sexta-feira, novembro 06, 2009

Estudantes dinamarqueses vão poder consultar a Internet durante os exames

"Na Dinamarca, os estudantes finalistas do ensino secundário vão poder consultar a Internet durante os seus exames finais. A medida foi autorizada pelo Governo e o sentimento geral é de que os alunos são suficientemente sérios para poderem usufruir desta medida sem copiarem. Os chats e a troca de e-mails durante o exame estão, obviamente, proibidos".

Público

Sexualidade mal ensinada é prejudicial

"O sexólogo Nuno Monteiro Pereira alertou ontem que a educação sexual mal ensinada nas escolas pode ser prejudicial para as crianças, defendendo que os educadores têm de estar "perfeitamente à vontade" com a sua sexualidade para não transmitirem ideias erradas. "A educação sexual nas escolas é importante, mas também é questionável", disse o especialista, a propósito das V Jornadas de Sexologia da Universidade Lusófona, em Lisboa.
Para o clínico, o facto de se falar muito de sexo não significa que se saiba de sexualidade. "Determinar por decreto que se passa a ensinar sexualidade pode ser arriscado", afirmou, justificando que "há tantas nuances que, se a educação sexual não for muito bem feita, pode ser contraproducente". Nuno Monteiro Pereira considera que a escolha dos educadores é essencial, pois "têm de estar perfeitamente à vontade, para não induzirem em erro as suas próprias insuficiências e dificuldades"".
Correio da Manhã

quinta-feira, novembro 05, 2009

E a ministra da educação ainda não disse uma palavra

Já todos percebemos que esta questão da avaliação de desempenho e do estatuto da carreira da educação irá cair numa querela jurídica que não saberemos como vai terminar. Enquanto isso, as escolas e os professores vão definhando.

quarta-feira, novembro 04, 2009

Antigo ministro defende resposta consensual na avaliação de professores

O antigo ministro da Educação Júlio Pedrosa considera, sobre a avaliação dos professores, ser necessário construir uma base de consenso a partir dos aspectos em que todos os partidos concordam. A suspensão deste modelo prende-se com simples questão de linguagem, defende.
«Seria um serviço ao país encontrar modos de construir uma base de consenso», disse, em declarações à TSF. O actual sistema tem «fragilidades» e necessita de ser corrigido – nisto estão todos os partidos de acordo e podem mesmo começar por aí, considera Júlio Pedrosa.
«É evidente que existe outras políticas e os diferentes partidos têm diferentes respostas e soluções, mas há momentos nas histórias dos países em que o que deve ser preocupação prioritária é construir soluções», concluiu o antigo ministro do Governo de António Guterres.

Avaliação de professores divide bancada PS e Governo

"A intransigência do Governo em manter em vigor o actual regime de avaliação dos professores até que seja negociado um novo criou mal estar na direcção da bancada do PS. Francisco Assis não entende a estratégia governamental e deixou-o claro. Dizendo que se "exige" ao Executivo que diga "o que quer fazer" porque "nada será possível sem o mínimo consenso"".

DN

terça-feira, novembro 03, 2009

O governo PS comporta-se como tivesse maioria absoluta

Contrariando a posição de Jorge Lacão, hoje em declarações à TSF, que disse que suspender o modelo de avaliação de desempenho de professores está fora de questão, os partidos da oposição respondem no mesmo tom ao ministro dos Assuntos Parlamentares: sem a suspensão do actual modelo não é possível escrever outro.
Não deixa de ser curioso e ao mesmo tempo lamentável o silêncio da ministra Isabel Alçada. A ideia que fica é que a ministra não manda rigorosamente nada. Sócrates dará as ordens e a ministra irá aplicá-las, independentemente da sua opinião sobre a matéria. Ou muito me engano ou vamos ter um pau mandado à frente dos destinos da Educação.

Tal como seria de esperar

O Programa do novo governo socialista não deixa margem para dúvidas: avaliação de desempenho dos professores é para manter assim como o ECD.

domingo, novembro 01, 2009

Quem resgata a avaliação autoritária?

"Está na ordem do dia a avaliação de professores e professoras e o Estatuto da Carreira Docente, que os dividiu em categorias de primeira e segunda. Só podia ser assim, depois de quatro anos de estragos nas escolas e dos maiores protestos profissionais de sempre. Mas há sombras sobre os espíritos optimistas.
A Ministra da Educação mantém o silêncio quando as escolas precisam de respostas hoje. Temos um secretário de Estado, vindo do Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação, que foi braço direito de Maria de Lurdes Rodrigues - a quem terá dado os números do carimbo "faltosos" colocado na testa dos professores - com ela comungando de idêntico carinho pela classe.
O novo líder parlamentar do PS, Francisco Assis, garante que o governo tomará as rédeas da avaliação dos professores e do Estatuto da Carreira Docente e que o papel dos demais partidos é vir ao debate das suas propostas. Mas as notícias mais frescas garantem o contrário: há um negócio sob a mesa entre o CDS e o PS para definir o novo modelo de avaliação dos professores.
Paulo Portas, sorridente, garante que não quer professores a espiarem-se entre si e que a avaliação está, para o CDS, centrada nos Conselhos Pedagógicos. Mas sabe-se bem o que o CDS sempre defendeu: que os directores devem determinar todo o processo. Se assim for, não se vira a página de Maria de Lurdes Rodrigues. É a sua obra que se completa, em glória.
É preciso decência, o que exige um sistema de avaliação que credibilize o trabalho das escolas e dos professores, pensado para o maior desafio da escola pública: o direito de todos e todas ao sucesso com qualidade.
Se ainda puder haver debate em vez de negócio, ele deverá responder às duas perguntas que interessam: a avaliação de professores deve ser feita exclusivamente dentro das escolas ou deve vir de dentro e de fora, incluindo mecanismos externos que a tornem mais isenta e preventiva de danos dos poderes locais? O desempenho individual dos professores e professoras esgota o modelo ou, pelo contrário, a avaliação deve integrar as escolas, os seus diferentes órgãos e o desempenho dos professores, no reconhecimento de que cada professor o é no seu contexto e de que cada escola é uma realidade?"

Cecília Honório
Esquerda. net

sexta-feira, outubro 30, 2009

Santana Castilho sem papas na língua

Público

CDS/PP e sindicatos encontram "convergências" no que querem para a avaliação

"À saída da reunião com dirigentes do CDS-PP, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, mostrou-se satisfeito com as propostas dos centristas para resolver o impasse na Educação: "No plano dos princípios, há uma convergência grande", afirmou, nomeando um conjunto de aspectos em que há acordo. É o caso do fim da divisão da carreira entre professor e professor titular, da rejeição de "ajustamentos" ao sistema em vigor e da substituição do actual modelo por outro. Nesse novo modelo, Mário Nogueira defendeu a existência de um corpo de professores mais dedicados à avaliação e a existência de avaliação apenas quando os docentes estão prestes a mudar de escalão. Pontos que estão no guião do CDS-PP para elaborar os projectos de lei sobre o assunto, que deverão ser apresentados à Assembleia da República (AR) na próxima quarta-feira.

"Bastantes convergências" foi também a resposta do líder do CDS-PP, Paulo Portas, quando questionado sobre as "pontes" entre as propostas do partido e as da Fenprof. "Lembro que a Fenprof está entre os sindicatos que subscreveram a avaliação que vigora no ensino particular e cooperativo, onde o partido se inspira. É natural que possa haver convergências", disse Portas.

O modelo de avaliação de desempenho defendido pelo CDS-PP baseia-se na auto-avaliação do professor, que é entregue no final do ano lectivo para não prejudicar o curso das aulas; a nota tem de ser dada até ao início do ano escolar seguinte. A única autoridade para avaliar será o conselho pedagógico, já que" o actual modelo pôs os professores a espiar-se uns aos outros", criticou Portas. Entre os princípios defendidos pelo CDS-PP está também a criação de um sistema de arbitragem a que o docente possa recorrer no caso de não concordar com a nota".

Público

quinta-feira, outubro 29, 2009

Presidente do Conselho das Escolas não quer que o modelo de avaliação de professores seja suspenso

O presidente do Conselho das Escolas, Álvaro Almeida Santos, acredita que os directores estão a cumprir a lei e que este não é o momento para “suspender o modelo e deixar um vazio – até porque sem avaliação não há progressão”.

Comentário - A este só me apetece insultá-lo.

O lobby das Ciências da Educação não desgruda

João Trocado da Mata
Alexandre Ventura

Os dois secretários de estados nomeados para a Educação não auguram nada de bom. Um deles, Alexandre Ventura, era o presidente da CCAP (Conselho Científico da Avaliação de Professores) e um indefectível apoiante das políticas educativas do anterior governo. O outro, é mais um sociólogo e foi o coordenador do Plano Tecnológico da Educação. Ou seja, dois socratinos fiéis seguidores do seu dono. Com gente desta, cheira-me que no essencial tudo vai ficar na mesma. A derradeira esperança reside nos partidos da oposição: ou eles põem cobro a esta balbúrdia, ou teremos a Educação em caminhada acelerada rumo ao abismo.

CDS/PP recebe hoje sindicatos de professores

"O CDS-PP recebe hoje Fenprof e FNE. Antes de entregarem, no Parlamento, o projecto sobre avaliação docente, os populares querem ouvir as duas maiores federações de professores para fazerem "possíveis adaptações"".

JN

quarta-feira, outubro 28, 2009

Fim à avaliação até sexta-feira

"A actual avaliação de desempenho dos professores tem de ser suspensa até sexta-feira, defendeu ontem a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), justificando o pedido ao Ministério da Educação com o facto de o modelo vir a ser suspenso em breve na Assembleia da República, com o voto favorável de todos os partidos da Oposição.
Sexta-feira é o último dia previsto na lei para as escolas definirem o calendário para a aplicação do actual modelo de avaliação, iniciando-se assim o segundo ciclo avaliativo. “Se não for suspenso, vai criar um problema de organização às escolas. Quando tiverem tudo pronto, o trabalho feito vai todo para o lixo porque, entretanto, a Assembleia da República já estará organizada para votar a suspensão da avaliação”, afirmou Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, explicando: “Ainda não estão sequer constituídas as comissões parlamentares. Por isso é impossível suspender a avaliação até 30 de Outubro. Há o compromisso dos partidos de votarem favoravelmente a suspensão do actual modelo de avaliação.”
Caso o Governo não proceda à suspensão imediata da avaliação, a solução passa pelas escolas: “Apelamos que acautelem na calendarização obrigatória por lei o tempo necessário para a questão ser resolvida politicamente.”

Correio da Manhã

terça-feira, outubro 27, 2009

Os insubstituíveis

"Sou dos que estão de acordo com a prioridade dos deputados na vacinação contra a gripe H1N1, ao lado dos profissionais de saúde "dificilmente substituíveis", e os do INEM, do Instituto do Sangue ou da Linha Saúde 24.
Como nos naufrágios, primeiro os deputados, depois as mulheres e as crianças. Precisamos, de facto, dos deputados como de pão para a boca. Se eles calhassem de apanhar a gripe, o país pararia; sem as suas intervenções antes, depois e durante a Ordem do Dia, não saberíamos que fazer nem que pensar; sem as suas votações levantando-se e sentando-se disciplinadamente às ordens das direcções partidárias, seria o caos no país e nas consciências; e sem o Canal Parlamento a vida perderia sentido. Parafraseando Brecht, sem os deputados "o trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima (…)/ E atrever-se-ia o Sol a nascer/ sem [sua] autorização"? Não entendo, por isso, os que defendem que os doentes crónicos e de risco deveriam ser vacinados primeiro que os deputados. Doentes é o que mais há e, se morrerem, podem substituir-se com facilidade. E ainda se poupará em despesas de saúde".

Manuel António Pina
JN

domingo, outubro 25, 2009

Sócrates não vai dar o braço a torcer

A TSF avança que José Sócrates está determinado em manter o actual modelo de avaliação de professores. A justificação prende-se com o facto de cerca de 50% dos professores já terem sido submetidos ao processo de avaliação.

Cheira-me a mais do mesmo

As duas frases iniciais do discurso parecem-me significativas. Os professores não se iludam porque o que esta senhora irá fazer será exactamente aquilo que José Sócrates quiser que ela faça. E o que José Sócrates pensa dos professores já nós sabemos há muito tempo. Foi uma legislatura inteira a "levar" com o seu pensamento.

CDS pode ser peça-chave para avaliação dos professores

"A avaliação dos professores será dos primeiros temas na agenda política da nova legislatura. O PS busca uma solução e o CDS pode fornecê-la, através de um projecto que apresentou na legislatura passada e que quer voltar a agendar: aplicar ao sistema público o regime legal que já vigora no sistema particular e cooperativo".

DN

quinta-feira, outubro 22, 2009

Isabel Alçada, a nova ministra da Educação



É esta senhora que vai estar à frente dos destinos da Educação. Abstenho-me de fazer comentários quanto a esta nomeação. O futuro se encarregará de dizer se foi uma boa ou uma má escolha.

Um escândalo

Avaliação transitória dos orgãos de gestão. Como é que os directores não hão-de andar colados à tutela se esta lhes proporciona benesses destas? Percebem agora porque é que o Ministério da Educação os tem na mão?

Educação Sexual nas escolas

Andam por aí muitos directores a querer implementar à pressa a Educação Sexual nas suas escolas apesar de o governo não ter ainda regulamentado aspectos essenciais para a construção do projecto. São os directores adesivos que querem mostrar serviço a qualquer preço e cuja principal preocupação é agradar aos superiores hierárquicos. Vergonha para eles.

Ministra já disse adeus ao Governo

"A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, assinalou ontem a sua despedida do Governo com um almoço informal e descontraído com os jornalistas que acompanham a pasta. O encontro, combinado há vários meses, estava prometido pa-ra quando a governante abandonasse o Executivo.
Os secretários de Estado Valter Lemos e Jorge Pedreira também não faltaram ao almoço de despedida e, à semelhança da ministra, mostraram-se descontraídos e aliviados com o fim dos trabalhos. A saída de Maria de Lurdes Rodrigues do Governo há muito que era dada como certa, devido ao desgaste com os protestos dos professores e as reformas realizadas no sector".

Correio da Manhã