sexta-feira, março 06, 2009

Aluno exibe arma de fogo em recinto escolar de Sernancelhe

A violência e a indisciplina assentaram arraiais nas escolas. Basta lermos os jornais e estarmos atentos aos telejornais das televisões para sermos confrontados, quase diariamente, com relatos de desacatos no espaço escolar. E o mais assustador é que este flagelo tem se vindo a agravar de dia para dia, sem que a tutela mexa sequer uma palha para resolver um problema que é sério e que devia merecer da parte de quem governa uma resposta eficaz. Mas não. Para o Ministério da Educação todos estes casos são pontuais e o que há é um claro exagero das escolas e da comunicação social na avaliação destas situações. Só no dia em que acontecer uma tragédia numa qualquer escola deste país é que o governo arrepiará caminho. Até lá, é deixar andar!

1 comentário:

Anónimo disse...

Há alguns anos a violência das "crianças" era devida aos livros de banda desenhada violenta, depois a culpa passou para os filmes violentos, sendo agora os jogos de computador violentos os responsáveis. Enquanto se procurava descobrir os motivos da mudança de atitude das "crianças", crescia nestas a indisciplina e a violência.

A verdade é que as actuais formas de educação estão erradas: "está tudo de pernas para o ar". Os professores estão hoje impedidos de castigar fisicamente os alunos, mas não só: os próprios pais estão hoje sujeitos a duras penas se o fizerem em muitos países, incluindo em Portugal, por isso começou já a dar-se uma inversão em termos de autoridade que passou dos professores para os alunos e até dos pais para os filhos. Por isso não é de espantar que os professores tenham muita dificuldade em manter a ordem na sala de aula e por vezes nem o consigam, chegando até a ser severamente agredidos por alguns alunos. Começam também a surgir casos de pais que são duramente castigados pelos filhos quando não lhes satisfazem os caprichos, o que chega a acontecer em público, tendo sido já mostrado na televisão. Isto prova que os actuais conceitos de educação estão errados, por isso as ideias que agora dominam, de não aplicar quaisquer castigos físicos em quaisquer circunstâncias, terão que mudar. O Governo Português também não os admite por serem condenados pelo ocidente e pela EU, onde as mudanças terão que ocorrer primeiro. Portugal nisto, como noutras coisas seguira depois a onda (boa ou má). Há países em que o problema é até mais grave do que por cá, por isso, em breve, deverão chegar à conclusão que algo tem que mudar e alguns castigos físicos terão que ser repostos pelos pais e até pelos professores, sob pena de estarmos a criar cada vez mais pessoas inúteis que nunca se adaptarão a cumprir nem ordens, nem horários, nem quaisquer outras regras, e que viverão sempre à custa dos outros porque é mais fácil. Aliás, foram habituados desde sempre a fazer apenas o que lhes dá prazer e na vida real isso não é bem assim, por isso lembro o ditado: “de pequenino é que se torce o pepino”...

Os castigos físicos eram bem tolerados pelas anteriores gerações de pais e no futuro voltarão a sê-lo porque compreenderão a necessidade de ser dada autoridade aos professores para castigarem os alunos mal comportados para a protecção dos seus filhos que são as primeiras vítimas dos colegas delinquentes. Actualmente as escolas não têm meios de os proteger. Há até um abuso de linguagem ao se apelidar de "crianças" a todos os jovens de menor idade. Até parece que a inteligência e a capacidade de distinguir o bem do mal chega na noite em que completam dezasseis anos. Mas uma “criança” de três anos terá a mesma capacidade de entendimento de uma de uma outra treze? Agora já não temos um vocábulo que as distinga a não ser que continuemos a chamar “bebé” à de três anos, o que também não me parece correcto! Fazendo um esforço para compreender a extensão do termo “criança” a todos os rapazes e raparigas apenas concluo que é apenas para menosprezar o aumento da delinquência e da criminalidade nas camadas jovens, porque sendo praticada por crianças não se lhes dá tanta importância.

Afinal nem tudo é mau porque a maioria das crianças continua bem comportada e não necessita de tareia, mas o facto de saberem que podem ser castigadas é só por si um desincentivo ao mau comportamento. Tal qual os adultos que cumprem as leis porque sabem que de contrário podem ser punidos, e quanto maior for a punição maior é o cuidado.

É claro que quando apoio os castigos físicos em casa e nas escolas me refiro apenas até cerca dos dez ou doze anos, o que deverá ser suficiente para socializar o aluno, mas, se não for, os jovens em causa deverão ser encaminhados para casas de "correcção" (ou outro nome que julguem mais conveniente) onde, com apoio psicológico, sejam habituados compulsivamente a cumprir regras, como: levantar, comer e deitar a hora certa e tratarem eles próprios das suas necessidades pessoais, aí as actividades de lazer deverão ser permitidas mas canceladas em caso de mau comportamento. Se até isso falhar então deverão ser casos perdidos.

Zé da Burra o Alentejano