Jornal "i"
segunda-feira, setembro 07, 2009
O ensino está demasiado fácil
Jornal "i"
sábado, setembro 05, 2009
Não se deixem levar por falsas promessas
quinta-feira, setembro 03, 2009
Dr. Jekyll e Mr. Hyde
"Depois da entrevista do primeiro-ministro à RTP e das declarações à imprensa em que a ministra da Educação se tem desdobrado nos últimos (longe vá o agoiro) tempos, os professores ficaram a saber com o que podem contar num próximo eventual mandato de Maria de Lurdes Rodrigues: talvez um pouco mais de "delicadeza", provavelmente até preliminares, vaselina e outras boas práticas, mas a mesma virilidade por assim dizer reformista, ou "guerra", como a ministra diz.
Um fenómeno interessante das campanhas eleitorais é que elas facultam aos eleitores descobrir o afável e confiável Dr. Jekyll que se esconde afinal atrás de cada Mr. Hyde. No momento de prestarem contas ao chamado "país" e de tentarem reconquistar a sua confiança, os políticos fazem todos como aquele "mauvais sujet repenti" de Brassens, arrepiando caminho pela via dos melhores propósitos. É assim que a ministra parece agora mais uma vítima de erros seus, má fortuna, amor ardente do que o provável algoz de uma nova maioria de Sócrates. Como nos velhos filmes mudos, "à mercredi prochain" (que é como quem diz até que a campanha termine)".
Manuel António Pina, JN
Palavras para quê?
Até porque ao longo do conturbado processo negocial com os sindicatos dos professores a arrogância governamental não teve limites e por mais de uma vez o primeiro-ministro, a ministra da Educação e os respectivos secretários de Estado sempre acusaram os partidos da oposição de oportunismo político por apoiarem as reivindicações dos docentes. Aqui e agora importa lembrar ao secretário-geral do PS as palavras que proferiu logo após a primeira gigantesca manifestação de professores. Disse Sócrates: "Considero lamentável o oportunismo dos partidos que deviam defender os interesses do País e não colarem-se a reivindicações corporativas na esperança de ganhar uns míseros votos." No dia 27, estas palavras não vão ser certamente esquecidas pelos 150 mil professores".
António Ribeiro Ferreira
terça-feira, setembro 01, 2009
Vale tudo para conquistar o voto dos professores
Maioria absoluta de qualquer partido desagrada Fenprof
A ignorância desta gente arrepia
Camilo Oliveira
segunda-feira, agosto 31, 2009
Profissionais de educação: motivar e valorizar para responsabilizar - excerto do programa do Bloco de Esquerda para a Educação
A divisão arbitrária e incompetente entre professores titulares e não titulares foi um dos mais duros golpesna escola pública, e a avaliação é a sua sequela. Mas não foi o único. Desregulação das relações de trabalho e precarização foram o lema. Aumento do horário de trabalho, exploração indigna de professores de Actividades de Enriquecimento Curricular, Novas Oportunidades, profissionais experientes e qualificados enxotados para reformas humilhantes, estas são as heranças do governo Sócrates.
Mas a saga não cai só sobre estes profissionais. Os auxiliares de acção educativa, os psicólogos, os professores de ensino especial, todos estão no bolo de um governo que os vê como mão-de-obra descartável e que deve ser perfilada em modelos hierárquicos.
O clima que se vive nas escolas é sufocante. Para pensar e agir é preciso tempo. Mas este governo conseguiu enredar as escolas num frenesim sem rei nem roque, aprofundando a cultura burocrática até ao limite e como uma finalidade: não é preciso que se pense, é preciso que se execute.
O Bloco de Esquerda esteve desde a primeira hora na denúncia dos atropelos feitos à carreira docente e contra todos os mecanismos de estrangulamento da carreira (Estatuto da Carreira, avaliação, concursos, etc.).
Bater-se-á até ao fim pela dignidade de todos os profissionais de educação e contra todos os pontos lesivos do Estatuto da Carreira Docente, na certeza de que sem profissionais motivados e reflexivos não há qualidade de aprendizagens, com claro prejuízo para as crianças e jovens e para as suas famílias e com agravamento do atraso do país.
O Bloco de Esquerda compromete-se na defesa:
• da estabilidade profissional e contra a precarização;
• do fim da fractura entre professores de primeira e de segunda, sublinhada como um dos ataques mais lesivos da escola pública e que não foi fundada nem em critérios de qualidade nem em conteúdos funcionais diferenciáveis;
• por uma avaliação credível, que se inicia pelas escolas em contexto, alia vertentes internas e externas, e assuma a responsabilidade colectiva do trabalho docente;
• por um horário de trabalho que reconheça o aumento do tempo de qualidade para todo o trabalho docente vergonhosamente silenciado, e para dar resposta às exigências de mudança na escola pública;
• pela componente colectiva do trabalho docente como uma das vertentes mais positivas da sua actividade e como um dos aspectos que mais conteúdo dão à relação com os alunos/as".
domingo, agosto 30, 2009
A luta pela desigualdade
Erro meu. Pelos vistos, ainda há alunos que reprovam. Permitam-me uma pergunta: como? Permitam-me agora uma resposta: não é fácil e, em abono da verdade, há que reconhecer os esforços do Governo em sentido contrário, embora no mesmo sentido dos governos anteriores. Se bem se lembram, foi o presente ministério da Educação que alertou para o peso de cada reprovação no sensível bolso dos contribuintes. Foi o ME que transformou a reprovação numa tortura burocrática que Kafka não se atreveu imaginar. Foi o ME que inventou o novo "Estatuto do Aluno", o qual praticamente ilegaliza as "retenções". Foi o ME que vinculou a avaliação dos professores e das escolas às notas dos alunos. Foi o ME que deixou alunos com 8 ou 9 negativas "transitarem" de ano. Foi o ME que dissipou a pouca autoridade que restava aos decentes sobre as crianças. Foi o ME que baixou a exigência dos exames nacionais para níveis acessíveis a uma ou, vá lá, a duas alforrecas. Foi, enfim, o ME que criou as Novas Oportunidades de forma a legitimar com diplomas do 9.º e do 12.º anos os analfabetos não legitimados pelo "ensino" tradicional.
Perante isto, o eng. Sócrates nega a existência de "facilitismo", o que é um facto se tivermos em conta que, por enquanto, o Estado não distribui doutoramentos por recém-nascidos. Mas é só isso que falta para consagrar de vez o maravilhoso sistema que, sob o argumento da igualdade, esmera-se em distinguir a criança privilegiada da pelintra: a primeira beneficia da formação familiar, de colégios decentes e do que calhar; a segunda não tem o que a salve do dispendioso atraso de vida que é a escola pública.
Termino com um exemplo. Nas suas recomendáveis memórias (A Personal Odissey), o economista Thomas Sowell lembra o ano do liceu em que falhou semanas de aulas devido a doença. Ao regressar à escola, soube que a sua turma beneficiara de uma espécie de passagem colectiva que o obrigava, também a ele, a mudar-se para o ano seguinte. Certo de que não fazia sentido passar de ano sem ter aprendido a matéria do ano anterior, Sowell iniciou (sozinho: filho de pretos pobres, os seus familiares não eram exactamente participativos no "ambiente" escolar) uma pequena batalha com as autoridades do liceu de modo a que o deixassem reprovar. Ganhou. Anos depois, graduou-se em Harvard e na Columbia e tornou-se um dos mais lúcidos intelectuais americanos, felizmente ainda vivo. No Portugal do eng. Sócrates e da sra. ministra, subordinado ao fogo fátuo, nem o raro espírito de Sowell teria hipótese: naquilo a que, por eufemismo ou ironia, se chama a escola democrática, os fracos perdem sempre e perdem tudo. Excepto o ano".
Alberto Gonçalves
sexta-feira, agosto 28, 2009
quinta-feira, agosto 27, 2009
quarta-feira, agosto 26, 2009
Programa do CDS para a Educação
terça-feira, agosto 25, 2009
A ilusão estatística
O facilitismo dos exames e a pressão exercida sobre os professores para passarem alunos explicam esta ilusão estatística. Há o perigo da satisfação estatística com os resultados condenar milhares de jovens a uma vida de analfabetismo funcional , apesar de o sistema de educação lhes atribuir um diploma que pouco valerá.
Não é por determinação genética que entre os melhores alunos das escolas públicas portugueses se encontram os filhos dos imigrantes de Leste. A explicação reside nos hábitos de trabalho e de exigência, a que esses imigrantes estão habituados, mas que são raros em Portugal.
Não se aprende sem trabalho, nem exigência, e isso explica a razão por que grande parte dos alunos portugueses odeia a Matemática e nas comparações internacionais os portugueses têm péssimos resultados. Se a escola tiver o objectivo de passar alunos, só porque é politicamente conveniente, esquecendo--se de preparar os jovens para um mundo real difícil e competitivo, está a prestar um péssimo serviço e a contribuir para o empobrecimento do País".
Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto
segunda-feira, agosto 24, 2009
Sucesso manipulado
Comentário - A senhora ministra quer fazer passar a ideia de que este decréscimo é fruto dum melhor ensino e de melhores aprendizagens. Pura mentira. Com alunos, no ensino básico, a transitarem de ano com sete e oito negativas é óbvio que tem que haver redução do insucesso escolar. Isto já para não falar do facilitismo que instalaram nos cursos CEF's e Profissionais. Em suma, estamos perante mais uma manipulação estatística que tem como único objectivo enganar o povinho e apelar ao voto no PS.
domingo, agosto 23, 2009
Reconhecimento tardio
O membro do secretariado nacional do PS, Marcos Perestrello acusa a ministra da Educação de obstinação e de ter tido uma "atitude hostil" para com os professores. Em artigo de opinião no Expresso, Perestrello diz que que o grande desafio do próximo ministro será encontrar uma nova forma de realcionamento com os docentes.quinta-feira, agosto 20, 2009
Tese de Titularamento
1- Só o PS é que teima na divisão da carreira; todos os outros partidos com assento parlamentar já assumiram que querem acabar com essa divisão;
2- Se, como se espera, houver mudança de Governo, acabará a divisão da carreira;
3- Se o PS ganhar com maioria relativa, cai com eleições antecipadas ao fim de alguns meses;
4- Se o PS ganhar com maioria absoluta, não adianta os professores fazerem a tal prova, porque têm de fugir do país;
5- Em qualquer caso, uma Tese de Titularamento demoraria meses a elaborar e teria de ser defendida perante um júri, portanto essa tarefa nunca estaria pronta antes das eleições de 27 de Setembro;
6- Professor competente é aquele que aproveita o início do ano lectivo para preparar as actividades escolares e não para arranjar Teses de Titularamento;
7- Se uns não precisaram de apresentar Tese de Titularamento para chegarem a professores titulares, então os outros também não".
Anónimo
quarta-feira, agosto 19, 2009
Bloco de Esquerda confia nos professores
terça-feira, agosto 18, 2009
Prova pública de acesso à categoria de professor titular
Exmo. (a) Sr. (a)Director (a)
Na sequência do Decreto-Lei n.º 104/2008, de 24 de Junho, informamos que a partir de hoje se encontrará disponível o formulário electrónico para candidatura e upload do trabalho, da prova pública de acesso à categoriade professor titular.
Solicita-se assim que informe todos os docentes do Agrupamento ou Escola não agrupada que reúnem os requisitos exigidos para tal.
Informa-se ainda que após a entrada dos requerimentos electrónicos, os dados dos candidatos ficarão disponíveis para validação das respectivas escolas.
As várias etapas deste processo, bem como a operacionalização do mesmo, constam da Nota Informativa, a disponíbilizar na página electrónica da DGRHE.
Com os melhores cumprimentos,"
A DGRHE
domingo, agosto 16, 2009
Vale tudo
Público
sexta-feira, agosto 14, 2009
Alterada prova de ingresso na carreira docente
Público
quinta-feira, agosto 06, 2009
Educação sexual nas escolas, já no próximo ano lectivo
O diploma realça que a nova lei pretende, entre outros objectivos, "valorizar a sexualidade e afectividade entre as pessoas no desenvolvimento individual, respeitando o pluralismo das concepções existentes na sociedade portuguesa" e a "redução de consequências negativas dos comportamentos sexuais de risco, tais como a gravidez não desejada e as infecções sexualmente transmissíveis".
A lei estabelece que, em todos os níveis de ensino e independentemente da transversalidade do tema a outras disciplinas, a educação sexual se integra no âmbito da educação para a saúde, em termos ainda a regulamentar pelo Governo.
A partir do próximo ano lectivo, os projectos educativos dos agrupamentos e das escolas não agrupadas devem incluir temas de educação sexual, em moldes definidos pela escola ou agrupamento, depois de ouvidas as associações de estudantes, as associações de pais e os professores.
O projecto de educação sexual de cada turma deve ser elaborado no início do ano pelo director de turma e pelo professor responsável pela educação para a saúde e educação sexual e deve incluir "os conteúdos e temas que, em concreto, serão abordados, as iniciativas e visitas a realizar, as entidades, técnicos e especialistas externos à escola, a convidar".
A carga horária da educação sexual deve ser adaptada a cada nível de ensino, não devendo "ser inferior a seis horas para o 1.o e 2.o ciclos do ensino básico, nem inferior a doze horas para o 3.o ciclo do ensino básico e secundário, distribuídas de forma equilibrada pelos diversos períodos do ano lectivo".
JN
quarta-feira, agosto 05, 2009
Governo altera Estatuto da Carreira Docente
O Conselho de Ministros aprovou esta quarta-feira as alterações ao Estatuto da Carreira Docente. Foram ainda introduzidos efeitos positivos para os docentes avaliados com as classificações mais elevadas, que assim podem acelerar a carreira e prémios de desempenho.
O Diário Económico exemplifica que um docente avaliado com «excelente» consecutivamente terá uma redução de quatro anos no tempo de serviço exigido para aceder à categoria de professor titular.
No entanto, mesmo que reúnam os requisitos necessários, actualmente, dois terços dos professores não podem aceder à segunda e mais elevada categoria. Acautelando essa situação, o Governo criou, para os que não conseguem chegar a titular por falta de vaga, um escalão semelhante ao do primeiro escalão de professor titular.
Os docentes em final da carreira terão um escalão idêntico à carreira técnica superior da administração pública. O novo diploma determina ainda a diminuição do tempo exigido para apresentação à prova pública – onde é introduzido um maior reconhecimento da experiência lectiva – e aos concursos de recrutamento de professores titulares
Os saldos do PS
Para ajustar ao desconjuntar de uma enorme cangalhada, o país conheceu nestes dias dois desenvolvimentos significativos: foi promulgado o diploma que consagra uma carreira única para os médicos e veio a público a confissão do primeiro-ministro, segundo a qual o braço de ferro com os professores foi (e continua a ser) uma consciente ilegalidade trapalhona. No primeiro caso, recorde-se, disse o governo que, sem divisão da carreira dos professores, soçobraria a excelência, o mérito e a qualidade da educação. Mas esta solução, incontornável para as certezas de Sócrates, não se aplica aos médicos. Se o homem tivesse razão, lá se ia a excelência, o mérito e a qualidade da saúde! No segundo caso, a propósito de um pedido de vários deputados para que o Tribunal Constitucional apreciasse a constitucionalidade da simplificação da avaliação do desempenho dos professores, viemos a constatar que, sim senhor, o primeiro-ministro sabia que o que estava a fazer era ilegal. Mas o tribunal revelaria porque era só por um bocadinho curto de tempo. Como pôde um país suportar um primeiro-ministro que pensa e actua assim?(…)"
Santana Castilho
segunda-feira, agosto 03, 2009
A ministra deveria ler o livro "A Ministra"
1-“Uma mulher seca que nunca conheceu o amor, de passado trágico e futuro marcado pelo desejo de auto-afirmação”;
2- Uma mulher de mentalidade despótica, adversa à espiritualidade dos valores, crente de que a única dimensão do bem reside na sua utilidade social;
3- Uma mulher cuja especialização académica consiste na manipulação de estatísticas, moldando a realidade à medida dos seus interesses;
4- Uma mulher que usa o trabalho, não como forma de realização, mas como modo de exaltação do poder próprio, criando, não o respeito mas o medo em redor;
5- Uma mulher ensimesmada, arrogante (…) que ama a solidão e despreza os homens;
6- Uma mulher autoritária e severa consigo própria, imune ao princípio da tolerância;
7- Uma mulher que ambiciona ser ministra. Sê-lo-á?”
Quase que consegue mas não chega a atingir o desiderato devido a um volte-face imprevisível e inimaginável. Ao contrário de Maria de Lurdes Rodrigues, que chegou a ser ministra (ainda o é por enquanto) e não terá rigorosamente nada a ver com o romance ficcional de Miguel Real, como é óbvio. A verdade seja dita. Apesar desta irrefragável realidade, no livro de Miguel Real, na página 128, intrigantemente pode ler-se: “Tenho quatro anos para fazer boa figura, pôr a escola portuguesa na Europa, onde ninguém reprova e todos caminham para um mínimo de cultura geral, mais não é preciso, chega, para um vulgo suburbano basta, a pesquisa na Internet preenche as falhas educativas, gerando uma ilusão de sabedoria para o novo habitante urbano, moldado pelo facilitismo e a vulgaridade (…), é preciso revolucionar o ensino, dar ao povo o que o povo quer, um nico de cultura, umas palavritas de Inglês, muita informática, chega, basta, um canalizador ou uma recepcionista de balcão não precisa de mais, é preciso harmonizar o ensino com o povo bárbaro que temos (…), facilitar a vida aos mais novos, empurrando-os para a passagem de ano, todos os anos, criar uma segunda oportunidade aos mais velhos, fazer equivaler a experiência de vida destes aos graus de ensino, basta um dossier com toda a informação, mais uma entrevista, pronto, toda o povo passa a ter o 12º ano, ficam resolvidos os problemas da formação, acabar com o abandono escolar anulando os programas difíceis, no final dos meus quatro anos as estatísticas têm de ser iguais às da Alemanha (…); a todos farei ver que sem mim o povo não teria o que passará a ter, domínio da informática, conhecimentos de Inglês, agilidade mental para se safar na vida, para que precisa o povo de saber os sonetos de Antero ou a prosa do Eça?”
Depois de se ler isto – e muito mais haveria para mostrar -, onde acaba a ficção e começa a realidade? Duma coisa poderemos estar certos, a senhora que é retratada por Miguel Real nada a tem a ver com a talentosa e conspícua ministra da Educação do governo patriótico de Portugal".
António Cândido Miguéis
sábado, agosto 01, 2009
Avaliação
Marcelo Rebelo de Sousa


