segunda-feira, outubro 19, 2009

O país dele

"Não faço ideia de quanto ganhará por mês o sr. Francisco Van Zeller, presidente da CIP. Mas suponho que ganhará um pouco mais de 450 euros (pelo menos o fato com que apareceu ontem na RR deverá ter custado o dobro disso). E suponho isso porque o sr. Van Zeller quer agora voltar atrás com o que acordou na Concertação Social e impedir que o salário mínimo nacional aumente, como previsto, 25 euros este ano.
Argumenta o patrão dos patrões que a inflação não subiu e, assim sendo, quem recebe salário mínimo… ganhou, o que é um escândalo. Os patrões estão muito tristes por a inflação não ter, como de costume, subido, rapando os salários, valorizando-lhes os "stocks", diminuindo-lhes o que pagam em juros e rendas e multiplicando-lhes os lucros. E pretendem ser "indemnizados" pelos trabalhadores pelo facto de todos aqueles que mandaram para o desemprego terem deixado de consumir-lhes o que produzem. É um bom e sólido argumento. Quanto menos o sr. Van Zeller pagar a quem trabalha, maiores serão os seus lucros e, logo, mais próspero será o país do sr. Van Zeller. O país dos outros? Esse não é problema seu".

Manuel António Pina
JN

sexta-feira, outubro 16, 2009

Falta o PSD

O CDS-PP, o BE e o PCP evidenciaram ontem que os dois dossiês prioritários serão a suspensão do sistema de avaliação dos professores e a alteração da forma de cálculo das pensões de forma evitar que estas possam diminuir em 2010. Ontem, no primeiro dia de trabalhos parlamentares, os três partidos fizeram saber que vão avançar de imediato com propostas nesse sentido.

Comentário - Façamos votos para que o PSD não quebre o compromisso que tem com os professores.

Guia Michelin escolar

"Causou furor - no sentido de sensação e fúria - a afixação, por cortesia mediática, da escola das escolas. Cada orgão escolheu os parâmetros, e nesse sentido a classificação está longe de ser "científica", embora não se trate de lista completamente a olho. Os teóricos da conspiração acham que se trata de favorecer os privados, face aos públicos, ou vice-versa. Mas arredando o cenário apocalíptico do costume, tem de se perguntar pelos "critérios" da qualidade.
Uma escola onde os alunos possuem óptimas notas é boa? Ou as classificações são inflaccionadas, para dourar a pílula. Uma instituição com notas menores é má, ou os docentes são mais exigentes? Tudo, em princípio, se deveria resolver, contrastando a situação interna e a "prova dos nove" dos exames nacionais. Mas e se estes forem, também, facilitados?
Por outro lado, as escolas "melhores" são-no porque possuem mais condições materiais ou porque aparecem mais criteriosas na admissão?
No Michelin, as estrelas discutem-se menos".

Nuno Rogeiro
Sábado

quinta-feira, outubro 15, 2009

A frase do dia

"Nenhum partido se pode fechar na arrogância". Ó Francisco, repete lá outra vez para ver se eu estou a ouvir bem.

quarta-feira, outubro 14, 2009

"Não nos deixam governar"

É bom que nos vamos habituando porque esta é a frase que mais vamos ouvir de José Sócrates e seus pares nos próximos meses. A vitimização vai ser a estratégia seguida até à exaustão, e quando Sócrates entender que é chegado o momento oportuno teremos eleições antecipadas. Para os mais esquecidos é bom lembrar que Cavaco, em tempos idos, utilizou a mesma estratégia e que na altura lhe valeu uma maioria absoluta. Palpita-me que vamos ter dose repetida.

terça-feira, outubro 13, 2009

Se esta medida fosse aplicada em Portugal havia um levantamento de rancho

"A França está a ponderar seriamente a proibição do uso de telemóveis nas escolas primárias, alegando que as ondas electromagnéticas poderão ser prejudiciais para as crianças, apesar de continuar por provar que essa tecnologia poderá afectar a saúde humana.
A medida não é nada consensual: alguns pais, ainda que queiram os seus filhos protegidos de eventuais perigos para a saúde, reclamam o direito de os contactar quando quiserem, ao passo que outros defendem que a medida deverá ser estendida até aos 14 anos.
A polémica sobre os efeitos das ondas electromagnéticas nas crianças e jovens não é nova, apesar de não haver nenhum estudo científico que prove, até ao momento, que a exposição continuada a essas ondas possa ser prejudicial para a saúde. Quer a Organização Mundial de Saúde quer a União Europeia – bem como diversas organizações científicas – já negaram a existência de provas concludentes dos malefícios das ondas electromagnéticas dos telefones móveis na saúde das pessoas e dos animais.
Este assunto anda há várias semanas a ser debatido – entre o Governo e a sociedade civil – mas, ao que tudo indica, ainda não há nenhuma conclusão nem nenhuma decisão governamental, podendo, porém, alguma medida vir a ser apresentada em Setembro próximo.
O princípio da precaução – o mesmo que justificou o embargo à carne de vaca durante a crise da doença de Creutzfeldt-Jacob – justificaria esta medida a ser tomada pelo Executivo gaulês.
O Governo francês pondera igualmente pedir às companhias telefónicas que fabriquem e comercializem aparelhos através dos quais só seja possível enviar mensagens e irá igualmente proibir os anúncios publicitários em que apareçam menores de 12 anos".

A avaliação das escolas

Deve ser inglório para muitos professores verificar o ranking do Ensino Secundário. A esmagadora maioria dos docentes são pessoas dedicadas, competentes e investem o seu esforço e o seu tempo na profissão.
Quase todos nós tivemos ou conhecemos professores e professoras dessa estirpe. No entanto, nos resultados do ranking, o ensino público aparece mal na fotografia, sem culpa da maior parte destes profissionais. É verdade que há uma minoria de incompetentes. Sei do que falo. Os meus filhos estiveram no ensino público e tiveram dois professores excelentes e uma demasiado incompetente. Entretanto mudaram para uma boa escola privada, habitual frequentadora do ‘top 10’ e a principal diferença não é na qualidade dos professores, uma vez que os bons professores da escola pública são tão bons como os melhores das privadas.
As principais diferenças residem na disciplina, na ética do trabalho, na exigência e na organização da escola. É evidente que outro factor importante no sucesso é o envolvimento das famílias na educação dos seus filhos e no ensino público, poucos pais se interessam. Mas estes rankings também mostram que a guerra da ministra com os professores não se centrava no mais importante. Não é com avaliações burocráticas que se melhora a escola.

Armando Esteves Pereira, Correio da Manhã

Ranking das escolas secundárias (II)

Mais um. Este é o do Diário de Notícias.

Ranking das escolas secundárias (I)

Este é o do Correio da Manhã.

segunda-feira, outubro 12, 2009

Ranking das escolas secundárias

Há semelhança de outros anos, este ano vamos ter rankings para todos os gostos. O primeiro a dar à costa é o do Jornal de Notícias. Aqui o têm.

quinta-feira, outubro 08, 2009

Logo no início da legislatura o BE irá entregar propostas na área da educação

O BE entregará logo no início da nova legislatura iniciativas relacionadas com a “recuperação da educação” e a “correcção dos erros no estatuto da carreira docente e na avaliação dos professores.

quarta-feira, outubro 07, 2009

Oposição vai mesmo travar avaliação de professores

"A oposição prometeu e está disposta a cumprir. PSD, CDS-PP, Bloco de Esquerda e PCP vão acabar com o actual modelo de avaliação e com a divisão dos professores em duas categorias. Tudo isto não deverá acontecer antes de Janeiro, disse ao Diário Económico a vice-presidente do Parlamento e deputada do PS, Celeste Correia: "Se a oposição toda avançar junta pode alterar ou mesmo revogar o modelo de avaliação. Mas antes é preciso formar Governo e primeiro ainda está o Orçamento de Estado. Não creio que o actual modelo possa ser alterado antes do início do próximo ano".
Por parte do CDS-PP, a alteração do actual modelo de avaliação e a suspensão da divisão da carreira em duas categorias é uma prioridade. "Vamos apresentar uma iniciativa legislativa assim que se iniciarem os trabalhos parlamentares", garantiu ao Diário Económico o deputado Diogo Feio".

Diário Económico

terça-feira, outubro 06, 2009

Partidos devem cumprir promessa

Mário Nogueira, Secretário-geral da Fenprof, sobre comemoração do Dia Mundial do Professor:

Correio da Manhã – Qual o significado deste dia para os professores?
Mário Nogueira – É um dia com um simbolismo importante para uma classe com um passado recente muito rico. Os professores lutaram por melhores condições, e por força da sua luta estão criadas condições novas para a mudança de políticas
– O que espera da nova correlação de forças na Assembleia da República?
– O próximo executivo vai ter de governar em condições diferentes, porque sozinho não tem maioria absoluta. Vai ter por isso de assumir um comportamento de abertura ao diálogo social e político. E claro que a Assembleia da República ganha protagonismo porque até aqui a única via que tínhamos era o Presidente da República não promulgar as leis.
– O PS vai formar Governo e não deverá rasgar as políticas do anterior executivo. Conta com os outros partidos para suspender a avaliação e acabar com a divisão da carreira?
– Os partidos políticos colocaram a Educação no centro do debate político. Todos os partidos, excepto o PS, defenderam a revogação do Estatuto da Carreira Docente e do modelo de avaliação de desempenho. E assumiram compromissos com os professores, não há muito tempo. Estamos à espera que, se o Governo não avançar com as mudanças, avancem os partidos.
– Isabel Alçada parece-lhe uma boa escolha para ministra da Educação?
– Como escritora é excelente, mas isso não quer dizer que seja uma excelente ministra. Mas o mais importante não são os nomes e sim as políticas. Precisamos de alguém que seja capaz de voltar a ganhar os professores. Isabel Alçada tem um perfil importante, que eu respeito, mas politicamente é uma incógnita. O importante é que o titular da pasta seja dialogante e esteja disponível para negociar.

30% dos professores relataram agressões físicas

"Quase três em cada dez docentes que contactaram a Linha SOS Professor nos últimos três anos lectivos admitiram ter sido vítimas de agressões físicas e mais de 40 por cento relataram episódios de agressão verbal.
De acordo com a Associação Nacional de Professores (ANP) foram recebidos 353 contactos entre 11 de Setembro de 2006 e 19 de Junho de 2009, dos quais 98 (27,8 por cento) relatando episódios de agressão física e 154 (43,6 por cento) agressões verbais. Indisciplina (29,5 por cento) e situações de maus relacionamentos (13,6 por cento) completam as quatro ocorrências mais denunciadas pelos docentes. Segundo a ANP, apenas 6,2 por cento dos professores vítimas apresentaram queixa na PSP ou GNR.
A Linha SOS Professores cessou a sua actividade no início do mês".

Correio da Manhã

sábado, outubro 03, 2009

Este mundo está louco

O combate às faltas é feito, em três escolas de formação profissional da Academia de Créteil, em França, através de um sistema pouco ortodoxo: os alunos serão pagos para assistirem às aulas. A experiência arranca segunda-feira com cerca de 150 estudantes.
Alto-comissário francês para a Juventude explicou esta sexta-feira à AFP – que o jornal i cita – que cada turma recebe inicialmente 2 mil euros. Contudo, o valor pode subir caso os alunos tenham disciplina e aproveitamento escola.

sexta-feira, outubro 02, 2009

Fenprof marca terreno

A Fenprof exigiu hoje do futuro Governo “um sinal inequívoco de mudança” que se traduza na suspensão imediata do actual modelo de avaliação de professores e no fim da divisão da carreira docente.

quarta-feira, setembro 30, 2009

Aprovava uma iniciativa idêntica em Portugal

"Profissionais da educação do Estado de São Paulo prometem ficar pelados durante um protesto por aumento salarial, no Dia do Professor, no próximo dia 15. São esperadas 10 mil pessoas, entre diretores, vice-diretores e supervisores. Dessas, ao menos mil devem aderir à ideia de tirar a roupa.
A manifestação, batizada de "Dia do Nu Pedagógico", está prevista para ocorrer em frente à Secretaria Estadual da Educação, na praça da República, centro. De acordo com o Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado (Udemo), o protesto quer "mostrar a nudez do governo atual" em relação à educação. Além da Udemo, mais quatro entidades devem participar das manifestações".

Destak Jornal

Professores vão cobrar promessas da oposição

Os movimentos independentes dos professores vão exigir aos partidos da oposição o cumprimento das promessas de suspensão do modelo de avaliação.
Ricardo Silva, da Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino (APEDE) confirmou, em declarações ao ‘Público’ que aquela associação pretende que «sejam agendadas com urgência iniciativas parlamentares com vista à suspensão» do novo Estatuto da Carreira Docente e do modelo de avaliação de desempenho dos professores.
O dirigente da APEDE garante que «a revisão urgente» do Estatuto do Aluno, que considera «um absurdo que está a tornar impossível trabalhar nas escolas» é outra das prioridades daquela associação.

terça-feira, setembro 29, 2009

A dúvida que subsiste

A nova configuração parlamentar poderá ser favorável às pretensões dos professores, desde que os partidos da oposição respeitem aquilo que prometeram ao longo da anterior legislatura. A questão está em saber se eles irão cumprir o que prometeram ou se, por outro lado, irão deixar cair a educação em troca de áreas mais convenientes para os seus interesses.

segunda-feira, setembro 28, 2009

A FNE também já se pronunciou

"João Dias da Silva, da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), afirmou que recorrerá aos partidos da oposição para corrigir o que considera estar mal na Educação. “O Parlamento ganhou maior intervenção e na próxima legislatura não deixaremos de, junto dos partidos políticos na AR, relembrar posições tomadas no passado, no sentido de corrigir orientações do governo anterior, decididas sozinhas e com a contestação generalizada de todos os partidos”, realçou".

Público

A Fenprof já se pronunciou

"Os sindicatos de professores esperam o apoio dos partidos da oposição, em maioria no Parlamento, para pôr fim a medidas polémicas do governo cessante na área da Educação, como a do contestado modelo de avaliação.
"O nosso desejo era que, ganhasse quem ganhasse, não ganhasse com maioria absoluta", disse à Lusa o dirigente da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira, considerando que "um dos problemas dos últimos quatro anos e meio é que a maioria absoluta não soube negociar", nem "funcionar com as regras da democracia".
Mário Nogueira salientou que na última legislatura houve propostas que uniram toda a oposição na Assembleia da República - como a de "contestação ao modelo de avaliação e o fim da divisão da carreira dos professores em duas" - mas que não foram para a frente devido "ao veto sistemático da maioria do governo"".

Expresso

Estou curioso

em saber o que pensam os sindicatos dos professores deste novo desenho parlamentar.

domingo, setembro 27, 2009

E o milagre não aconteceu

O país, mais uma vez, ficou a perder. Os professores vão ter de continuar a sua luta.