domingo, novembro 11, 2012
quarta-feira, novembro 07, 2012
"Franchising"
"O ministro da Educação assinou um acordo para importar o sistema de ensino alemão.
Apaixonado pelo que viu na Alemanha, Nuno Crato quererá promover em Portugal, decerto em regime de franchising, um sistema que, mesmo em versão original, já é mau.
Dizem os alemães que tal sistema educativo é responsável pelo grave problema de iliteracia que afeta 7,5 milhões de jovens com mais de 14 anos; mas também dizem as estatísticas do desemprego que esta chaga social atinge mais os que, tendo sido discriminados precocemente, foram, irremediavelmente, atirados para as vias profissionais.
Este franchising barato a que Crato aderiu é, contudo, coerente com o que parece ser o pensamento pós-eduquês em si centrado: crianças precocemente desviadas para percursos de menor qualidade, alunos com dificuldades de aprendizagem empurrados para vias profissionalizantes e vocacionais, alunos com deficiência devolvidos às instituições. Temos um ministro que deixa evidente o conceito de "inclusão" que impera neste governo: de pequenino se segrega o menino! Não surpreende".
Mário Nogueira
CM
domingo, novembro 04, 2012
Mudanças no ensino
"Os cursos profissionais são uma boa solução. A via da profissionalização no
ensino secundário com ligações às empresas também. O fim de licenciaturas,
mestrados e doutoramentos por falta de qualidade aplaude-se igualmente. Há,
globalmente, bons objetivos nas reformas que se estão a tentar implementar na
educação nacional. Mas é preciso cuidar e adequar os modelos à realidade
portuguesa.
Na aplicação do modelo alemão de ensino vocacional, estamos perante uma boa
via que permite injetar no mercado profissionais com qualificações intermédias,
trabalhando desde o início com empresas que deles necessitam e lhes garantam
empregos. Mas não pode ser um caminho sem retorno logo após o ensino primário:
aos dez anos (em média) é demasiado cedo para perceber as qualidades e
qualificações dos alunos; e é injusto obrigar esses mesmos alunos e os pais a
fazerem tal opção sem permitir que exista retorno; e é impensável que a solução
seja "empurrar" para esta solução os estudantes com qualificações e notas mais
baixas.
No ensino superior é grave que a Agência externa de Avaliação e Acreditação
tenha detetado falta de qualidade num quarto dos cursos que já avaliou. E que
existia a ideia de que esta média de "chumbos", que foi aplicada a 107 dos 420
cursos analisados, se mantenha no que falta avaliar das 3500 ofertas que existem
no País. O boom das universidades privadas e o valor das propinas levaram a que
o ensino superior se tivesse tornado um bom negócio. Mas nem sempre num bom
serviço. Que a peneira permita aposta na qualidade em vez da quantidade é muito
importante. Mas é preciso que as avaliações contenham critérios regionais e
financeiros e não se rejam apenas por questões técnicas".
DN
quinta-feira, novembro 01, 2012
Salários sempre a baixar
O "Correio da Manhã"
escreve que os vencimentos líquidos de milhares de portugueses vão descer
drasticamente no próximo ano. O salário médio líquido em Portugal, que não
ultrapassou os 808 euros este ano, vai cair cerca de 150 euros se o Governo não
alterar a política que definiu para o IRS no Orçamento do Estado para 2013.
Segundo as estimativas do jornal, os trabalhadores que este ano têm na folha
de vencimento um salário bruto de mil euros levam para casa cerca de 800 euros
após a retenção na fonte e os descontos para a Segurança Social. No próximo ano,
o mesmo salário bruto sofre uma redução significativa: cai para 654 euros, o que
equivale a uma perda de 146 euros.
Na prática, enquanto o trabalhadore deixa este ano 20% do seu vencimento nos
cofres do Estado, no próximo ano entrega 24,6%, mais de um terço do seu
rendimento.
quarta-feira, outubro 31, 2012
domingo, outubro 28, 2012
O cerco à "tranquilidade" de Relvas
"Façamos uma breve análise aos factos decorrentes das investigações
jornalísticas dadas à estampa esta semana e, em especial, à do jornal
"Expresso", na sequência da auditoria feita a 120 processos de licenciaturas da
Universidade Lusófona conseguidas com base nos créditos atribuídos em função do
reconhecimento da carreira profissional dos alunos. Desta avaliação da
Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) ficamos a saber que o atual
ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares foi o único estudante a ser
contemplado com 160 créditos. Mas esta é apenas uma das proezas do compagnon de
route de Pedro Passos Coelho. Relvas terá ainda recebido equivalências a
cadeiras como Teorias Políticas Contemporâneas II e Língua Portuguesa III e IV
que não existiam no ano letivo de 2006/07, quando se tornou aluno daquela
universidade privada. Na aparente embrulhada que envolve todo este processo
sabe-se também que a inscrição do agora ministro foi feita em novembro de 2006
quando a data- -limite seria agosto.
Perante esta trapalhada, o ministro da Educação, e colega de Relvas no
Executivo, não teve outra saída que não fosse a de sancionar com uma advertência
formal a Lusófona por não cumprir as recomendações da IGEC relativamente aos
processos de creditação profissional. Até porque, considera Nuno Crato, "a
dignidade de todo o labor universitário e a correspondente confiança que as
famílias, os estudantes e o país nele depositam não são consentâneos com a
morosidade na mudança de atitude quanto à clareza e rigor dos atos
universitários, designadamente no que se refere à certificação de competências
profissionais". Ou seja, por muito meritória ou legal que seja - e até desejável
em algumas circunstâncias -, a creditação profissional não pode - ou não deve -
substituir-se de forma cega à vivência universitária. E muito menos quando os
processos pecam pela falta de transparência.
É, por isso, que esperamos agora para ver o resultado prático da decisão de
Crato que, diz-se, pode levar à retirada das polémicas licenciaturas. Nada que,
aparentemente, incomode Miguel Relvas, que já se manifestou de "consciência
tranquila" relativamente a mais esta avalanche de novos dados sobre a sua
peculiar condição académica. Fez até saber que quer que tudo seja apurado quanto
às licenciaturas da Lusófona. Este será, porventura, um dos poucos pontos nos
quais os portugueses convergem com a opinião do ministro-adjunto. Não só
queremos, como o exigimos.
Com este cenário a enquadrar o fim, ontem, das jornadas parlamentares
conjuntas PSD/CDS, outra colega de Relvas no Conselho de Ministros, Paula
Teixeira da Cruz, afirmou perante os deputados da coligação governamental que "a
classe política tem que ser exemplar" porque, caso contrário, "perdemos a
legitimidade". Não sabemos que recado pretendeu passar a titular da pasta da
Justiça, mas as suas palavras foram claras: "se nós [os políticos] não formos
referências, dificilmente os portugueses aceitarão sacrifícios". Aguardemos
pelas cenas dos próximos capítulos".
Alfredo Leite
JN
terça-feira, outubro 23, 2012
Obviamente, contra
"A terem um pingo de vergonha, os deputados do PSD e do CDS terão de votar contra o Orçamento de Estado de 2013 (OE 2013). Esta é a única atitude aceitável, uma vez que se candidataram com um programa eleitoral exactamente oposto ao confisco fiscal que Vítor Gaspar pretende aplicar. O objectivo do ministro das Finanças é indisfarçável: tentar arrecadar o máximo de impostos aos cidadãos e às empresas, para, por um lado, tentar baixar o défice e, por outro, continuar a alimentar os privilégios dos poderosos que se lambuzam com os dinheiros do estado.
São estes os protegidos de Gaspar que, além de abocanharem os recursos públicos, são poupados a esta fúria fiscal. O património imobiliário dos especuladores está titulado em fundos isentos de IMI e IMT, as fundações fantasma dos milionários estão dispensadas de pagar o IMI, IRC, imposto automóvel e de circulação. E até os rendimentos de capital são tributados a níveis bem inferiores aos do trabalho.
Quanto ao resto, Gaspar tributa em tudo o que mexe. O trabalho é penalizado com o aumento de IRS, o que terá como consequência imediata o fim da classe média; Gaspar martiriza o consumo com taxas de IVA obscenas, acarretando falências em massa, em particular na área da restauração. O património habitacional é fustigado com o aumento do IMI, arruinando os orçamentos familiares dos que, de forma imprevisível, vêem os seus encargos aumentar, justamente quando os rendimentos diminuem.
Os deputados da maioria estão pois obrigados a combater este terrorismo fiscal. Os do PSD porque, em campanha eleitoral, recusaram liminarmente qualquer aumento de impostos. O caso dos parlamentares centristas é ainda mais grave, porquanto recentemente o líder do seu partido assumiu que a carga fiscal é insuportável e qualquer agravamento seria inadmissível. Se, violando o mandato que receberam do povo, os parlamentares centristas e social-democratas aprovarem o OE 2013, perceber--se-á que estes cavalheiros não dispõem de vontade própria. São assim marionetas das direcções partidárias a quem devem o mandato e, o que é mais grave, instrumentos dos intocáveis, esses malditos poderosos que se continuarão a alimentar dos despojos da nossa tortura fiscal".
Paulo Morais
CM
domingo, outubro 21, 2012
O que diz Mário Nogueira sobre a vinculação de professores contratados
Correio da Manhã – O Governo anunciou que podem concorrer à vinculação extraordinária no quadro docentes contratados com dez ou mais anos de serviço. Como comenta?
Mário Nogueira – Não esperava isto. O código de trabalho diz que o limite de contratos a termo são três anos, e há uma directiva comunitária para aplicar isto no público. Tudo vai depender das vagas que decidirem abrir; por isso até podiam exigir os três anos de serviço.
– O que fará a Fenprof?
– Vamos negociar, ver qual a margem de manobra, mas se o Ministério da Educação avançar com isto nestes termos, não merecerá o nosso acordo e entraremos com acções nos tribunais nacionais para a directiva comunitária ser cumprida.
– Quantos professores estima que serão vinculados?
– A expectativa é que seja uma coisa quase simbólica, para justificar o ministro em Junho ter anunciado isto. No grupo de Informática ou de EVT, dificilmente há gente com dez anos de serviço.
– Os docentes vão ter de concorrer a nível nacional.
– É um exagero, porque professores com 18 anos de serviço podem ir parar longe de casa, continuando a ganhar 1300 euros líquidos, mesmo que sejam colocados no 6.º ou 7.º escalão, porque as carreiras estão bloqueadas.
quarta-feira, outubro 17, 2012
terça-feira, outubro 16, 2012
A culpa é do povo
"A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável.
Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos.
Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes sentir raiva e exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público--privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos.
Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia".
Paulo Morais
CM
sábado, outubro 13, 2012
Ricos professores ricos
"Os professores portugueses vão subir de ricos professores a professores ricos. O governo assim os quer na proposta de orçamento para 2013.
Não podendo ir para os escalões mais altos da sua carreira há muito congelada passarão a integrar os escalões mais altos de IRS. É mais uma generosa forma de descompensação forçada. Docentes taxados como ricos têm de ser ricos à força. Pedagogicamente é a melhor riqueza.
Por ora, segundo o relatório da rede Eurydice da Comissão Europeia, divulgado no Dia Mundial do Professor, já estão entre os mais afortunados da Europa ao lado dos espanhóis, gregos e irlandeses. Viram os bolsos dos seus rendimentos aliviados em média 20% entre 2010 e 2012. Coisa pouca.
Eurydice vê mais. Os professores levam 34 anos para chegar ao topo da carreira quando a média europeia fica entre 15 e 25 anos. Somos mais lentos a fazer escalada quando a escalada dos preços é vertiginosa em Portugal e a descida dos vencimentos e pensões brutal. A Eurydice é velhaca. Bem podia estar calada. Só sente na pele quem sabe.
"O presidente da República, como referiu no discurso pronunciado no beco onde se comemorou o 5 de Outubro, elogiou os professores que têm um "papel fundamental" que "tem de ser valorizado". Quer a Educação como a "grande causa republicana do novo milénio". Mil anos acho pouco. tanto mais que já foram consumidos ingloriamente doze anos a desanimar.
Eu disse beco. Enganei-me como sempre e tenho dúvidas se é beco, viela, ou lugar esconso. Sei que se chama Praça da Galé. Parece um claustro que evita a ruidosa claustrofobia que a Praça do Município provoca a intrépidos políticos. Ainda assim uma mulher histérica aos gritos e outra a cantar Lopes Graça conseguiram entrar. Não tem graça nenhuma. E não era a bandeira que estava ao contrário. O país é que foi virado de patas para o ar.
Bagão Félix considerou o Orçamento para 2013 "um terramoto fiscal" que vai dar cabo da economia. Só não avalia se tem grau 7, "destruidor", ou grau 8, "devastador". Acho que o grau é 20, "redentor".
O terramoto de 1755 e o maremoto subsequente, com amplitude semlhante a este, não deixaram pedra sobre pedra. matando milhares em todo o país. Mas teve um efeito resgatador. Permitiu ao Marquês de Pombal, entre muitas outras medidas, reformar o ensino, criar uma escola primária em cada freguesia e instituir o cargo de Director Geral de Estudos para recrutamento de professores a quem deu privilégios que só a nobreza possuía. Com a extinção da Direcção Geral de Estudos foi criada a Real Mesa Censória que passou a controlar escolas e professores.
Os que sobreviverem ao terramoto de 2013 só devem estar infinitamente gratos ao governo. Os que não puderam entrar no Pátio que sejam desterrados para as galés.
Os professores, que enjoam facilmente em terra e não sabem gritar nem cantar, o ministro deve impor-lhes em casa uma mesa censória real para aliviar descontentamentos pueris. E uns continuarem no desemprego; os outros para não amimarem os seus ricos alunos.
A "grande causa republicana" exige que a maioria dos portugueses sejam taxados como ricos e domados como pobres de espírito".
quarta-feira, outubro 10, 2012
Mais Estado e pior Estado - crónica de Santana Castilho
1. A portaria nº292-A/2012 cria “cursos vocacionais” no ensino básico. Formalmente, caiu a intenção arrepiante de obrigar crianças de tenra idade a aprender um ofício. Mas tudo está ordenado para produzir o mesmo efeito. O diploma está abaixo do medíocre: redigido em Português pobre, tecnicamente deplorável quanto à substância, pejado de intenções de parcerias e protocolos indefinidos, não passa de uma nova versão dos Cursos de Educação e Formação, de má memória. O alvo confessado são os que chumbam mais que duas vezes. A razão por que chumbam não interessa. O cinismo não se disfarça quando se fala de crianças de 13 anos a “optarem” por um destino de vida. O acto falhado radica na qualificação de “regular” para o outro ensino, o intelectual, deixando a este, por antinomia óbvia, a condição de “irregular”. Que diria Crato, do “Plano Inclinado”, dos disparates que Crato, ministro, escreveu no artigo 9º da portaria? Que será “avaliação modular”? A que título, quando estatui sobre avaliação, confunde com ela considerações metodológicas e didácticas? Que brincadeira é aquela de quatro relatórios finais, a serem redigidos por crianças do ensino básico, que chumbaram duas ou três vezes, certamente a Português, como instrumento central de uma presumível classificação, a que ministro chama avaliação? Onde fica o seu rigor, com a trapalhada que consagra nos artigos 10º e 11º? Se o aluno se contentar em ficar por ali, o que fez “habilita”. Se quiser ir para o tal ensino “regular”, o que fez já não habilita?
Entendamo-nos, em seis linhas. A lei estabelece um ensino básico. Quer isso dizer que é desígnio da sociedade que todos os portugueses obtenham um conhecimento mínimo, básico. O que está fixado e não outro. O ensino profissionalizante deve vir depois. Como ensino tão “regular” como o outro. Com igual dignidade, livremente escolhido, quando a maturidade o permita, com orientação vocacional séria e cooperante, sem marca social de origem nem estigma de chumbos acumulados.
2. Mesmo num quadro bem visível e persistente de desorientação e vacuidade de ideias úteis, surpreende a facilidade com que Nuno Crato dá tiros no próprio pé. Mal os tribunais decidem sobre um atropelo à lei, é vê-lo partir para outro, fora de tempo, qual cavaleiro de triste figura. Quem, equilibrado, se lembraria de decidir, agora e contra uma prática estabilizada desde 2007, que os exames do 12º ano passariam a versar as matérias do 10º e 11º, também? Felizmente que, desta feita, a asneira foi engolida numa semana. Mas deixou mais um estilhaço da credibilidade há muito implodida.
3. Nuno Crato tutela a Parque Escolar, um símbolo do desvario político que nos trouxe ao abismo. Tem uma dívida próxima dos 2.000 milhões de euros. Em 2011, enquanto Crato despediu professores aos milhares, essa empresa mais que duplicou o seu pessoal, aumentando a respectiva despesa para 13 milhões de euros. Sem que nada tenha acontecido aos responsáveis, ultrapassou em 70 por cento o orçamentado desempenho da sua actividade e pagou 105 milhões de euros a arquitectos e 750 mil a advogados, sem maçadores concursos públicos. E sem que o ministro pestaneje ou Gaspar fale mais rápido que o costume, acaba de lançar um concurso público de 98 mil euros para que, pasme-se, … lhe digam quanto valem as escolas que o casino do Estado lhe colocou no regaço. Isto, mais os 61 mil pagos a Sérvulo Correia e Associados (que se somam aos 32 mil de que não se fala, ajustados por boca logo que o Governo tomou posse) é tão-só uma gota nas desvergonhas do Estado.
4. Os detalhes precedentes, graves em si mesmos, são mais graves na medida em que ilustram a incapacidade de um trio patético de governantes para o ensino não superior, incapazes de fazer algo planeado e sério, para além de complicarem inutilmente a vida dos professores e dos alunos e criarem mais Estado, mas pior Estado. E são ainda mais graves na medida em que não constituem excepção. Outrossim marcam um colectivo em decomposição acelerada.
.Como já todos entenderam, o aumento de impostos é a prazo ineficaz. Por exaustão dos contribuintes, a quebra das receitas é a resposta perversa, mas certa. Entrámos num vórtice de que só sairemos com outros governantes, minimamente conhecedores da realidade nacional. A insolência destes vai acabar incumprindo o incensado memorando. Pelo meio ficará um caminho juncado de cadáveres, no dizer do novo bispo vermelho, fruto de uma governação por catálogo, obsessiva e sem sentido, que recusou propostas e avisos de todos os quadrantes, com o único argumento, democrática e socialmente terrorista, de que não há alternativas. Este é o paradoxo de Passos. Queria menos Estado e melhor Estado. Vai partir com mais Estado e pior Estado.
terça-feira, outubro 09, 2012
Sempre a malhar na função pública
Até o único subsídio a receber será pago em duodécimos. Mais de 42 mil contratados a prazo serão dispensados no próximo ano. Idade da reforma passa para os 65 anos.
segunda-feira, outubro 08, 2012
Nuno Crato recuou
Depois da contestação gerada era certo que o governo iria recuar na decisão de incluir a matéria dos três anos do secundário nos exames do 12º ano. Felizmente que acabou por imperar o bom senso, ainda que isso só tenha acontecido porque os pais e alunos contestaram a medida.
sábado, outubro 06, 2012
Salários. Professores portugueses entre os mais afectados pela crise
"Os professores portugueses estão entre os docentes da Europa que mais sofreram com as medidas de austeridade. Os cortes salariais na ordem dos 20% colocam esta classe entre as que mais foram lesadas com a crise económica, a par dos colegas espanhóis, gregos ou irlandeses.
A conclusão surge no relatório ontem divulgado pela Comissão Europeia que analisou os vencimentos e subsídios de professores e directores na Europa, no ano lectivo 2011-2012, concluíndo que, em 16 dos 32 países estudados, os salários dos professores foram reduzidos ou congelados, como consequência da conjuntura económica.
Depois do corte médio de 5% nos salários de 2011, pagamento dos subsídios de férias e de Natal da classe docente em Portugal foi suspenso, tal como aconteceu com os funcionários públicos. As medidas representaram um corte médio de cerca de 20% nos rendimentos dos docentes entre 2010 e 2012.
Divulgado ontem para assinalar o Dia Mundial do Professor, o relatório elaborado pela rede Eurydice mostra, no entanto, que o golpe nos vencimentos da classe docente foi mais profundo na Grécia, onde o salário base sofreu uma quebra de 30% e o governo deixou de pagar os subsídios de Natal e Páscoa.
A Irlanda, por seu turno, reduziu no ano passado os vencimentos dos novos professores 13% e reduziu ainda 20% os rendimentos de todos os docentes que ingressaram no ensino a partir de Janeiro deste ano. Em Espanha, os salários da classe docente e dos restantes funcionários públicos tiveram em 2010 cortes de 5% e deixaram também de ser ajustados à inflação.
O relatório da Comissão Europeia mostra ainda que, em média, é preciso esperar entre 15 e 25 anos para um professor atingir o topo salarial na maior parte dos países mas, em Portugal, Espanha, Itália, Hungria, Áustria e Roménia, “são necessários 34 anos ou mais para conquistar o salário máximo”. De acordo com o documento da Eurydice, o salário máximo dos professores mais antigos é, por regra, duas vezes superior ao salário mínimo dos colegas mais novos. Em Portugal, segundo os dados da Federação Nacional de Professores, um docente com 15 anos de serviço viu o seu ordenado bruto ser reduzido em 2011 de 1982 euros para 1913. No caso dos contratados com mais de 20 anos de serviço, o seu salário bruto é de 1373, recebendo (salário líquido) cerca de 1040 euros".
Jornal i
quarta-feira, outubro 03, 2012
terça-feira, outubro 02, 2012
Mais uma sacanice do Nuno Crato
Exames do 12º ano vão incidir sobre matéria dada nos três anos do secundário. Até aqui tudo bem. O que é extremamente injusto, para não lhe chamar outra coisa, é que esta medida se aplique aos alunos que estão no 11º e 12º anos. Vão ser tantas as reclamações que estou convencido que esta medida só se irá aplicar aos alunos que se matricularam este ano no 10º ano. Haja bom senso.
segunda-feira, outubro 01, 2012
Professores portugueses com mais stress do que população americana
"Os professores portugueses têm um nível de stress superior à população norte-americana, considerada uma das sociedades mais stressadas, conclui um estudo sobre o esgotamento físico e mental dos docentes portugueses.
Alexandre Ramos, autor do estudo sobre burnout (esgotamento físico e mental) entre os docentes portugueses, explica que, com base nas suas conclusões, “a grande maioria dos professores encontra-se em níveis médios e baixos de burnout, mas nenhum se encontra no estado de ausência [de burnout], o que parece ser preocupante”.
“Se queremos preservar a qualidade de ensino nas escolas, é indispensável preocuparmo-nos seriamente e imediatamente com a saúde dos professores”, alerta o especialista, que considera o problema preocupante por causa da qualidade de ensino nas escolas.
Alexandre Ramos, autor do estudo sobre burnout (esgotamento físico e mental) entre os docentes portugueses, explica que, com base nas suas conclusões, “a grande maioria dos professores encontra-se em níveis médios e baixos de burnout, mas nenhum se encontra no estado de ausência [de burnout], o que parece ser preocupante”.
“Se queremos preservar a qualidade de ensino nas escolas, é indispensável preocuparmo-nos seriamente e imediatamente com a saúde dos professores”, alerta o especialista, que considera o problema preocupante por causa da qualidade de ensino nas escolas.
Os factores que o psicólogo clínico e de aconselhamento aponta como contributos para a situação de burnout são “a indisciplina dos alunos, as más relações com os colegas de trabalho e com a direcção, a carga objectiva de trabalho e a burocracia”.
O investigador recorda que “um nível muito elevado de burnout está altamente associado a problemas de saúde e absentismo no trabalho”.
Os sintomas de mau estar ocupacional mais relatados são a falta de tempo para a família e amigos, dores musculares, de coluna e de cabeça, perda de energia e cansaço, irritabilidade e perda de paciência com facilidade, esquecimentos e sentimento de falta de reconhecimento profissional.
O investigador recorda que “um nível muito elevado de burnout está altamente associado a problemas de saúde e absentismo no trabalho”.
Os sintomas de mau estar ocupacional mais relatados são a falta de tempo para a família e amigos, dores musculares, de coluna e de cabeça, perda de energia e cansaço, irritabilidade e perda de paciência com facilidade, esquecimentos e sentimento de falta de reconhecimento profissional.
Alexandre Ramos realizou dois trabalhos: um estudo na Escola Secundária de Camões (com 26 dos 140 professores) e outro abrangendo dez escolas a nível nacional. Quando comparou o nível de stress dos professores com dados obtidos em 2002, o investigador verificou, contudo, que se regista uma ligeira descida, passando de 19,17 para 17,45%.
O investigador também concluiu que os professores menos propensos a burnout são os de informática e avança uma possível explicação: “Talvez os níveis de indisciplina sejam menores nessas aulas, pois os alunos estão mais ocupados a trabalhar no computador”.
Por outro lado, as professoras tendem a apresentar níveis de “stress percebido” e alguns sintomas de mau estar ocupacional, físicos e emocionais significativamente superiores aos homens.
Já os professores do sexo masculino “tendem a revelar níveis mais altos de despersonalização ou cinismo, o que significa olhar para os alunos e vê-los como meros objectos”, acrescenta".
O investigador também concluiu que os professores menos propensos a burnout são os de informática e avança uma possível explicação: “Talvez os níveis de indisciplina sejam menores nessas aulas, pois os alunos estão mais ocupados a trabalhar no computador”.
Por outro lado, as professoras tendem a apresentar níveis de “stress percebido” e alguns sintomas de mau estar ocupacional, físicos e emocionais significativamente superiores aos homens.
Já os professores do sexo masculino “tendem a revelar níveis mais altos de despersonalização ou cinismo, o que significa olhar para os alunos e vê-los como meros objectos”, acrescenta".
Público
quinta-feira, setembro 27, 2012
A OCDE põe a nu afirmações falsas do ministro - crónica de Santana Castilho
A OCDE publicou o seu habitual relatório “Education at a Glance”, com o qual pretende influenciar as políticas seguidas pelos países membros, em obediência aos dogmas da economia de livre mercado. Se é certo que a educação não pode ignorar as realidades económicas, não menos certo é que a sua missão primeira é desenvolver pessoas, que não mercados. Eis a razão por que olho com reserva o que a OCDE conclui sobre os sistemas educativos. Porém, é de estudos da OCDE, adulterados ou parcialmente lidos, que os detractores dos professores e da escola pública se socorrem muitas vezes para envenenar a opinião pública. Por isso, faz sentido trazer a público alguns dados que desmentem as últimas atoardas propaladas.São as escolas mais autónomas? Não! 78 por cento das decisões são tomadas a nível central e 22 por cento a nível das escolas (dados de 2011, gráfico D6.1, publicação em análise). A autonomia das escolas melhorou, como diz o discurso oficial? Não! Foi reduzida para metade! Em 2007, as escolas tomavam 43 por cento das decisões (gráfico D6.6).Nuno Crato disse na TVI que a população escolar tinha diminuído em 200 mil alunos nos últimos três anos. Não é verdade. A população escolar teve um crescimento de 71.883 alunos, como fundamentei no meu artigo de 12.9.12. Ao “Sol” (7.9.12) disse o ministro: “… A natalidade diminuiu, o número de estudantes diminuiu, daqui a quatro anos vai diminuir ainda mais …”. Falso, diz também a OCDE! Nas projecções que estabelece para 2015 (gráfico C1.3) consta um decréscimo de alunos (dois por cento) na faixa etária dos cinco aos 14 anos, largamente compensado com o acréscimo (10 por cento ou mais) para a classe dos 15 aos 19 anos. A OCDE, comentando o quadro citado, refere como excepção aos reflexos da demografia no número de alunos matriculados os casos da Dinamarca, Noruega, Israel, Luxemburgo, México, Portugal e Turquia. Nuno Crato ignorou que acabaram de chegar ao sistema os primeiros alunos atingidos pela extensão do ensino obrigatório até aos 18 anos. E ignorou que cerca de 50 por cento da população jovem ainda não completa o ensino secundário. É grave, seja qual for a razão por que o fez.A frase malévola “temos menos alunos por professor do que a Áustria”, deixada cair por Nuno Crato na entrevista ao “Sol”, é esclarecida pela OCDE, no que importa. O tamanho médio das turmas portuguesas em 2010, antes portanto das alterações determinadas por Nuno Crato, é superior, portanto pior, à média da OCDE e ao tamanho das turmas na Áustria (gráfico D2.2). Se nos ativermos ao ensino básico, a posição da Áustria é mais favorável (10 níveis de diferença) que a de Portugal (gráfico D2.1). Com o aumento do número de alunos decretado por Nuno Crato, sairemos do meio para a cauda da tabela. Que pretendeu o ministro, que não tem carência de conhecimento para interpretar indicadores estatísticos, quando se alistou no grupo dos que confundem a dimensão das turmas, com que os professores realmente trabalham, com uma relação descontextualizada entre os números totais de professores e alunos? Confundir, deliberada e maliciosamente, a opinião pública? Essa relação directa só permitiria comparações quando corrigida por variáveis que Nuno Crato não pode ignorar, a saber, entre outras: número de disciplinas por aluno (uma só turma pode ter uma dezena de professores); professores absorvidos pela infernal máquina administrativa do ministério; professores destacados em sindicatos; professores afastados do sistema, por desempenho de outras funções públicas não relacionadas com a educação; professores com horários exíguos, contabilizados como se tivessem horários completos; professores com redução da componente lectiva, por problemas de doença; professores envolvidos no Programa Integrado de Educação e Formação (último recurso para jovens problemáticos, que supõe turmas muito pequenas e tutorias especiais); professores que suprem necessidades educativas especiais (cegos, surdos, deficientes motores ou mentais, por exemplo) e número de horas consumidas pelos professores em tarefas burocráticas, grotescamente inúteis.Observada no conjunto dos indicadores, a fotografia do país não é boa. Mas quando os gráficos reflectirem as inevitáveis consequências sobre os alunos da degradação da actividade profissional dos docentes e da precariedade e insegurança que Nuno Crato lhes vem impondo, ficará bem pior. Portugal tem, pelo menos, três talibans no Governo: Gaspar, Passos e Crato. Vivem obcecados por um problema circunstancial, financeiro, sem entenderem que os cortes cegos em áreas estratégicas, como é a educação, comprometem o futuro e pioram o imediato. Do seu consulado vão resultar jovens menos autónomos e felizes e adultos mais pobres e desesperados. É inaceitável para Portugal.
terça-feira, setembro 25, 2012
As vacas sagradas
"Há privilégios em que nenhum governante teve até hoje coragem de tocar. São despesas públicas inatacáveis, sagradas, as mais onerosas das quais são os juros da dívida pública, as rendas das parcerias público-privadas e as regalias da EDP.
Os juros de dívida são actualmente a maior despesa do estado e consomem cerca de nove mil milhões de euros por ano. Representam mais do que todo o serviço nacional de saúde, equivalem ao valor de salários de toda a função pública. Apesar de conseguir hoje financiamentos a taxas inferiores a dois por cento, o governo continua a pagar os juros agiotas contratados na Banca nos tempos negros de Sócrates. Poderia colocar dívida internamente através de certificados de aforro a uma taxa de três por cento, mas prefere pagar ao FMI a cinco.
Os juros de dívida são actualmente a maior despesa do estado e consomem cerca de nove mil milhões de euros por ano. Representam mais do que todo o serviço nacional de saúde, equivalem ao valor de salários de toda a função pública. Apesar de conseguir hoje financiamentos a taxas inferiores a dois por cento, o governo continua a pagar os juros agiotas contratados na Banca nos tempos negros de Sócrates. Poderia colocar dívida internamente através de certificados de aforro a uma taxa de três por cento, mas prefere pagar ao FMI a cinco.
A esta iniquidade juntam-se as rendas pagas pelas PPP, em particular as rodoviárias. Neste modelo de negócio, garantem-se rentabilidades obscenas às concessionárias, da ordem dos 17%. A renegociação dos contratos constitui uma exigência da Troika, mas os privados mantêm os seus privilégios intactos, até hoje. O governo deveria suspender de imediato os pagamentos e obrigar à redução das rendas. Em alternativa, poderia nacionalizar, pelo seu justo valor, os equipamentos concessionados; ou até alargar os prazos da concessão, desde que passasse a receber rendas, em vez de as pagar.
O terceiro dos roubos institucionalizados consiste na extorsão, através da factura da electricidade, de rendas para financiar negócios na área de energia. Hoje, apenas 60% do valor da factura corresponde a consumos. O remanescente é constituído por impostos e outras alcavalas, pomposamente designadas de serviços de interesse económico geral. Estes tributos enriquecem os parceiros da EDP, subsidiando nomeadamente as eólicas e tornam o preço da energia incomportável. Assim, as famílias mais humildes passarão frio no Inverno, algumas empresas deixam de ser viáveis e encerram.
Impõe-se a redução dos custos energéticos. É também urgente a diminuição dos gastos com as PPP e com os juros de dívida. Mas, por falta de coragem, os governantes preferem deixar o povo à míngua, enquanto alimentam estas autênticas vacas sagradas".
Paulo Morais
CM
sábado, setembro 22, 2012
Governo corta 7675 professores
"O Ministério da Educação contratou até quinta-feira 9602 professores, menos 7675 docentes do que no ano passado. As contas são da Fenprof e referem-se aos processos de colocação de fim de Agosto e às duas primeiras bolsas de recrutamento, agora concluídas. No ano lectivo 2011/2012 foram contratados 17 277 professores. Este ano, segundo a Fenprof, foram contratados menos 5171 professores a 31 de Agosto; menos 736 na primeira bolsa de recrutamento e menos 1768 na segunda bolsa, que fechou no dia 20".
CM
sexta-feira, setembro 21, 2012
A canalhice de alguns diretores
A Federação Nacional da Educação (FNE) vai sexta-feira pedir ao ministro Nuno Crato que intervenha nos casos de professores com horas de aulas "excessivas" e nas situações em que os professores mais graduados são preteridos no recrutamento.
O secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, disse à agência Lusa que há casos em que "o tempo de trabalho dos professores com os alunos excede aquilo que a lei prevê", o que não lhes deixa tempo para o seu trabalho individual, para as reuniões com pais, outros professores ou para corrigir testes, preparar aulas ou fazer investigação.
quarta-feira, setembro 19, 2012
Professores vão ser escolhidos por entrevista
"Critério terá peso de 50% para atribuir horários em falta. O resto resulta da graduação profissional
Os professores candidatos aos 690 horários disponíveis vão ser alvo de uma entrevista que terá um peso de 50% na selecção. De acordo com o secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, - que esteve ontem no Parlamento - os professores que vão ser contratados pelas escolas "vão ser seleccionados através de um processo em que há um peso de 50% da graduação profissional e de 50% de uma entrevista ou ponderação curricular".
Em resposta ao deputado do PS, Acácio Pinto, que fez críticas aos erros do processo da colocação de professores, Casanova de Almeida disse que este é "um processo de recrutamento mais transparente e equilibrado". A medida resulta do novo decreto-lei sobre o concurso de professores, já em vigor, que foi negociado com os sindicatos. Assim, numa primeira fase de selecção, as escolas vão fazer um levantamento dos professores candidatos aos horários tendo em conta o tempo de serviço (graduação profissional). "Desse levantamento cabe às escolas entrar em contacto com os cinco docentes com mais tempo de serviço e vão ser estes que irão ser entrevistados", explicou ao Diário Económico o secretário-geral da Federação Nacional da Educação (FNE), João Dias da Silva, que diz ver com bons olhos esta nova medida da tutela de Nuno Crato.
Apesar de este ser um processo "mais transparente que vem travar o amiguismo", Dias da Silva alerta que "nem todas as escolas estão a cumprir com a lei". Segundo a FNE, há escolas "que estão a chamar centenas de professores e em muitos casos professores com pouco tempo de serviço."
Diário Económico
Novas metas para História, Geografia, Ciências Naturais, Físico-Química e Inglês
O ministro da Educação Nuno Crato anunciou esta tarde, no Parlamento, que serão elaboradas novas metas curriculares para várias disciplinas do ensino básico
História, Geografia, Ciências Naturais, Físico-Química e Inglês são as disciplinas escolhidas, depois de, em Agosto, terem sido conhecidas as versões finais das metas curriculares para Português, Matemática, Tecnologias da Informação e Comunicação, Educação Visual e Educação Tecnológica. Para estas disciplinas, as metas curriculares já entraram em vigor.
domingo, setembro 16, 2012
Professores e licenciados dominam novos inscritos nos centros de emprego
O número de inscritos nos centros de
emprego continua a aumentar de mês para mês. Em agosto, o Instituto de Emprego e
Formação Profissional (IEFP) registou mais 18 mil inscritos (um aumento de 2,8%)
que no mês anterior e mais 140 mil face a agosto do ano passado (acréscimo de
26,3%). De acordo com o relatório mensal do IEFP, divulgado no site na sexta-feira à
noite, o número de licenciados inscritos nos centros de emprego chegou aos 83
497 em agosto, mais 54,5% que no mesmo período do ano passado.
Já professores registados nos centros de emprego, subiram para 14 132,ou
seja, mais do dobro do registado em agosto do ano passado e mais 38,3% face a
julho.
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