Comentário - O Ministério da Educação continua a não ceder em coisíssima nenhuma. Que os professores não se esqueçam disso e nas legislativas tenham a clarividência necessária para saberem onde colocar a cruzinha no boletim de voto.
sexta-feira, julho 17, 2009
Professores: Governo recusa alterar o regime de avaliação
Comentário - O Ministério da Educação continua a não ceder em coisíssima nenhuma. Que os professores não se esqueçam disso e nas legislativas tenham a clarividência necessária para saberem onde colocar a cruzinha no boletim de voto.
quinta-feira, julho 16, 2009
Primeira escola a concluir avaliação vai penalizar docentes que não entregaram objectivos individuais
Público
quarta-feira, julho 15, 2009
Orgulho, diz ela
Manuel António Pina
Quem corre atrás das estatísticas acaba por ser devorado por elas
Agora, treslendo os números dos resultados do 9º ano, declarou que eles devem encher-nos de orgulho. Toda a gente aceita que o ministério não é responsável pelas notas dos exames, mas os seus responsáveis (com a inestimável contribuição do secretário Valter Lemos, uma luminária) teimam em associar-se porque gostam de boas estatísticas, mesmo manipuladas. Esta trapalhada só serve para tirar qualquer pingo de credibilidade ao Ministério da Educação, o que é uma pena".
Francisco José Viegas
terça-feira, julho 14, 2009
O eterno recomeço
António Barreto
Chumbo nos exames
O Ministério da Educação revelou ontem os resultados dos exames do nono ano, que mostram uma ligeira melhoria a Matemática e a quase duplicação dos chumbos a Língua Portuguesa. A ministra disse que os resultados dos exames devem encher o País de orgulho. É difícil encontrar motivo de júbilo quando praticamente um em cada três alunos do nono ano chumba num exame relativamente fácil.
Ficar contente com estes resultados é um mau princípio. A escola tem de ser mais exigente, porque o futuro destes jovens vai ser muito competitivo e na vida real se não estiverem preparados terão os empregos menos qualificados e mais mal remunerados. O capital humano é a maior riqueza do País. Se o desbaratamos com uma má educação estamos a ser cúmplices de um terrível erro que prejudicará milhares de jovens e nos empobrecerá a todos no futuro.
Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto
segunda-feira, julho 13, 2009
Exames do 9º ano: alunos com melhores resultados a Matemática e piores a Português
domingo, julho 12, 2009
Umas quantas verdades sobre as Novas Oportunidades
2. Sendo sobretudo um programa de certificação, é no mínimo ridículo que o avaliador se tenha dedicado a avaliar a satisfação e a auto-estima da população certificada. Imagine-se que o avaliador de uma Faculdade de Medicina se dedicava a verificar se os médicos recém formados se sentem bem com eles próprios em vez de verificar se sabem de facto praticar medicina.
3. A avaliação de um programa de certificação requer uma avaliação do rigor da certificação. Sobre isso o avaliador não diz nada.
4. A Ministra da Educação usa as listas de espera de candidatos à certificação para tentar mostrar que as Novas Oportunidades têm valor. Acontece que as listas de espera não mostram que as Novas Oportunidades têm valor como serviço de certificação. Sugerem mesmo o contrário. Sugerem que é tão fácil ter uma boa certificação que todos estão interessados. A fila de espera que interessaria seria a de empresas atrás de trabalhadores recém certificados pelas Novas Oportunidades. Mas essa parece que não existe.
5. A função de um serviço de certificação é satisfazer aqueles que usam os certificados como fonte de informação. Já perguntaram aos empregadores se estão satisfeitos com o valor informativo dos certificados das Novas Oportunidades? Duvido que estejam.
6. O estudo de avaliação concluiu que a população certificada não melhorou a sua situação profissional. Embora seja cedo para se notarem efeitos, o certo é que a população certificada só poderia melhorar a sua situação profissional se o certificado fosse informativo para os empregadores. Ora, o certificado só seria informativo se o processo de certificação fosse rigoroso e selectivo. Mas será que é? Com excepção daqueles que desistiram por vontade própria, há notícia de alguém que não tenha conseguido o certificado das Novas Oportunidades? Como é evidente, um certificado que todos podem ter não distingue ninguém e não contribui para melhorar a vida profissional de ninguém.
7. Todo este episódio sugere que as Novas Oportunidades são uma grande aldrabice para gerar auto-estima da população certificada e dos políticos que a promovem. Como qualquer auto-ilusão, o efeito passa logo que entre em confronto com a realidade".
João Miranda
Exames nacionais: Um facilitismo comprometedor
"Já em alguns escritos passados me insurgi contra a cultura facilitista que, do meu ponto de vista, se instalou no Ministério da Educação. A todos os níveis e de forma crescente. Nas provas de aferição de Língua Portuguesa dos 4º e 6º anos de escolaridade realizadas em Junho último, cerca de 90% dos estudantes obteve classificação positiva. No “papão” que é a Matemática, 89% foi a taxa de aprovação no 4º ano, tendo aprovado 6º ano nesta disciplina registado os piores resultados, com…80% de positivas.
No entanto, é bom lembrar que em 2007, por exemplo, as classificações positivas não chegaram aos 60%... Sabe-se que estas provas de aferição nos 4º e 6º anos são meramente informativas, não contando para a nota final dos alunos, ao contrário dos exames do final do 3º ciclo (9º ano) e do Ensino Secundário (12º ano). Mas, mesmo assim, numa ânsia de obter boas estatísticas, que contribuam para um a melhor comparação de Portugal nos rankings internacionais, o Ministério de Educação não tem poupado esforços no sentido da facilidade destas provas.
Isso mesmo se infere do que referem a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) e a Associação de Professores de Português (APP), respectivamente: “continuam a não testar os conhecimentos mínimos correspondentes aos anos de escolaridade” e “o Ministério incluiu [nas provas] instruções que funcionam como um factor evidente e inaceitável de facilitação da resposta”.
No caso da Língua Portuguesa, a APP refere mesmo que “já pouco falta para escreveremos textos por eles [os alunos]”.
Infelizmente, quando chegamos aos exames nacionais dos 9º e 12º anos, a doer (porque contam para a nota final dos alunos), o que se conclui é que, afinal… a dor é praticamente nula.
A figura em anexo é elucidativa. Nunca em toda a história dos exames do Secundário a média da Matemática foi positiva… até 2008, quando não só ultrapassou a barreira dos 10 valores, como atirou esta disciplina para o topo das classificações – imagine-se!...– entre as provas com mais inscritos. Claro que a SPM e também a Associação de Professores de Matemática logo salientaram que a melhoria das notas não reflectia uma melhoria da aprendizagem dos alunos. E, como se nota, os resultados começaram a subir em… 2006. Coincidência?
Não creio: o Governo entrou em funções em Março de 2005, pelo que só em 2006 as primeiras alterações neste domínio poderiam ser notadas… E as reprovações a esta disciplina, que atingiam 31% dos estudantes em 2005 são, agora, residuais (7%).
Como seria de esperar, o panorama no 9º ano é semelhante: as classificações positivas subiram de 29% em 2005 para 55,2% (pela primeira vez acima de 50%!...) em 2008. Aguarda-se com expectativa os resultados dos exames relativos a 2009, recentemente realizados. E até aposto que será notada uma nova melhoria face ao ano passado!...
Senão, vejamos: “No exame nacional de Matemática do 9º ano [de 2009] há questões que podem facilmente ser resolvidas por alunos de 12 anos, exercícios que contêm a resposta e conteúdos essenciais que não são testados”.
A análise nem sequer é da crítica e exigente (e ainda bem!...) SPM – é da Associação Francesa de Professores de Matemática do Ensino Público que, a convite do Semanário Expresso, analisou a prova do 9º ano no nosso País, tendo notado ainda, por exemplo, a falta do cálculo algébrico e da análise de funções na prova. E conclui que “é compreensível que a SPM esteja chocada, porque o nível é muito baixo”.
Bem sei que têm vindo a ser adiantadas explicações para esta tendência que não é só Portuguesa – de nivelamento por baixo (é disso que estamos a falar) devido à indisciplina, ao número excessivo de alunos por turma e aos constrangimentos familiares. Para além de muitos especialistas na matéria defenderem que não é sustentável uma sociedade aceitar uma taxa de insucesso de 50% ou mais no exame final da escolaridade obrigatória.
O que tem levado governos de muitos países (incluindo Portugal) a estarem mais preocupados em controlar as taxas de sucesso, as reprovações e os fluxos dentro do sistema do que com o nível de formação – até porque as reprovações saem caro…
Não me parece, porém, que esta tendência (de crescente facilitismo) seja solução para o que quer que seja. Trata-se, até, de um caminho extremamente perigoso. Que, em minha opinião, só pode ser invertido com a união de decisores políticos, professores, alunos e, claro, encarregados de educação e famílias em geral em torno de valores como a disciplina, o rigor, a exigência, o método de trabalho, a cultura do mérito e a avaliação periódica. Todos imbuídos do mesmo espírito.
Será o actual nível de exigência suficiente para formar cientistas, engenheiros, economistas, professores, enfim, profissionais de qualidade no dia de amanhã?...
Não creio. Por este caminho, por mais agradáveis à vista que sejam hoje as estatísticas e as comparações nos rankings internacionais, os profissionais formados amanhã serão certamente piores, comprometendo o desenvolvimento da sociedade. O que agravará o problema e não o resolverá minimamente, como seria desejável".
Miguel Frasquilho, Jornal de Negócios
sábado, julho 11, 2009
Ai! Lá se decompõe o gráfico
Henrique Monteiro
sexta-feira, julho 10, 2009
Um estudo que não avalia o rigor do ensino vale pouco mais que nada
Avaliação das Novas Oportunidades apresentada - estudo não avalia rigor do ensino
O programa já certificou cerca de 250 mil adultos mas os partidos da oposição têm acusado o Governo de facilitismo e de formar para as estatísticas. Carneiro deixou mesmo no ar a ideia de que é impossível avaliar se háfacilitismo. "Mais fácil ou não em relação a quê? Quem tem de avaliar isso é o mercado", afirmou.
Uma das conclusões a que chegou a equipa da Católica foi de que as pessoas que aderiram à Iniciativa Novas Oportunidades avaliam o programa de forma muito positiva mas queixam-se do reduzido impacto que a melhoria de qualificações teve na sua vida profissional. "Há aqui um desafio de qualificar os empresários", disse Roberto Carneiro.
A avaliação externa da Católica – que será hoje debatida num seminário em Lisboa – vai durar 3,5 anos e custar 300 mil euros anuais".
Correio da Manhã
quarta-feira, julho 08, 2009
Sempre as mesmas desculpas esfarrapadas
Mas logo a seguir tinha de vir a asneira: o ME atribui "à comunicação social" a despreparação dos alunos por ter dito que "os exames eram fáceis". Além de não aprender, o ME não tem vergonha: não foi "a comunicação social" que difundiu a ideia – foram professores ou especialistas nacionais e estrangeiros, depois de terem visto os testes dos exames e não antes. A ministra não percebeu que, em vez de festejar estatísticas, lhe pedimos para dar um ralhete aos alunos. Isso seria bem visto. E seria pedagógico".
Francisco José Viegas
terça-feira, julho 07, 2009
Resultados dos exames do 12º ano: a excepção do ano passado não se verificou este ano
segunda-feira, julho 06, 2009
Listas definitivas de colocação de professores sai esta tarde
domingo, julho 05, 2009
Não insultem
Verdade que, na opinião dos sábios, o cenário em Espanha e em França não é muito melhor, prova de que o romantismo educacional não é apenas um produto lusitano. O que talvez só seja um produto lusitano é ouvir os próprios alunos a confessar espanto perante a facilidade dos exercícios. Se a farsa continua, desconfio que ainda veremos as nossas crianças perfeitamente indignadas e até violentas com o nível da exigência praticado. O que se compreende. No fundo, no fundo, quem gosta de ser insultado?"
João Pereira Coutinho
sábado, julho 04, 2009
A precariedade dos professores
José Lopes, Cartas de Leitores
sexta-feira, julho 03, 2009
Caso o PS ganhe as eleições, manter-se-á o modelo simplificado de avaliação de desempenho
O líder do CDS questionou José Sócrates sobre «qual vai ser o modelo de avaliação em 2009/2010. Se é o que foi considerado absurdo ou a caricatura desse modelos».
José Sócrates afirmou que o Governo anunciará em breve como se processará a avaliação já que «o modelo que aplicámos precisa de ganhar consistência», admitiu, mas afirmou que o do próximo ano, não andará longe do modelo simplificado.
quinta-feira, julho 02, 2009
Manuela Ferreira Leite promete mudar tudo na Educação caso vença eleições
Público
Listas de colocação de professores saem em breve
Segundo Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), as listas devem ser divulgadas a partir de hoje, "de acordo com o calendário previsto". O dirigente sindical considera a data tardia, pois afecta a planificação do próximo ano lectivo. "É tarde para as escolas e o Ministério devia ter previsto isso." Milhares de professores aguardam pela divulgação para saber em que escola irão dar aulas.
Pela primeira vez, os docentes serão colocados por um período de quatro anos, depois de o último concurso os ter fixado por três anos".
Correio da Manhã
