sexta-feira, outubro 30, 2009

Santana Castilho sem papas na língua

Público

CDS/PP e sindicatos encontram "convergências" no que querem para a avaliação

"À saída da reunião com dirigentes do CDS-PP, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, mostrou-se satisfeito com as propostas dos centristas para resolver o impasse na Educação: "No plano dos princípios, há uma convergência grande", afirmou, nomeando um conjunto de aspectos em que há acordo. É o caso do fim da divisão da carreira entre professor e professor titular, da rejeição de "ajustamentos" ao sistema em vigor e da substituição do actual modelo por outro. Nesse novo modelo, Mário Nogueira defendeu a existência de um corpo de professores mais dedicados à avaliação e a existência de avaliação apenas quando os docentes estão prestes a mudar de escalão. Pontos que estão no guião do CDS-PP para elaborar os projectos de lei sobre o assunto, que deverão ser apresentados à Assembleia da República (AR) na próxima quarta-feira.

"Bastantes convergências" foi também a resposta do líder do CDS-PP, Paulo Portas, quando questionado sobre as "pontes" entre as propostas do partido e as da Fenprof. "Lembro que a Fenprof está entre os sindicatos que subscreveram a avaliação que vigora no ensino particular e cooperativo, onde o partido se inspira. É natural que possa haver convergências", disse Portas.

O modelo de avaliação de desempenho defendido pelo CDS-PP baseia-se na auto-avaliação do professor, que é entregue no final do ano lectivo para não prejudicar o curso das aulas; a nota tem de ser dada até ao início do ano escolar seguinte. A única autoridade para avaliar será o conselho pedagógico, já que" o actual modelo pôs os professores a espiar-se uns aos outros", criticou Portas. Entre os princípios defendidos pelo CDS-PP está também a criação de um sistema de arbitragem a que o docente possa recorrer no caso de não concordar com a nota".

Público

quinta-feira, outubro 29, 2009

Presidente do Conselho das Escolas não quer que o modelo de avaliação de professores seja suspenso

O presidente do Conselho das Escolas, Álvaro Almeida Santos, acredita que os directores estão a cumprir a lei e que este não é o momento para “suspender o modelo e deixar um vazio – até porque sem avaliação não há progressão”.

Comentário - A este só me apetece insultá-lo.

O lobby das Ciências da Educação não desgruda

João Trocado da Mata
Alexandre Ventura

Os dois secretários de estados nomeados para a Educação não auguram nada de bom. Um deles, Alexandre Ventura, era o presidente da CCAP (Conselho Científico da Avaliação de Professores) e um indefectível apoiante das políticas educativas do anterior governo. O outro, é mais um sociólogo e foi o coordenador do Plano Tecnológico da Educação. Ou seja, dois socratinos fiéis seguidores do seu dono. Com gente desta, cheira-me que no essencial tudo vai ficar na mesma. A derradeira esperança reside nos partidos da oposição: ou eles põem cobro a esta balbúrdia, ou teremos a Educação em caminhada acelerada rumo ao abismo.

CDS/PP recebe hoje sindicatos de professores

"O CDS-PP recebe hoje Fenprof e FNE. Antes de entregarem, no Parlamento, o projecto sobre avaliação docente, os populares querem ouvir as duas maiores federações de professores para fazerem "possíveis adaptações"".

JN

quarta-feira, outubro 28, 2009

Fim à avaliação até sexta-feira

"A actual avaliação de desempenho dos professores tem de ser suspensa até sexta-feira, defendeu ontem a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), justificando o pedido ao Ministério da Educação com o facto de o modelo vir a ser suspenso em breve na Assembleia da República, com o voto favorável de todos os partidos da Oposição.
Sexta-feira é o último dia previsto na lei para as escolas definirem o calendário para a aplicação do actual modelo de avaliação, iniciando-se assim o segundo ciclo avaliativo. “Se não for suspenso, vai criar um problema de organização às escolas. Quando tiverem tudo pronto, o trabalho feito vai todo para o lixo porque, entretanto, a Assembleia da República já estará organizada para votar a suspensão da avaliação”, afirmou Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, explicando: “Ainda não estão sequer constituídas as comissões parlamentares. Por isso é impossível suspender a avaliação até 30 de Outubro. Há o compromisso dos partidos de votarem favoravelmente a suspensão do actual modelo de avaliação.”
Caso o Governo não proceda à suspensão imediata da avaliação, a solução passa pelas escolas: “Apelamos que acautelem na calendarização obrigatória por lei o tempo necessário para a questão ser resolvida politicamente.”

Correio da Manhã

terça-feira, outubro 27, 2009

Os insubstituíveis

"Sou dos que estão de acordo com a prioridade dos deputados na vacinação contra a gripe H1N1, ao lado dos profissionais de saúde "dificilmente substituíveis", e os do INEM, do Instituto do Sangue ou da Linha Saúde 24.
Como nos naufrágios, primeiro os deputados, depois as mulheres e as crianças. Precisamos, de facto, dos deputados como de pão para a boca. Se eles calhassem de apanhar a gripe, o país pararia; sem as suas intervenções antes, depois e durante a Ordem do Dia, não saberíamos que fazer nem que pensar; sem as suas votações levantando-se e sentando-se disciplinadamente às ordens das direcções partidárias, seria o caos no país e nas consciências; e sem o Canal Parlamento a vida perderia sentido. Parafraseando Brecht, sem os deputados "o trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima (…)/ E atrever-se-ia o Sol a nascer/ sem [sua] autorização"? Não entendo, por isso, os que defendem que os doentes crónicos e de risco deveriam ser vacinados primeiro que os deputados. Doentes é o que mais há e, se morrerem, podem substituir-se com facilidade. E ainda se poupará em despesas de saúde".

Manuel António Pina
JN

domingo, outubro 25, 2009

Sócrates não vai dar o braço a torcer

A TSF avança que José Sócrates está determinado em manter o actual modelo de avaliação de professores. A justificação prende-se com o facto de cerca de 50% dos professores já terem sido submetidos ao processo de avaliação.

Cheira-me a mais do mesmo

As duas frases iniciais do discurso parecem-me significativas. Os professores não se iludam porque o que esta senhora irá fazer será exactamente aquilo que José Sócrates quiser que ela faça. E o que José Sócrates pensa dos professores já nós sabemos há muito tempo. Foi uma legislatura inteira a "levar" com o seu pensamento.

CDS pode ser peça-chave para avaliação dos professores

"A avaliação dos professores será dos primeiros temas na agenda política da nova legislatura. O PS busca uma solução e o CDS pode fornecê-la, através de um projecto que apresentou na legislatura passada e que quer voltar a agendar: aplicar ao sistema público o regime legal que já vigora no sistema particular e cooperativo".

DN

quinta-feira, outubro 22, 2009

Isabel Alçada, a nova ministra da Educação



É esta senhora que vai estar à frente dos destinos da Educação. Abstenho-me de fazer comentários quanto a esta nomeação. O futuro se encarregará de dizer se foi uma boa ou uma má escolha.

Um escândalo

Avaliação transitória dos orgãos de gestão. Como é que os directores não hão-de andar colados à tutela se esta lhes proporciona benesses destas? Percebem agora porque é que o Ministério da Educação os tem na mão?

Educação Sexual nas escolas

Andam por aí muitos directores a querer implementar à pressa a Educação Sexual nas suas escolas apesar de o governo não ter ainda regulamentado aspectos essenciais para a construção do projecto. São os directores adesivos que querem mostrar serviço a qualquer preço e cuja principal preocupação é agradar aos superiores hierárquicos. Vergonha para eles.

Ministra já disse adeus ao Governo

"A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, assinalou ontem a sua despedida do Governo com um almoço informal e descontraído com os jornalistas que acompanham a pasta. O encontro, combinado há vários meses, estava prometido pa-ra quando a governante abandonasse o Executivo.
Os secretários de Estado Valter Lemos e Jorge Pedreira também não faltaram ao almoço de despedida e, à semelhança da ministra, mostraram-se descontraídos e aliviados com o fim dos trabalhos. A saída de Maria de Lurdes Rodrigues do Governo há muito que era dada como certa, devido ao desgaste com os protestos dos professores e as reformas realizadas no sector".

Correio da Manhã

quarta-feira, outubro 21, 2009

A avaliação tem que ser suspensa já, apelam blogues e movimentos de professores

“Independentemente das alternativas que importa construir de forma ponderada, é urgente que a Assembleia da República decida sem demoras parar já com as principais medidas que desestabilizaram a educação, sob pena de arrastar o conflito em cada escola e nas ruas”. No manifesto recorda-se que, “se até lá nada for feito”, as escolas terão, por lei, de fixar o calendário de avaliação docente até ao próximo dia 31. Um cenário que está a agudizar o “ambiente crispado e negativo” nas escolas.
O PCP, o Bloco de Esquerda e os Verdes já entregaram no Parlamento novas propostas com vista à suspensão do modelo de avaliação e ao fim da divisão da carreira entre titulares e não titulares. Conforme o PÚBLICO noticia na sua edição de hoje, a oposição no conjunto deverá apoiar estes objectivos, votando a suspensão num primeiro momento e deixando para depois a apresentação de alternativas tanto ao modelo de avaliação, como ao Estatuto da Carreira Docente, que consignou a divisão entre titulares e não titulares.
Estas medidas "criaram o caos na escola", frisam os subscritores do manifesto, que acrescentam: "A burocracia, a desconfiança e o autoritarismo jogam contra a melhoria das aprendizagens. Quem perde é a escola pública".
O documento é subscrito pelos blogues A Educação do Meu Umbigo, ProfAvaliação, Correntes, (Re)flexões, Outròlhar, O Estado da Educação; e pelos movimentos APEDE, MUP, Promova e MEP. O Promova apelou também hoje às escolas e professores para enviarem emails aos grupos parlamentares do PSD, CDS/PP, BE e PCP, manifestando a sua “expectativa e o empenho em verem revogadas aquelas medidas, com a maior urgência possível”.

Público

terça-feira, outubro 20, 2009

A avaliação à ministra da educação

"Antes de regressar à obscuridade do ISCTE onde alguém a desencantou para oferecer a Sócrates como presente envenenado, a (ainda) ministra Maria de Lurdes Rodrigues teve uma última decepção.
"Perdi os professores, mas ganhei a opinião pública", autojustificava-se ela no calor dos protestos de professores e alunos contra as suas singularíssimas políticas educativas. Uma sondagem CM/Aximage agora divulgada revela que, afinal, a tal "opinião pública" a considera o pior dos ministros de Sócrates, "chumbando-a" com 7,2 valores numa escala de 0 a 20. É o episódio típico do "arroseur arrosé": quem tanto se notabilizou pela fúria avaliadora de tudo e todos "chumbou" rotundamente quando chegou a sua vez de ser avaliada. Em "eduquês" corrente, Maria de Lurdes Rodrigues teria ficado "retida" e deveria submeter-se a um "plano de acompanhamento". Em política, no entanto, ao contrário do que se passa no sistema educativo, a condescendência é pouca quando, como é o caso, um ministro manifestamente atingiu o seu patamar de Peter de incompetência. Alguém, de facto, acredita que Sócrates irá "reter" a ministra?"

Manuel António Pina
JN

segunda-feira, outubro 19, 2009

O país dele

"Não faço ideia de quanto ganhará por mês o sr. Francisco Van Zeller, presidente da CIP. Mas suponho que ganhará um pouco mais de 450 euros (pelo menos o fato com que apareceu ontem na RR deverá ter custado o dobro disso). E suponho isso porque o sr. Van Zeller quer agora voltar atrás com o que acordou na Concertação Social e impedir que o salário mínimo nacional aumente, como previsto, 25 euros este ano.
Argumenta o patrão dos patrões que a inflação não subiu e, assim sendo, quem recebe salário mínimo… ganhou, o que é um escândalo. Os patrões estão muito tristes por a inflação não ter, como de costume, subido, rapando os salários, valorizando-lhes os "stocks", diminuindo-lhes o que pagam em juros e rendas e multiplicando-lhes os lucros. E pretendem ser "indemnizados" pelos trabalhadores pelo facto de todos aqueles que mandaram para o desemprego terem deixado de consumir-lhes o que produzem. É um bom e sólido argumento. Quanto menos o sr. Van Zeller pagar a quem trabalha, maiores serão os seus lucros e, logo, mais próspero será o país do sr. Van Zeller. O país dos outros? Esse não é problema seu".

Manuel António Pina
JN

sexta-feira, outubro 16, 2009

Falta o PSD

O CDS-PP, o BE e o PCP evidenciaram ontem que os dois dossiês prioritários serão a suspensão do sistema de avaliação dos professores e a alteração da forma de cálculo das pensões de forma evitar que estas possam diminuir em 2010. Ontem, no primeiro dia de trabalhos parlamentares, os três partidos fizeram saber que vão avançar de imediato com propostas nesse sentido.

Comentário - Façamos votos para que o PSD não quebre o compromisso que tem com os professores.

Guia Michelin escolar

"Causou furor - no sentido de sensação e fúria - a afixação, por cortesia mediática, da escola das escolas. Cada orgão escolheu os parâmetros, e nesse sentido a classificação está longe de ser "científica", embora não se trate de lista completamente a olho. Os teóricos da conspiração acham que se trata de favorecer os privados, face aos públicos, ou vice-versa. Mas arredando o cenário apocalíptico do costume, tem de se perguntar pelos "critérios" da qualidade.
Uma escola onde os alunos possuem óptimas notas é boa? Ou as classificações são inflaccionadas, para dourar a pílula. Uma instituição com notas menores é má, ou os docentes são mais exigentes? Tudo, em princípio, se deveria resolver, contrastando a situação interna e a "prova dos nove" dos exames nacionais. Mas e se estes forem, também, facilitados?
Por outro lado, as escolas "melhores" são-no porque possuem mais condições materiais ou porque aparecem mais criteriosas na admissão?
No Michelin, as estrelas discutem-se menos".

Nuno Rogeiro
Sábado

quinta-feira, outubro 15, 2009

A frase do dia

"Nenhum partido se pode fechar na arrogância". Ó Francisco, repete lá outra vez para ver se eu estou a ouvir bem.

quarta-feira, outubro 14, 2009

"Não nos deixam governar"

É bom que nos vamos habituando porque esta é a frase que mais vamos ouvir de José Sócrates e seus pares nos próximos meses. A vitimização vai ser a estratégia seguida até à exaustão, e quando Sócrates entender que é chegado o momento oportuno teremos eleições antecipadas. Para os mais esquecidos é bom lembrar que Cavaco, em tempos idos, utilizou a mesma estratégia e que na altura lhe valeu uma maioria absoluta. Palpita-me que vamos ter dose repetida.