Solsábado, novembro 14, 2009
quinta-feira, novembro 12, 2009
Felizmente que ainda vai havendo alguém com juízo
A paciência parece ter-se esgotado junto dos movimentos independentes e nem a abertura inicial demonstrada por Isabel Alçada parece apaziguar algumas das hostes docentes que reclamam mudanças imediatas.
Contrariamente aos sindicatos que anteontem foram recebidos pela ministra, e que ficaram agradados com a sua postura dialogante, a desilusão instalou-se nos movimentos independentes de professores com a marcação de novas rondas negociais e mostram-se especialmente críticos para com os líderes sindicais.
O movimento PROmova (Professores - movimento de valorização) diz que não compreende "o regozijo da Fenprof e da FNE com a postura da ministra da Educação, que se limitou a reafirmar a não suspensão do modelo e dos seus efeitos e a agendar novas reuniões". E, em comunicado, interroga: "tirando a simpatia da ministra e a retórica do diálogo, em que é que este filme difere substantivamente dos anteriores?".
Também o MUP (Movimento Mobilização e Unidade dos Professores) ficou desiludido com o resultado final da ronda de anteontem que, considera Ilídio Trindade, "quase pareceu um novo memorando de intenções, que arrasta o processo e deixa os professores muito preocupados".
Para o professor, "protelar a resolução dos problemas - a suspensão do actual modelo de avaliação e o fim da divisão na carreira - é compactuar com o conflito que se vive nas escolas e se tem adensado nestes últimos tempos à medida que, nos diversos estabelecimentos de ensino, se vão conhecendo as classificações da avaliação atribuídas aos professores".
Ilídio Trindade vai mais longe e, no blogue do MUP, escreve mesmo que "aos sindicatos parece continuar a interessar o prolongamento de negociações, arrastadas no tempo, como se esse fosse o único lenitivo da sua existência"".
JN
Líder da FNE anda a ver se trama os professores
"Já dissemos aos partidos da oposição que queremos uma solução que resulte do processo negocial. Preferimos uma solução no Ministério da Educação a uma solução na Assembleia da República", afirmou ontem João Dias da Silva ao CM, mostrando-se esperançado nas negociações com a ministra da Educação: "Vamos construir rapidamente um modelo novo. A reunião marcou o início do fim da avaliação"".
Correio da Manhã
quarta-feira, novembro 11, 2009
Se não forem os partidos da oposição estamos lixados
Santana Castilho hoje no Público
Recordam-se como Sócrates tratou os professores no início da última legislatura? Ameaçando com a requisição civil, logo que o horizonte se toldou com uma greve aos exames. Porque a medida era desproporcionada e de constitucionalidade duvidosa, pareceu-me desde logo evidente que estávamos perante uma determinação de impor uma política sem qualquer tipo de cedência ou diálogo. Quatro anos e meio de absolutismo na Educação confirmaram o que pensei. As previsões que aqui fiz, antes de se conhecer o programa do Governo, estavam igualmente certas, infelizmente. Demonstrou-o o respectivo debate: a política de Sócrates é inconciliável com qualquer cedência. Sócrates perdeu nas urnas o poder absoluto, mas não sabe governar em diálogo. O que aí vem é conflito atrás de conflito. Continuará o caucionamento legal da indisciplina e da preguiça. De Isabel Alçada esperem tão-só afirmações redondas, irresponsáveis, de directora-geral sem poder.
Para além dos ministros políticos do núcleo duro, fiquei particularmente atento ao debate, para ver sinais clarificadores sobre os novos. Tendo a Educação ocupado boa parte das intervenções, foi significativo o mutismo da respectiva ministra. Ficou todo o tempo arrumadinha a um canto da bancada. Nem pio. O ruído desse silêncio tornou-se ensurdecedor com o contraste que a colega do Trabalho, sentada mesmo ao lado, estabeleceu: às matérias da pasta respondeu ela, sem tutoria".
Retirado de http://www.profblog.org/
terça-feira, novembro 10, 2009
Continua o desrespeito pelos professores
FNE considera que reunião com ministério marca princípio do fim da antiga avaliação
"A FNE considera que a reunião de hoje com o Ministério da Educação marca “o princípio do fim” do actual modelo de avaliação dos professores e manifesta-se confiante em que o ciclo avaliativo que agora arranca terá novas regras.
“O que nós achamos que é importante, e que resulta desta reunião, é que os professores não têm de estar preocupados em formular objectivos e prosseguirem o trabalho à luz do modelo de avaliação que está a terminar”, afirmou o secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE).
Questionado se recebeu garantias de Isabel Alçada de que as escolas já não precisam de avançar com os procedimentos à luz do actual regime, João Dias da Silva respondeu: "É uma presunção minha"
O dirigente sindical manifestou-se confiante de que um novo modelo de avaliação vai arrancar “proximamente” e, por conseguinte, um novo ciclo avaliativo, com “com novas regras”.
“O futuro da avaliação de desempenho vai ser diferente daquele que ocorreu até agora. O modelo anterior está a terminar, o modelo novo vamos construí-lo rapidamente”, garantiu, apontando para um prazo de “60 dias”.
Para João Dias da Silva, a reunião de hoje com Isabel Alçada marca “o princípio do fim da antiga avaliação e o princípio do fim da divisão da carreira em duas categorias” hierarquizadas.“
Ficou clara a disponibilidade do ministério para que se inicie um rápido processo de negociação do Estatuto onde não há matérias fechadas”, sublinhou".
Público
Fenprof diz que ministra tem urgência na revisão do ECD
"A ministra da Educação, Isabel Alçada, mostrou-se disponível para rever o estatuto da carreira docente, o que abrange a divisão da carreira e o modelo de avaliação, revelou Mário Nogueira, dirigente da Fenprof (Federação Nacional dos Professores), à saída do encontro com a governante. O calendário para as negociações será entregue na próxima semana.
Mário Nogueira adiantou que a Fenprof monstrou disponibilidade à ministra da Educação para se encontrar uma "solução transitória" para a avaliação mas, segundo este responsável, Isabel Alçada terá dito que tal não seria necessário dada a urgência que tem em rever o estatuto da carreira docente."Se o calendário que nos entregarem na próxima semana empurrar a revisão para Fevereiro ou Março, então voltaremos à carga com a suspensão da avaliação. Se o prazo for até ao final do primeiro período, então a avaliação será suspensa por si mesma", disse Mário Nogueira.O segundo ciclo avaliativo está previsto começar no final deste ano. O presidente da Fenprof revelou que insistiu com a ministra "que o que os professores mais querem é acabar com a revisão da carreira prevista no Estatuto da Carreira Docente". Segundo Mário Nogueira, a ministra reafirmou que está tudo em aberto neste processo".
Público
Secretário geral da FNE fala das suas expectativas para a reunião de hoje com a ministra
João Dias da Silva – Partimos optimistas e com a convicção de que é necessário que se inicie um processo novo na relação entre o Ministério da Educação (ME) e as organizações sindicais de professores. É fundamental que num quadro de diálogo se possam anular os factores graves de perturbação que têm estado instalados.
– Quais as principais reivindicações da FNE para esta primeira reunião?
– Esperamos que este novo processo negocial conduza à revisão do Estatuto da Carreira Docente, com o fim da separação dos professores em duas categorias, e que muito rapidamente tenhamos o modelo de avaliação de desempenho substituído por outro. Estas são apenas as matérias mais urgentes, mas vão ter de ser definidos calendários para etapas futuras de negociação de muitos outros temas.
– Como recebeu as primeiras declarações da ministra Isabel Alçada, bem como as palavras do primeiro-ministro José Sócrates?
– Quero relevar as afirmações da ministra de que em termos de Estatuto da Carreira Docente e de modelo de avaliação tudo está em aberto para negociação. E também quero relevar as palavras do primeiro-ministro de que o modelo de avaliação tem de ser sério, justo e rigoroso.
– A FNE vai entregar à ministra uma proposta de modelo de avaliação?
– Vamos entregar três documentos. Uma proposta de estrutura de carreira, uma proposta de modelo de avaliação e um roteiro para a legislatura. Mas consideramos esta reunião um ponto de partida e não de chegada.
– Mas é uma reunião decisiva?
– A atitude do ME vai ficar marcada por o que disser amanhã [hoje]".
Correio da Manhã
domingo, novembro 08, 2009
Sondagem: Maioria defende suspensão da avaliação de professores
A questão é já considerada o maior teste que o novo Governo minoritário vai enfrentar no início desta legislatura no Parlamento, onde todos os partidos da oposição estão contra o actual regime.
Esta posição encontra eco na maioria dos Portugueses. 59,4% defendem a suspensão da avaliação dos professores até se encontrar um novo modelo, contra apenas 24,1% que, pelo contrário, considera que tudo devia ficar como está".
Rádio Renascença
Educação vai estar entregue a Sócrates
"Correio da Manhã – A reunião da Fenprof com a ministra da Educação Isabel Alçada está marcada para terça-feira. Já está definida qual a agenda?
Mário Nogueira – Sim. Será para debater o Estatuto da Carreira Docente e o modelo de avaliação de desempenho. Tendo em conta que é a primeira reunião a agenda é estreita. Pensámos que fosse uma agenda mais larga, com discussão dos grandes temas da Educação.
– Com que expectativas parte para a reunião?
– Os primeiros sinais não são positivos como as declarações de intransigência do ministro dos Assuntos Parlamentares [Jorge Lacão] ou do primeiro-ministro, indicando que o Governo quer manter as mesmas políticas educativas.
– Há mais sinais negativos?
– Sim, como a nova equipa do Ministério da Educação ter pouco peso político e, portanto, pouco espaço para introduzir mudanças, o que significa que a Educação vai estar entregue ao gabinete do primeiro-ministro José Sócrates, que vai tentar prosseguir as políticas de Maria de Lurdes Rodrigues.
– A nova ministra já foi professora e conhece bem o meio. Isso é uma vantagem?
– É um aspecto positivo. Mas por conhecer bem o ensino, por conhecer os motivos dos protestos dos professores e quais os principais problemas tem responsabilidades maiores.
– Quais as principais reivindicações da Fenprof?
– A questão central é rever o Estatuto da Carreira Docente e dentro dele acabar com a divisão da carreira entre professores titulares e não titulares e substituir o actual modelo de avaliação. Estamos confiantes porque o Governo está isolado.
– A Fenprof pondera voltar às manifestações de rua?
– Quanto ao plano de acção vamos esperar para ver. Os sinais que nos chegam não são positivos, mas às vezes há surpresas".
Correio da Manhã
Todos os professores devem ser avaliados
“Ninguém quer que se suspenda o que foi feito. O primeiro-ministro diz que 48 mil professores já foram avaliados. Pois nós exigimos que sejam avaliados todos os cerca de 150 mil professores e educadores, mesmo os que não entregaram os objectivos. Queremos é que não se inicie o segundo ciclo avaliativo com este modelo”, afirmou Nogueira, frisando que na “esmagadora maioria das escolas todos os professores são avaliados e os que não foram por não ter entregue objectivos estão a ser alvo de discriminação à luz da Constituição”.
Nogueira exige ainda que as notas de Muito Bom ou Excelente não permitam subir nas listas graduadas para concurso. A Fenprof reúne-se, terça-feira, com a ministra da Educação Isabel Alçada, mas Nogueira está pessimista, considerando existirem “sinais negativos"".
Correio da Manhã
sábado, novembro 07, 2009
Ministra da Educação começa negociações com sindicatos
Público
sexta-feira, novembro 06, 2009
Estudantes dinamarqueses vão poder consultar a Internet durante os exames
Público
Sexualidade mal ensinada é prejudicial
Para o clínico, o facto de se falar muito de sexo não significa que se saiba de sexualidade. "Determinar por decreto que se passa a ensinar sexualidade pode ser arriscado", afirmou, justificando que "há tantas nuances que, se a educação sexual não for muito bem feita, pode ser contraproducente". Nuno Monteiro Pereira considera que a escolha dos educadores é essencial, pois "têm de estar perfeitamente à vontade, para não induzirem em erro as suas próprias insuficiências e dificuldades"".
quinta-feira, novembro 05, 2009
E a ministra da educação ainda não disse uma palavra
quarta-feira, novembro 04, 2009
Antigo ministro defende resposta consensual na avaliação de professores
Avaliação de professores divide bancada PS e Governo
DN
terça-feira, novembro 03, 2009
O governo PS comporta-se como tivesse maioria absoluta
Tal como seria de esperar
domingo, novembro 01, 2009
Quem resgata a avaliação autoritária?
A Ministra da Educação mantém o silêncio quando as escolas precisam de respostas hoje. Temos um secretário de Estado, vindo do Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação, que foi braço direito de Maria de Lurdes Rodrigues - a quem terá dado os números do carimbo "faltosos" colocado na testa dos professores - com ela comungando de idêntico carinho pela classe.
O novo líder parlamentar do PS, Francisco Assis, garante que o governo tomará as rédeas da avaliação dos professores e do Estatuto da Carreira Docente e que o papel dos demais partidos é vir ao debate das suas propostas. Mas as notícias mais frescas garantem o contrário: há um negócio sob a mesa entre o CDS e o PS para definir o novo modelo de avaliação dos professores.
Paulo Portas, sorridente, garante que não quer professores a espiarem-se entre si e que a avaliação está, para o CDS, centrada nos Conselhos Pedagógicos. Mas sabe-se bem o que o CDS sempre defendeu: que os directores devem determinar todo o processo. Se assim for, não se vira a página de Maria de Lurdes Rodrigues. É a sua obra que se completa, em glória.
É preciso decência, o que exige um sistema de avaliação que credibilize o trabalho das escolas e dos professores, pensado para o maior desafio da escola pública: o direito de todos e todas ao sucesso com qualidade.
Se ainda puder haver debate em vez de negócio, ele deverá responder às duas perguntas que interessam: a avaliação de professores deve ser feita exclusivamente dentro das escolas ou deve vir de dentro e de fora, incluindo mecanismos externos que a tornem mais isenta e preventiva de danos dos poderes locais? O desempenho individual dos professores e professoras esgota o modelo ou, pelo contrário, a avaliação deve integrar as escolas, os seus diferentes órgãos e o desempenho dos professores, no reconhecimento de que cada professor o é no seu contexto e de que cada escola é uma realidade?"
Cecília Honório




