sábado, outubro 16, 2010

Rankings não dizem se escola é melhor ou pior

"Manuel Esperança, Presidente do Conselho das Escolas e director da Escola José Gomes Ferreira (Lisboa), fala sobre rankings.

CM – As escolas privadas voltam a dominar os rankings. Porquê?

Manuel Esperança – Não podemos comparar escolas públicas com privadas. As públicas, quando querem recuperar alunos com problema a alguma disciplina, precisam de ter crédito horário para dar apoio e muitas não têm. O privado não tem este constrangimento.

– É contra a sua divulgação?

– Não. Penso que é positivo para nos podermos comparar com outras escolas do mesmo concelho ou distrito e dá para tirar ilações a nível do País. Não se pode é dizer que uma escola é melhor ou pior com base nos rankings, mas apenas que obteve melhores resultados nos exames nacionais.

– Porquê essa distinção?

– Para dizer se uma escola é melhor temos de ir buscar outras variáveis, como o estrato social das famílias dos alunos ou a zona onde a escola está implantada.

– A escola que dirige fica sempre bem colocada, este ano em 36.º posto. Qual a razão?

– Os alunos vêm de estratos sociais que permitem isso. Depois tenho bons profissionais e boas condições de trabalho. Os três factores conjugados explicam os bons resultados".

CM

2 comentários:

Canal Pedagógico disse...

Penso e percebo que não poderíamos comparar a escola pública com a particular se nossos governantes investissem mais na formação inicial e continuada de nossos professores. Mas, não é somente isso que conta, é só olharmos para a estrutura física da escola pública que temos, ou seja, as salas de aulas não comportam a demanda de alunos atendidos, além dos recursos pedagógicos ( livros, audiovisuais,internet etc.). Não podemos deixar de comentar que uma boa biblioteca também faz falta em nossas escolas públicas. Ressalto ainda, que sobre a qualidade profissional do professor temos que levar em conta todos esses fatores mencionados acima. Agora, podemos refletir analisando a realidade concreta de nossa educação. O certo seria que todos os nossos educandos pudessem estudar em uma escola com salas amplas, recursos didáticos diferenciados, biblioteca, sala de informática, aulas de reforços. Enfim, seria bom que todos os nossos profissionais da educação fossem valorizados com salários dignos!
Abraços!!!

Ricardo Aguiar disse...

Analisando esta situação entre as escolas públicas e as privadas, vejo que não é só aqui no Brasil que este problemas existe. Esta divisão e comparação vai existir até que nossas escolas públicas encontrem políticas edicacionais que mudem a forma de ensinar de nossos professores e de aprender de nossos alunos. Infelizmente, as pessoas só dão valor ao que podem pagar e nas escolas provadas o esniso é pago assim a cobrança é maior da parte dos pais. Já nas escolas públicas, a própria nomeação ja diz "pública", ou seja " de todo mundo", os pais deixam toda a respondabilidade do ato educacional nas mãos da escola e são raros os pais que cobram de seus filhos e participam deste processos educacional.