correio da Manhã

sábado, julho 04, 2009

A precariedade dos professores

"Ora cá temos mais um estudo realizado pela OCDE e não por qualquer outra desacxreditada entidade ou instituição, ainda que mesmo assim o Ministério da Educação possa tentar mais uma vez desmentir. (...) Trata-se do primeiro estudo realizado pela OCDE sobre as condições de trabalho dos docentes portugueses e as conclusões são preocupantes. Ou seja, 32,4% não têm contrato permanente, o dobro da média dos 23 países analisados. O estudo revela também que 17,4% dos professores portugueses têm contratos inferiores a um ano. Os sindicatos confirmam que muitos docentes estão há mais de 15 anos em situação precária.
Portugal é assim o campeão da precariedade docente, mesmo atrás de países como a Eslovénia, Turquia, Estónia, Brasil, Malásia e Polónia, sendo o único com valores inferiores aos 70% de estabilidade contratual (67,6%), contrastando com a média dos restantes países, que é de 84,5%. (...)

José Lopes, Cartas de Leitores
Expresso

sexta-feira, julho 03, 2009

Caso o PS ganhe as eleições, manter-se-á o modelo simplificado de avaliação de desempenho

José Sócrates afirmou ontem no Parlamento, durante o debate do Estado da Nação, que no próximo ano lectivo os professores serão avaliados. «Haverá avaliação», garantiu o Primeiro-Ministro em resposta a uma pergunta de Paulo Portas.
O líder do CDS questionou José Sócrates sobre «qual vai ser o modelo de avaliação em 2009/2010. Se é o que foi considerado absurdo ou a caricatura desse modelos».
José Sócrates afirmou que o Governo anunciará em breve como se processará a avaliação já que «o modelo que aplicámos precisa de ganhar consistência», admitiu, mas afirmou que o do próximo ano, não andará longe do modelo simplificado.

quinta-feira, julho 02, 2009

PSD quer mudar muita coisa na Educação

Manuela Ferreira Leite promete mudar tudo na Educação caso vença eleições

"A presidente do PSD prometeu hoje mudar os estatutos do aluno e da carreira docente, o sistema de avaliação dos professores e aliviar a carga burocrática a que estão sujeitos, caso vença as eleições legislativas. Esses quatro compromissos farão parte do programa eleitoral social-democrata, anunciou Manuela Ferreira Leite, em declarações aos jornalistas, em Lisboa, a meio de uma reunião sobre educação enquadrada no Fórum Portugal de Verdade do PSD.“No nosso programa não poderemos deixar de contemplar a alteração destes quatro aspectos que estão a paralisar o sistema, estão a torná-lo inviável, desmotivador da acção dos professores”, declarou".

Público

Listas de colocação de professores saem em breve

"O Ministério da Educação (ME) garante que as listas definitivas de colocação de professores estão prestes a ser divulgadas, mas não indica uma data precisa. Fonte oficial do ME disse ao CM que a publicação das listas "está para breve", garantindo que "não há qualquer problema".
Segundo Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), as listas devem ser divulgadas a partir de hoje, "de acordo com o calendário previsto". O dirigente sindical considera a data tardia, pois afecta a planificação do próximo ano lectivo. "É tarde para as escolas e o Ministério devia ter previsto isso." Milhares de professores aguardam pela divulgação para saber em que escola irão dar aulas.
Pela primeira vez, os docentes serão colocados por um período de quatro anos, depois de o último concurso os ter fixado por três anos".

Correio da Manhã

quarta-feira, julho 01, 2009

Fenprof abandona negociações com Ministério da Educação

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) anunciou esta terça-feira o abandono das negociações com o Ministério da Educação, que visavam a possível revisão do estatuto da carreira docente, reafirmando assim o seu desacordo total com as posições da tutela.

domingo, junho 28, 2009

sábado, junho 27, 2009

Governo tem de qualificar mil por dia para cumprir Novas Oportunidades

Aguardo com enorme curiosidade o relatório de Roberto Carneiro que lidera uma equipa que avaliará a execução do programa escolar Novas Oportunidades. Chamar "qualificação" a um programa que em nada qualifica as pessoas, e que se resume a uma mera certificação administrativa, é uma burla, uma fraude, que tem de ser desmascarada.

quinta-feira, junho 25, 2009

Ministério da Educação mantém-se intransigente

Ministério da Educação assume que acordo com sindicatos não é possível quanto à revisão do Estatuto da Carreira Docente, uma vez que "para os sindicatos tudo o que não seja a abolição das duas categorias não é valorizado".

Comentário - Não querem negociar? Tudo bem. Em Outubro, os professores darão a resposta devida à prepotência do ME.