quarta-feira, agosto 29, 2012

Ministério da Educação prepara novos cursos

O Ministério da Educação admitiu esta quarta-feira estar a preparar novas ofertas de ensino, entre as quais cursos de ensino vocacional, que poderão ser frequentados por opção, dos alunos ou encarregados de educação, ou como resultado do desempenho escolar.
Numa nota enviada pelo Ministério da Educação e Ciência, a equipa do ministro Nuno Crato explica que a intenção é "atualizar e adaptar o ensino a todos os públicos".
O ministério adianta ainda que os novos cursos pretendem "garantir uma igualdade efetiva de oportunidades, consagrando alternativas mais adequadas e mais adaptadas, que preparem os jovens para a vida, dotando-os de ferramentas que lhes permitam enfrentar os desafios do mercado de trabalho".

terça-feira, agosto 21, 2012

Nuno Crato quer que metade dos alunos inscritos no ensino obrigatório optem pelo ensino profissional

"O Governo pretende que cerca de 50 por cento dos jovens inscritos no ensino obrigatório, ou seja no 10.º ano de escolaridade, optem pelo ensino profissional "ainda este ano".
"Os nossos planos são chegar a 50 por cento ainda este ano, do ensino secundário", ou seja, "o nosso objectivo é que os jovens escolham as suas carreiras, mas pensamos que chegar aos 50 por cento na parte da escolaridade obrigatória no ensino profissional é um objectivo que faz sentido para o país", declarou o ministro da Educação e Ensino Superior, Nuno Crato, no final de uma reunião com os parceiros sociais.
Nuno Crato mencionou que "há novos cursos já este ano", tendo o ministério incentivado "a abertura dos cursos tendo em conta a capacidade das escolas para oferecerem esses cursos com qualidade".
Um segundo critério tido em conta pelo Executivo é "a empregabilidade dos cursos", disse o ministro da tutela, acrescentando que os jovens terão à sua disposição "áreas muito variáveis" direccionadas para sectores como o comércio, bens transaccionáveis, turismo, restauração e indústria".
CM 

segunda-feira, agosto 20, 2012

E em Setembro o número ainda irá ser maior

O número de professores do ensino secundário, superior e profissões similares inscritos nos centros de emprego mais do que duplicou em Julho, em relação ao período homólogo, sendo o grupo com o aumento mais significativo.
De acordo com a informação mensal publicada pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), no final de Julho havia 10.221 inscritos nos centros de emprego deste grupo profissional, um acréscimo de 101,4 por cento, face ao ano passado.

quinta-feira, agosto 16, 2012

Caminha-se para a "chinenização" no mercado de trabalho em Portugal

O emprego está a diminuir no País, mas o mesmo não acontece com os horários de trabalho, que têm vindo a crescer. Cerca de um quarto dos trabalhadores diz ter semanas de trabalho mais longas.
Desde o início de 2011 até ao final do primeiro semestre de 2012, foi registada uma subida de 5,9 por cento, num total de quase 1,1 milhões de pessoas (cerca de 25 por cento dos empregados).
O número dos empregados que declaram ter uma semana de trabalho entre 36 e 40 horas é 8,1 por cento menor, comparativamente ao início de 2011.
Por outro lado, o número dos que declaram trabalhar até 10 horas semanais é 1,7 por cento maior desde junho de 2011.

segunda-feira, agosto 13, 2012

Professores com horários zero serão empurrados para os quadros de mobilidade especial

Isto foi dito pelo secretário de estado, João Casanova, numa reunião com diretores de escolas da região centro. Se será já no ano letivo 2013/2014, é uma questão que ainda não está decidida. Um coisa é certa, o presságio vai cumprir-se: iremos assistir ao maior despedimento coletivo de professores de que há memória.

Reformas de deputados despachadas em menos de um mês

Caixa Geral de Aposentações tem dois pesos e duas medidas. Enquanto há quem espere um ano para se poder reformar, outros reformam-se logo.
O "jornal i" escreve que afinal há portugueses de primeira e portugueses de segunda. Numa altura em que a Caixa Geral de Aposentações está a levar mais de um ano a despachar as reformas, há um pequeno grupo de políticos que teve as suas reformas despachadas em menos de um mês.
Por exemplo, Jaime Gama, antigo presidente da Assembleia da República, enviou para a CGA o requerimento da sua pensão a 9 de Maio de 2011 e foi despachada a 20 de Junho do mesmo ano.
Maria do Rosário Boléo requereu a reforma a 11 de Outubro de 2010 e viu-a ser despachada a 29 do mês seguinte, Teresa Xardoné, entrou com o pedido a 14 de Agosto de 2009 e viu ser-lhe atribuída a aposentação a 18 de Novembro do mesmo ano, ou Jorge Strecht Ribeiro, que entrou com os papéis a 25 de Maio de 2011 e foi reformado a 15 de Setembro de 2011, são alguns dos exemplos, entre muitos outros, de deputados que conseguiram ver despachados os seus pedidos de reforma em menos de um mês.

quarta-feira, agosto 08, 2012

Ou há moral ou comem todos

"Não sei se este nono lugar me dá equivalência a alguma disciplina de fisiologia do desporto ou alguma coisa. Caso não dê, vou ter mesmo de voltar a estudar", palavras de João Silva, estudante de Medicina, após a sua prova de triatlo, nos Jogos Olímpicos, onde alcançou o 9º lugar.

segunda-feira, agosto 06, 2012

Campanha de intoxicação da opinião pública para justificar o despedimento de professores do quadro

"O ministério de Nuno Crato poderá gastar mais de 310 milhões com os salários dos 13.306 docentes sem horário.
O universo de 13.306 professores que neste momento estão com horário zero - sem horário lectivo atribuído - representa mais de 310,8 milhões de euros em salários brutos anuais para o Estado. Caso estes docentes não venham a ter um horário atribuído a 31 de Agosto, é esse o valor que a tutela de Nuno Crato vai pagar em remunerações, durante um ano, a professores que não estão a dar aulas".

Diário Económico

sexta-feira, agosto 03, 2012

Nenhum professor do quadro vai ficar de fora

Apesar dos mais de 13 mil professores do quadro que estão sem horário para o ano letivo de 2012/2013, o ministro da Educação e Ciência garante que «nenhum será deixado de fora nem deixará de ser necessário ao sistema educativo».

«Estamos a meio de um processo que vai sendo pouco a pouco completado. Todos os professores do quadro vão contribuir para o sistema», assegura Nuno Crato. Há, portanto, lugar e trabalho para todos. Mas o que vão então fazer os professores que estão, neste momento, no chamado horário zero? Irão, no fundo, servir de apoio aos docentes com horário, continuando a ter parte ativa no sistema de ensino e na formação dos mais jovens.

«Vão dar aulas, vão coadjuvar os colegas e vão também dar apoio aos alunos», contribuindo para o combate ao insucesso e abandono escolar, explicou Nuno Crato.

São 13.306 os professores que, a este ponto, estão sem horário para o próximo ano letivo e sujeitos a concurso de mobilidade interna, segundo os dados do Ministério da Educação e Ciência.
 

quarta-feira, agosto 01, 2012

Mais de 15.000 professores com horário zero

Lista provisória de retirados - Mobilidade interna
Listas provisórias de admissão-ordenação - Mobilidade interna
Lista provisória de exclusão - Mobilidade interna

O Tirano - crónica de Santana Castilho

"Para quem se tenha esquecido, recordo que o concurso nacional de professores já foi um processo administrativo estabilizado e que não provocava conflitos. Políticas incompetentes e recentes inovações sem sentido, de vários donos, encarregaram-se, porém, de recuperar desastres de tempos idos. Mas a taça leva-a Nuno Crato, o tirano. Tanta ignorância, técnica e política, tamanha crueldade moral exercida sobre os docentes, surpreendem os mais treinados. Ontem, terminou o prazo para os novos escravos concorrerem. Terão sido mais de 40 mil, que aguentaram horas e horas de atalaia a uma aplicação informática que lhes fazia continuadamente o que os professores, desunidos, já deviam ter feito ao tirano: um continuado manguito. Servidor em baixo no fim de cada tempo infindo a meter códigos de fazer inveja a Sísifo e babar Kafka, foi a regra. Aceder à coisa, depois de horas de martírio, foi uma lotaria. Até a lei o tirano mudou, depois do concurso começado. Abriu com uma e terminou com outra, sem que o arbítrio tenha provocado mais que incómodos suportados. O que se passa com uma classe inteira, que assim é espezinhada e não consegue pôr cobro a tamanha sucessão de nunca vistos, resta campo para investigação futura.
Primeiro, sem que se conhecessem os créditos atribuídos às escolas, sem que as matrículas estivessem terminadas e as turmas constituídas, o tirano obrigou os directores das “unidades orgânicas” (escola é vocábulo em vias de proscrição) a determinarem e comunicarem o número de “horários zero” para 2012-2013, sob ameaça de procedimento disciplinar. Milhares e milhares de descartáveis docentes, com dezenas de anos de serviço público desalmadamente ignorado, fizeram fila para o concurso crematório da dignidade mínima. Kapos, de reacção capada pela servidão a que o poleiro obriga, e classe inteira vergada pelo medo e desorientada pela surpresa, obedeceram. Foi a uma sexta-feira, simbolicamente 13. Mas na semana seguinte, qual Nero arrependido, o tirano mandou recuperar o que antes havia incendiado, ordenando a indicação mínima possível de horários zero e permitindo tudo o que antes proibira. Dos números, disse que não estavam “consolidados” e guardou-os na mesma gaveta onde há muito arrumou o rigor de outrora.
A dança macabra foi temporariamente (sublinho temporariamente) adoçada com um empreendedorismo inventivo de recurso: “apoios” de todo o tipo, “coadjuvações” de várias estirpes, combate ao insucesso, patati-patatá, rebéu-béu, pisca-pisca, “cratês” onde havia “eduquês”. Não o tratem que ele vos tratará, orçamento de 2013 a obrigar, volta ao texto do Tribunal Constitucional a justificar, Portas a satisfazer. Ou julgam que o tirocínio na Comissão Permanente do Conselho Nacional da UDP não foi útil? Qualquer tirano sabe que, vendido o inferno ardente, o purgatório passa por paraíso.
Por que invoco aqui Portas? Porque é dele esta recente frase assassina, que Crato subscreverá com entusiasmo: «Temos de saber e entender que, se o problema de Portugal é défice do Estado, não é justo pretender que o sector privado tenha a mesma responsabilidade de ajudar.» Professores e demais funcionários públicos têm que fazer engolir a ambos a hipocrisia do argumento. Porque o que se gasta com hospitais, escolas, tribunais e tudo o que é público serve a todos, independentemente do sector em que trabalham; porque os 8 mil milhões que se sublimaram sem rasto na canalhice do BPN foram pagos por todos, embora, esses sim, só dissessem respeito a privados, pouquíssimos privados.
Teremos para o ano professores imersos em trabalho, com uma dúzia de turmas a seu cargo, coexistindo com colegas com uma só turma e resto do horário preenchido por “apoios”. As interpretações locais, casuísticas, do que dizem as normas sem norma sobre o que é lectivo e não lectivo, ampliarão a confusão e a nova injustiça, que se soma a tantas outras acumuladas em passado recente.
Nenhuma circunstância permite a um político maltratar pessoas. Mas Nuno Crato ofendeu a dignidade profissional de milhares de professores. Fez sofrer inutilmente as suas famílias. Ultrajou o trabalho dos que preparavam o ano-lectivo. Tratou grosseiramente o interesse da escola pública, dos pais e das crianças. As duas últimas semanas foram devastadoras e trouxeram-nos uma prática governativa mais perversa e iníqua que a pior do pior tempo de Maria de Lurdes Rodrigues.
A seriedade intelectual de Nuno Crato em matéria de Educação implodiu definitivamente. Falo da seriedade transmitida nas intervenções públicas que precederam a corrida ao cargo e da seriedade apreendida por quem se deixou enganar pelo seu discurso farsola. Não falo de seriedade intelectual intrínseca, que, essa, nunca existiu. Demonstra-o a curta história do seu ministério".

Notas dos exames desceram na 2ª fase

Ver aqui.

terça-feira, julho 31, 2012

Parcerias, alto lá!

"As parcerias público-privadas (PPP) estão a arruinar as finanças do estado. Passos Coelho prometeu travar este descalabro, mas, ao fim de um ano de governação, não se vislumbra qual a sua estratégia nesta matéria. A defesa do interesse colectivo obriga a uma acção incisiva e urgente, que comece por suspender de imediato todo e qualquer pagamento aos concessionários de PPP. De seguida, há que resgatar o estado destes negócios ruinosos.
Antes de mais, proceda-se à verificação da legalidade dos acordos de parceria celebrados. Alguns não terão mesmo qualquer validade, a fazer fé nas palavras do presidente do Tribunal de Contas, que diz ter sido ludibriado pelo governo de Sócrates, através da ocultação de contratos. Ora, como é sabido, contratos públicos nunca podem ser secretos. Não tendo o visto do Tribunal competente, são nulos e não vinculam quaisquer compromissos financeiros por parte do Estado.
Relativamente aos contratos juridicamente válidos, há que proceder à sua apreciação em termos económico-financeiros, tarefa aliás bem simples. Para cada caso, bastará determinar o valor actualizado do contrato e compará-lo com o que resulte de uma avaliação independente da infra-estrutura a que diz respeito. A partir daqui, uma vez quantificado o prejuízo infligido ao erário público, o governo dispõe de três opções.
A primeira consiste numa renegociação que coloque os níveis de rentabilidade dos investimentos na ordem dos seis ou sete por cento e rejeite os valores de agiotagem em vigor, que representam o dobro ou o triplo.
Uma segunda possibilidade seria a expropriação por utilidade pública dos equipamentos, calculando-se o montante da indemnização em função da avaliação independente referida. As rendas a pagar aos financiadores da operação seriam muito menores do que as que hoje são extorquidas pelos concessionários. Há ainda uma terceira opção, que se resume à ampliação dos prazos de cada contrato. Neste modelo, os privados deverão partilhar, equitativamente, as receitas das concessões com o estado, que, desta forma, passaria a receber rendas, em vez de pagar.
Este processo negocial tarda. Já não se aguenta mais esta ruinosa inacção do governo, nem se tolera a sua vil submissão face aos detentores das PPP".

Paulo Morais
CM

segunda-feira, julho 30, 2012

Constituição a pedido

"O presidente do BPI, Fernando Ulrich, já classificara a decisão do TC que confirmou a inconstitucionalidade dos confiscos dos subsídios de férias e Natal a funcionários públicos e pensionistas de "negativa", "perigosa" e "inaceitável". Agora é o presidente do BCP, Nuno Amado, a clamar que foi "uma decisão muitíssimo infeliz".
A banca (falta conhecer a opinião de Ricardo Salgado, do omnipresente BES, para o ramalhete ficar completo) não só tem enormes responsabilidades na crise como tem sido beneficiária da maior parte dos sacrifícios que, a pretexto dela, vêm sendo impostos aos portugueses. Mas a banca quer mais do que o seu financiamento com a "ajuda" que a 'troika' cobra ao país em desemprego, fome e miséria ou do que a destruição do SNS que alimenta os seus negócios na Saúde, a banca quer também uma Constituição "sua", já que a Constituição da República se revela, pelos vistos, "negativa", "perigosa", "inaceitável" e "muitíssimo infeliz" para os seus interesses.
Nem Ulrich nem Amado o escondem: "É premente alguma revisão da Constituição" (Amado), e a decisão do TC pode "justificar a discussão de uma revisão constitucional, o que até seria positivo" (Ulrich).
Numa democracia que cumprisse os serviços mínimos, os desejos de dois banqueiros valeriam apenas dois votos. Não tardará que vejamos quanto valem num regime do género "que se lixem as eleições".

Manuel António Pina
JN

sábado, julho 28, 2012

Nuno Crato em entrevista à RTP

Continua o assalto aos funcionários públicos

Os funcionários públicos vão ser mais penalizados do que os trabalhadores do privado.
Apesar da decisão do Tribunal Constitucional, o Governo considera que equidade não significa tratar todos por igual e entende que a austeridade deve recair mais sobre os trabalhadores do Estado.
«Equidade não significa ser igual. Vamos continuar a tratar de forma diferente o que é diferente e a equidade é isso mesmo», segundo a explicação dada por um membro do Governo ao semanário, lembrando que os funcionários públicos estão mais protegidos no que toca ao salário, emprego e sistema de saúde.
O Executivo de Passos Coelho vai ter que encontrar medidas alternativas que permitam tapar o buraco de 2 mil milhões deixado pela suspensão no corte dos subsídios.
Em relação aos trabalhadores do Estado, o Governo pode cortar mais nos salários, despedir ou pagar os subsídios em títulos de dívida.

Nuno Crato admite rever horários zero

"O ministro da Educação, Nuno Crato, vai analisar três propostas ontem apresentadas pelos dirigentes da Federação Nacional de Professores (Fenprof). O primeiro aspecto que poderá levar a uma cedência do Governo é permitir aos 18 mil professores que deverão ficar colocados com horário-zero a possibilidade de darem aulas um mínimo de seis horas por semana.
Mário Nogueira, secretário--geral da Fenprof, referiu que Nuno Crato vai analisar também neste ano lectivo a possibilidade de vinculação extraordinária de professores. A medida que garante a um professor ficar efectivo tinha já sido admitida por Nuno Crato na Assembleia da República.
O ministro da Educação garantiu também que vai analisar o pagamento da compensação por caducidade aos professores, a exemplo do que acontece com os restantes trabalhadores, sempre que a entidade patronal decida colocar fim ao contrato.
A Fenprof contesta a política que visa reduzir o número de professores – e que poderá levar ao despedimento de 20 mil contratados. A Fenprof associa aredução de professores com a menor qualidade de ensino. Recorde-se que em Junho havia 7432 professores desempregados, quase o triplo dos 2963 em igual período de 2011. A análise aos resultados dos exames nacionais levou, de manhã, o ministro Nuno Crato a reunir-se em Cascais com o Conselho das Escolas. À saída, o ministroapenas referiu que o encontro pretendia "agilizar a relaçãoentre as escolas e o ministério".

CM

sexta-feira, julho 27, 2012

Adiar o problema por um ano

Os representantes das duas associações de directores de escolas do país calculam que nesta quinta-feira tenham sido retirados "milhares" de professores do concurso para Destacamento por Ausência de Componente Lectiva (DACL). Mas, apesar de aliviados com a redução dos chamados horários zero, não estão satisfeitos. Dizem que o processo criou desigualdades e "esgotou" professores e directores.

quarta-feira, julho 25, 2012

MEC está a brincar com os professores contratados

"A Direcção-Geral da Administração Escolar reconheceu esta quarta-feira “a existência de uma anomalia” na aplicação informática disponibilizada para o concurso de cerca de 40 mil professores contratados.                           
Através de uma nota informativa, avisa que, na sequência disso, irá contactar todos os docentes que submeteram as candidaturas entre segunda-feira e as 9h16 de hoje, “com vista à eventual revalidação das suas preferências e subsequente submissão”.
A nota foi colocada na página da internet da DGAE esta manhã, mais de doze horas depois de o Ministério da Educação e Ciência ter admitido que, devido à lentidão da aplicação, o prazo para as candidaturas seria alargado de sexta para terça-feira, 31 de Julho.
Agora, a DGAE vem confirmar aquilo que dirigentes de sindicatos também têm vindo a denunciar - a existência de uma anomalia que “poderá ter impedido alguns candidatos de registarem a totalidade das suas preferências”.

Público

terça-feira, julho 24, 2012

A incompetência tomou conta do MEC

Para além de não permitir que se concorra a nível nacional em todas as modalidades de horário, a aplicação informática disponibilizada pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC) para a "manifestação de preferências" por parte dos professores contratados está “constantemente bloqueada ou a bloquear”, lançando “o caos e o desespero entre os docentes”, denunciou esta terça-feira João Paulo Silva, dirigente do Sindicato dos Professores do Norte (SPN/

Público

És um cromo, ó Albino!

Correio da Manhã – Segundo um estudo da Universidade do Porto, os alunos das escolas privadas têm notas mais altas e são beneficiados no acesso à universidade. Como comenta?
Albino Almeida – Este estudo vem confirmar uma noção empírica que existe entre os pais. No ensino privado, os conselhos de turma valorizam o que consideram ser o projecto de vida do aluno em relação ao ensino universitário.
– De que forma é que isso se manifesta?
– Por exemplo, no privado a nota de Educação Física não mata a média dos alunos, como acontece na escola pública. Daí que o Governo tenha decidido retirar esta disciplina da contagem para a média.
– O que deve ser feito para acabar com esta vantagem dos alunos do privado?
– É preciso, rapidamente, que o Ministério da Educação reduza o peso da média final do Secundário e que sejam as universidades a elaborar as provas de acesso em função do que pretendem.

segunda-feira, julho 23, 2012

Nada que já não se soubesse

"Uma equipa de investigadores da Universidade do Porto esteve a analisar as bases de dados dos exames nacionais do ensino secundário, que são a matéria-prima para a elaboração dos rankings das escolas, e concluiu que os alunos das escolas particulares têm sido favorecidos por comparação com os que frequentam o ensino público.
Esta conclusão tem por base a diferença entre a média que os alunos obtêm nas provas nacionais (classificação externa) e aquela que lhes é atribuída nas suas escolas de origem (classificação interna), dados que também estão disponíveis nas bases de dados dos exames. Depois de compararem os dados existentes entre 2002 e 2010, os investigadores Tiago Neves, João Pereira e Gil Nata verificaram que estes mostram "que de forma sistemática existe um padrão de diferença entre a classificação interna e a classificação externa que tem favorecido os estudantes das escolas privadas", explicaram ao PÚBLICO. "Este facto é particularmente acentuado nas classificações onde mais se joga o acesso ao ensino superior", sublinham".

Público

O desemprego dos professores

"Vai por aí um enorme choradinho sobre o facto de, em 2012/1013, o Ministério da Educação ir contratar menos professores. E por muitos professores do quadro irem ficar sem turmas. Acusam-se os mega-agrupamentos, a revisão curricular e o tamanho das turmas, como se medidas destinadas a gerir melhor os recursos humanos não fossem necessárias, como se o dever do Estado fosse arranjar emprego para os professores e não utilizar da melhor forma o dinheiro dos nossos impostos.
Ninguém refere um dado essencial: há menos alunos nas nossas escolas. Há menos alunos porque os portugueses há muitos anos que deixaram de ter muitos filhos. No ensino básico, por exemplo, em 1985 havia 1.487.600 alunos no ensino público regular, em 2011 já só eram 932.297. Nos cursos gerais do ensino secundário o pico foi atingido em 1996, com um total de 272.951 alunos, mas em 2010 já só eram 175.658.
Em contrapartida, o número de professores esteve sempre a crescer até 2005 e, de então para cá, só desceu marginalmente. Resultado: fazendo umas contas grosseiras sobre o rácio alunos/professores, que era de 15 para 1 no início da década de 1980, verifica-se que foi descendo sempre, passando a 12 para 1 no início da década de 1990, 9 para 1 na viragem do século e chegando ao mínimo de 7,72 para 1 no último ano para que há dados, 2010.
Poderá alguém explicar aos sindicatos dos professores e aos senhores jornalistas que, com menos alunos nas escolas porque há menos portugueses em idade escolar (uma escolha dos portugueses que têm menos filhos, não de nenhum governo), necessariamente haverá menos postos de trabalho para professores?"

José Manuel Fernandes
http://blasfemias.net/2012/07/22/o-desemprego-dos-professores-13-2/

sábado, julho 21, 2012

O destino do país está na mão de aposentados

"O destino do país está na mão de aposentados. O presidente Cavaco Silva, a primeira figura do Estado, é reformado. A segunda personalidade na hierarquia protocolar, Assunção Esteves, é igualmente pensionista. Também nos governos nacional e regionais há ministros que recebem pensão de reforma, como Miguel Relvas ou até Alberto João Jardim. No Parlamento, há dezenas de deputados nesta situação. Mas também muitas câmaras são presididas por reformados, do Minho, ao Algarve, de Júlia Paula, em Caminha, a Macário Correia, em Faro.
É imensa a lista de políticos no activo que têm direito a uma pensão. Justificam este opulento rendimento com o facto de terem prestado serviço público ao longo de doze anos ou, em alguns casos, apenas oito. Esta explicação não convence, até porque uma parte significativa deste bando de reformados não só não prestou qualquer relevante serviço à nação como ainda utilizou os cargos públicos para criar uma rede clientelar em benefício próprio. Foi graças a esta teia que muitos enriqueceram e acederam a funções para que nunca estiveram curricularmente habilitados. A manutenção até hoje destes privilégios e prebendas é inaceitável, em particular nos tempos de crise que atravessamos. Sendo certo que a responsabilidade por este anacronismo não é de nenhum destes políticos e ex-políticos em particular - também é verdade que todos têm uma culpa partilhada por não revogarem este sistema absurdo que atribui tenças milionárias à classe que mais vem destruindo o país. Urge substituir este modelo pelo único sistema admissível que é o de que os titulares de cargos públicos, quando os abandonam, sejam indemnizados exactamente nos mesmos termos que qualquer outro trabalhador.
E que passem a reformar-se, como todos os restantes cidadãos, quando a carreira ou a idade o permita. É claro que dirigentes habituados a acumular reformas de luxo com bons salários jamais compreenderão os problemas dos que têm de viver com salários de miséria; ou sequer entenderão as dificuldades dos que sobrevivem apenas com pensões de valor ridículo. Não serão certamente estes reformados de luxo que conseguirão proceder às reformas estruturais de que Portugal tanto está a precisar."

Paulo Morais
CM