sábado, setembro 10, 2005

A obesidade infantil

As escolas nos EUA vão deixar de ter máquinas de refrigerantes. O objectivo é combater a obesidade infantil que afecta milhões de crianças entre os 6 e os 19 anos. A Associação de Bebidas Americana, da qual fazem parte a Coca-Cola e a Pepsi, mostrou-se solidária com a iniciativa, por considerar a obesidade um problema sério. Os médicos pedem agora restrições também ao "fast-food". A Polónia decidiu tomar a mesma medida há dias atrás. Portugal, País que apresenta a segunda maior taxa de prevalência na Europa de excesso de peso e obesidade infantil entre as crianças dos 7 aos 9 anos, ainda não acordou para esta questão, apesar das chamadas constantes de atenção dos especialistas, para a necessidade de a própria escola ajudar a combater este problema. Um estudo divulgado recentemente revela que 64% das nossas escolas do 2º e 3º ciclos vendem refrigerantes, enquanto apenas 4,5%, vende sumos naturais. Que sentido faz alguns professores promoverem uma alimentação saudável na sala de aula quando na própria escola se vendem todo o tipo de porcarias? Que está à espera o Ministério da Educação para interditar a venda destes produtos? Percebe-se porque isto acontece: deveres mais altos se levantam e todos sabemos quais são. Mais uma vez, os valores económicos se sobrepõem a tudo o resto, mesmo que esteja em causa a saúde das nossas crianças. Muitos conselhos executivos são alertados para esta situação mas estão-se simplesmente marimbando. A minha escola é disso um mau exemplo. Para o orgão de gestão o que importa são as receitas que se conseguem arrecadar com a instalação dessas máquinas, extras que, na sua óptica, são importantes para aumentar o diminuto orçamento que têm ao seu dispor. Uma vergonha!

6 comentários:

AnaCristina disse...

Seria óptimo que isso de facto aocntecesse...
Na minha escola há duas máquinas, uma só com Mars e outra com todos os snacks e chocolates que se consiga imaginar... Quando se chega ao bar, deparamo-nos com filas e filas de pastilhas, gomas, mais snacks, e muitos refrigerantes.
Iogurtes? "Não há, professora, os alunos não gostam disso!"
Se não tivessem mais nada, haviam de gostar, sim senhora!!

AnaCristina disse...

*acontecessem

beijinhos

IC disse...

Não há só um orgão de gestão na escola, o Conselho Pedagógico pode ter um papel nisso. Na minha escola está a ter algum, já foram eliminadas algumas vendas (embora ainda longe da situação ideal)

karadas disse...

O Conselho Pedagógico já várias vezes alertou para a situação, mas como é um mero orgão consultivo, o Conselho Executivo faz ouvidos moucos e decide o que bem entende.Quanto à Assembleia de Escola nem vale a pena falar: existe?! Em quantas escolas se ouve falar delas?

PJ disse...

E que tal uma petição, subscrita por professores e, desejavelmente por pais, a propor a eliminação pura e simples dessas máquinas?

karadas disse...

Enquanto não houver uma decisão da tutela nesse sentido, os Conselhos Executivos vão assobiar para o lado, porque não estão na disposição de perder o dinheirinho que as máquinas lhes dão e que lhes fazem tanto jeito.