Porque não avançar para esta solução: o aluno deveria poder decidir se pretende contabilizar a classificação de Educação Física no cálculo da média para efeito de acesso ao ensino superior. Parece-me ser a forma mais justa de contornar o problema. Desta forma nenhum aluno seria prejudicado.
quinta-feira, junho 14, 2012
quarta-feira, junho 13, 2012
Razia nos resultados de Matemática no 4º e no 9º ano
Mau prenúncio para o que aí vem quando forem conhecidos os resultados dos exames do 12º ano.
Governo congela vagas para cursos superiores
"O Governo congelou o número de vagas para
cursos do Ensino Superior para o próximo ano letivo, que não vão aumentar em
relação a 2011-2012, a menos que as instituições consigam provar a
empregabilidade dum curso. O despacho que regulamenta a fixação das vagas para o Ensino Superior foi
publicado terça-feira à noite na página da Direção-Geral de Ensino Superior
(DGES) e determina que o número de vagas para cada universidade ou politécnico
"não pode exceder a soma das vagas fixadas para essa instituição para o ano
letivo de 2011-2012".
A DGES poderá autorizar mais vagas em "situações particulares": quando as
instituições consigam provar que os alunos de um determinado curso têm menos
probabilidades de ir parar ao desemprego".
DN
DN
terça-feira, junho 12, 2012
Educação Física vai deixar de contar para o cálculo da média final dos alunos no ensino secundário
Em Coimbra, numa reunião tida com as Direções das escolas, a propósito do despacho sobe a organização do ano letivo, o Diretor Geral de Educação e a adjunta do Ministro reafirmou, verbal e formalmente, a intenção do Ministério de Educação em terminar com a classificação da disciplina de Educação Física para o cálculo da média final dos alunos no ensino secundário.
segunda-feira, junho 11, 2012
E a coisa tem tendência a agravar-se
Investigadores do ISPA inquiriram oitocentos professores e chegaram à conclusão que metade dos professores portugueses sofre de stress, ansiedade e exaustão. A indisciplina e o desinteresse dos alunos, o excesso de carga letiva e a extrema burocracia nas escolas são os principais motivos apresentados.
domingo, junho 10, 2012
Façam-nos esse favor
Manuel Esperança, presidente do Conselho de Escolas, ameaça com o fim deste orgão farto que está deste governo ignorar os diretores.
Alguma vez esta gente se preocupou com a escola ou os professores? Nunca. Apenas se representam a si próprios e em defender os seus interesses. Sendo assim, eram um favor que nos faziam caso o orgão fosse extinguido.
quinta-feira, junho 07, 2012
Revisão do Estatuto do Aluno prevê multas para pais incumpridores que podem ir até 79 euros
"Multas para os pais com filhos faltosos que vão até 79 euros, vítimas com direito a solicitar a transferência de turma do agressor ou prazos de suspensão alargados são algumas das novidades que constam na proposta de lei do Estatuto do Aluno e Ética Escolar ontem entregue no parlamento. A partir do próximo ano lectivo, professores ou alunos vítimas de agressão “física ou moral” de outro aluno podem solicitar ao director que este seja transferido para outra turma. Para isso é preciso que o agressor já tenha cumprido uma suspensão superior a oito dias e que o seu regresso provoque um “grave constrangimento aos ofendidos” ou então perturbem a convivência escolar.
O director só pode recusar o pedido quando não há na escola ou no agrupamento outra turma com a mesma disciplina ou quando a transferência implica “grave prejuízo para o percurso formativo” do aluno agressor. Outra novidade do diploma, que será debatido na Assembleia da República a 6 de Julho, é que os alunos com mais de 18 anos voltam a poder ser expulsos da escola, ficando impedidos de regressar nos dois anos lectivos seguintes. A sanção, que tinha sido eliminada em 2008, é decidida pelo director-geral da educação e só poderá ser adoptada como último recurso. Nesta proposta, os prazos para suspender os alunos também crescem. O director pode suspender preventivamente o aluno durante três dias sem recorrer a um processo disciplinar. Actualmente o limite não ultrapassa um dia. O prazo máximo da suspensão, após o processo disciplinar sobe de dez para 12 dias e é decidido pelo director que define também um plano de actividades para o aluno. No caso de danos materiais, o director pode ainda determinar a obrigação do aluno em reparar o material ou indemnizar a escola.
Os pais passam a ser responsabilizados pelas faltas e pelo comportamento dos filhos. O incumprimento “consciente e reiterado” desses deveres dá origem a coimas a variar entre os 13 e os 79 euros. Os valores correspondem ao valor máximo definido para o escalão B do ano ou ciclo de escolaridade para adquirir manuais escolares. Tratando-se de pais cujos filhos recebem já apoios de acção social, em vez de coimas pode ser determinada o corte desses apoios ou a sua restituição. O estatuto obriga ainda as escolas a comunicar à comissão de protecção de crianças ou ao Ministério Público, podendo os pais ter de frequentar programas de educação parental ou enfrentar intervenções “relacionadas com o desempenho do exercício do poder paternal”.
Jornal i
terça-feira, junho 05, 2012
sábado, junho 02, 2012
Entrevista de João Dias da Silva (FNE) ao Correio da Manhã
Correio da Manhã – Como comenta esta proposta de lei, que reforça a responsabilização das famílias em caso de incumprimento dos deveres dos alunos?
João Dias da Silva – Sublinho que se trata só de uma proposta, que cria agora uma responsabilidade da Comissão de Educação da Assembleia da República para ouvir as associações de professores, de pais e de alunos. É um documento de partida e não de chegada e esperemos que haja disponibilidade para ouvir da parte dos grupos parlamentares, mesmo os que constituem a maioria.
– Concorda com a redução dos apoios sociais das famílias cujos filhos não cumprem os deveres na escola?
– A escola tem de ser entendida como uma responsabilidade e não como algo que apetece. Ser assíduo às aulas não tem só a ver com o aluno, a responsabilidade também é das famílias. Se as aulas começam às 08h00, mas o pai e a mãe gostam de se levantar tarde têm de ser responsabilizados.
– Quer dizer que concorda com a redução dos apoios?
– A lei é cega e por vezes fecha os olhos a realidades. Em princípio posso concordar, mas a escola deve ter soluções alternativas se o contexto o justificar, particularmente na situação actual de crise que vivemos.
– O fim dos planos individuais de trabalho para alunos que passam o limite de faltas é uma boa medida?
– Sim. Os professores é que eram castigados com os planos de recuperação e acho bem que sejam substituídos por outras formas em que os alunos e famílias sintam os efeitos da sua irresponsabilidade. Mas temos de ver a relação entre impacto das faltas e aproveitamento escolar. Pode-se faltar e ter sucesso e faltar e não ter sucesso.
sexta-feira, junho 01, 2012
O novo Estatuto do Aluno
Sem que os alunos possam reprovar por faltas tudo ficará como dantes. Quem pensar o contrário está redondamente enganado.
quarta-feira, maio 30, 2012
domingo, maio 27, 2012
sexta-feira, maio 25, 2012
quinta-feira, maio 24, 2012
Ide trabalhar, malandros
"O Governo soube através do INE que anda por aí um milhão de
madraços sem trabalhar e decidiu dar-lhes que fazer. A boa nova foi levada à AR
pelo secretário de Estado da Administração Interna, que anunciou que o seu
ministério e os da Economia e Agricultura estão a ultimar um protocolo que visa
pôr os desempregados a aproveitar a sua "oportunidade de mudar de vida"
iniciando uma promissora carreira no sector da prevenção de fogos florestais.
Assim ocuparão os tempos livres em vez de (a ociosidade é mãe de todos os
vícios) os ocuparem a pensar.
O programa (que abrange ainda os beneficiários de RSI) prevê que os
desempregados se encarreguem da vigilância e limpeza das florestas que os seus
proprietários, Estado e privados, não limparam e de... funções de ordenamento do
território e gestão do combustível existente.
O subsídio de desemprego é, para o Governo, uma esmola que dá aos
desempregados e não uma prestação a que estes têm direito por terem, ao longo da
vida profissional, confiado todos os meses ao Estado uma parte do salário para
esse e outros fins.
A coisa será, até ver, numa "base voluntária". E, posto que na lista dos
ministérios falta o das Finanças, não custa a crer que também numa "base
gratuita". Já que os desempregados (como os reformados, que provavelmente se
seguirão) recebem esmola do Estado, que se mostrem agradecidos".
Manuel António Pina
JN
quarta-feira, maio 23, 2012
A dislexia das crianças e a dislexia dos que mandam - crónica de Santana Castilho
"1. O júri nacional de exames (JNE) recusou que a uma aluna de 14 anos fosse lido o enunciado do exame a que se submetia, obrigatoriamente. A aluna é disléxica. A leitura era prática seguida há anos. Aparentemente, a questão resume-se a saber se a um aluno disléxico devem ou não ser lidos os enunciados dos exames. O JNE diz que não. Os especialistas dizem que sim, pelo menos em casos determinados, dependendo da dificuldade do aluno. No caso em apreço, a escola da aluna recomendou a leitura. A terapeuta que a assiste também, aliás secundada pela respectiva direcção regional. Alega o JNE que os alunos disléxicos têm uma tolerância de 30 minutos relativamente ao tempo de duração das provas e são classificados segundo regras concebidas para que as suas limitações não se reflictam no resultado final. O JNE invoca uma generalização de abusos quanto a condições especiais, que se tornaram regra para alunos disléxicos. Da literatura disponível sobre a matéria inferem-se factos, a saber: a dislexia é uma limitação do foro neurológico, com diferentes graus de gravidade; uma dislexia moderada pode dispensar a leitura do enunciado dos exames, mas uma dislexia severa não; assim, alguns disléxicos podem cognitivamente dominar um saber e prová-lo se interrogados oralmente, embora não consigam entender ou sequer ler a pergunta, se esta for formulada por escrito. Num exame de Matemática, por exemplo, mede-se um conhecimento específico que um aluno pode deter em grau máximo, apesar da sua dislexia severa. Mas não o conseguirá provar se as questões estiverem escritas. Num exame de Português, o mesmo aluno pode ter uma fina capacidade de interpretar um texto complexo que lhe seja lido. Mas não entenderá coisa alguma se for obrigado a lê-lo. Pode o Estado certificar proficiência em leitura a um aluno com uma dislexia severa? Não. Mas não pode deixar que a limitação do aluno se reflicta noutras áreas do conhecimento, somando à respeitável penalização da natureza humana com que aquele aluno nasceu, outra penalização, desta feita nada respeitável. Porque entre o tempo em que se fechavam em galinheiros crianças deficientes e hoje houve um percurso, embora a tónica esteja agora posta em retrocessos a que chamam progressos. Não é redundante, por isso, recordar a alguns disléxicos que mandam que estão para breve mais exames a que se submeterão mais alunos disléxicos, com níveis de conhecimento que nunca poderão demonstrar se os econometristas da moda persistirem em confundir velocidade com toucinho, uma recorrente dislexia política dos tempos que correm..2. Passos Coelho e Miguel Relvas, que se saiba, não são disléxicos, por via neurológica. Mas dão sinais preocupantes de dislexia política. As afirmações do primeiro sobre a ventura feliz que o desemprego constitui, demonstraram uma profunda incapacidade de leitura do drama social dos portugueses desempregados. E a censura cínica que lhes dirigiu por preferirem ser assalariados a “empreendedores” (ele que, no curto tempo em que desempenhou alguma actividade produtiva se acolheu prudentemente ao Estado e a Ângelo Correia) mostra que não sabe, também, ler dados estatísticos. É que, se por um lado Portugal é o quarto país da OCDE que mais empresários tem, por outro, três quartos das empresas criadas ficam insolventes nos primeiros anos de actividade. Se esta dislexia for recuperável, perceberá um dia, tarde, que as causas do desastre, a que ele chama sorte, são outras. Começando por ele e pelo seu pensamento fundamentalista, socialmente darwinista.Quanto ao homem do avental, ele que ousa dissertar sobre “jornalismo interpretativo”, acometido que parece de dislexia político/comunicacional (que generoso estou, não falando de pulsões chantagistas), avanço propostas terapêuticas para a interpretação do “texto”, que qualquer assessor lhe pode ler:- Diga, em adenda à carta que dirigiu à Entidade Reguladora para a Comunicação Social, se sim ou não ameaçou a jornalista Maria José Oliveira com a publicação de dados sobre a sua (dela) vida privada.- Diga, do mesmo passo, como saneia uma aparente contradição, quando depois de garantir que conheceu o ex-espião Jorge Silva Carvalho depois de Março de 2010, referiu na Assembleia da República ter dele recebido um “clipping” reportando uma visita de Bush ocorrida … em 2007. Esclareça se era habitual Silva Carvalho fazer “remakes” do “Canal História”, via SMS.Claro está que isto é retórica de escriba. De escriba que expôs ao ministro Relvas, acabado de empossar, uma estranha “dislexia”, que continua por tratar ou explicar. Ainda os casos Nuno Simas e Pedro Rosa Mendes vinham longe".
segunda-feira, maio 21, 2012
E lá foram 1800 milhões para o lixo
A maior parte dos adultos que conseguiram uma certificação escolar através do programa Novas Oportunidades não ficou, por isso, com mais probabilidades de encontrar um emprego ou, caso já o tivesse, de obter uma melhor remuneração, conclui uma avaliação da iniciativa, que foi um dos emblemas dos executivos de José Sócrates.
domingo, maio 20, 2012
sábado, maio 19, 2012
Mentirosos
Para fundamentar a criação dos mega e giga agrupamentos, o Governo socorre-se de algumas mentiras que vale a pena citar:
- "As agregações agora efetuadas permitem reforçar o projeto educativo e a qualidade pedagógica das escolas, através da articulação dos diversos níveis de ensino, do pré-escolar ao secundário".
- "Facilitam o trabalho dos professores, que podem contar com o apoio de colegas de outros níveis de ensino, e ajudam a superar o isolamento de algumas escolas".
sexta-feira, maio 18, 2012
Não ponham mão nisto, não...
"Alunos da escola Professor Ruy Luís Gomes, no Laranjeiro, em Almada, entraram ontem de manhã com facas nas mochilas, dispostos a um ajuste de contas com o membro de um grupo rival. O alvo já estava traçado – era C.C., 16 anos – e no intervalo o grupo executou o plano.
O jovem foi agredido a murro e pontapé e esfaqueado na zona dos rins, estendendo-se depois a confusão a um grupo generalizado. Mais de 40 alunos acabaram à pancada.
Os cinco envolvidos no esfaqueamento já estão identificados pela PSP, mas ainda não foram localizados.
As agressões, que começaram na zona do pavilhão da escola, acabaram com os jovens a agredirem-se no meio da avenida onde fica o estabelecimento de ensino.
"Os que tinham facas utilizaram-nas, os que não tinham usaram as pedras da calçada", disse ao CM o aluno Rodrigo. A direcção da escola não presta declarações. Segundo fonte da PSP, os dois grupos rivais já se tinham envolvido em agressões na quarta-feira à tarde. "Isto foi um verdadeiro terror, toda a gente a fugir e a gritar na escola", disse a aluna Noemie. Os pais dos alunos ficaram em choque com o sucedido".
CM
quinta-feira, maio 17, 2012
Mobilidade geral na função pública terá como limite 60 km
Mobilidade geral só para serviços até 60 km de casa e o Estado pagará parte das deslocações.
domingo, maio 13, 2012
Canalhice pura
"Estar desempregado é uma boa oportunidade para mudar de vida", palavras de Passos Coelho.
Se assim é, aconselho o nosso primeiro-ministro a desempregar-se e a juntar-se às filas nos Centros de Emprego. Talvez um emprego na construção civil lhe aclarasse as ideias.
quinta-feira, maio 10, 2012
Nuno Crato está-se a revelar uma enorme desilusão
Interpelado na Assembleia da República sobre a trapalhada que se verifica na constituição dos agrupamentos escolares, o ministro da educação sai-se com está pérola:" Destinam-se a reforçar a coerência do projeto educativo e a qualidade pedagógica". Já pouco falta para Nuno Crato se equivaler às anteriores ministras de má memória que nos últimos anos lideraram a pasta da Educação.
segunda-feira, maio 07, 2012
Contado ninguém acredita
O Ministério prepara agrupamento em Mafra com 9 mil alunos. Já agora porque não um só agrupamento por cada distrito?
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