Este fim-de-semana os jornais noticiaram mais uma pérola do ministério da educação. Parece que a Srª Maria de Lurdes pretende aumentar a carga horária dos professores de cinco para oito horas diárias. Confesso que de todas as surpresas com que esta senhora nos tem brindado ao longo dos últimos tempos, esta é a que menos me preocupa. E digo isto porquê? Porque simplesmente esta é uma daquelas medidas que não tem qualquer possibilidade de ser implementada. É tão amalucada, tão disparatada, tão destituída de senso que até a própria ministra já deve ter caído em si e, por certo, nunca mais vamos ouvir falar do tema. Vão por mim. Não se preocupem.
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terça-feira, outubro 31, 2006
quarta-feira, setembro 21, 2005
Sinto-me injustiçado
Por enquanto não passo mais tempo na escola. É triste, mas é verdade. Eu e os meus colegas, esperamos ansiosamente que o Conselho Executivo nos coloque as tão desejadas horas da componente não lectiva nos nossos horários. Sinto-me discriminado, relativamente a tantos outros colegas que nas suas escolas já trabalham segundo as novas e providenciais regras. Não vejo hora de poder contribuir de forma gratuita para o aumento da produtividade e para a melhoria da qualidade de ensino na minha escola.
quinta-feira, setembro 08, 2005
A carga horária dos alunos
Olhando o horário escolar de um aluno do 2º ou 3º ciclo, aquilo que ressalta à vista, é a excessiva carga horária a que ele é sujeito. Os miúdos passam o dia na escola, e o tempo que lhes sobra não lhes dá para estudar nem sequer para ter outras actividades que vão ao encontro das suas motivações e interesses. Em escolas onde se concentram alunos provenientes dos meios rurais, esta realidade é ainda mais notória face ao tempo que estes perdem em deslocações (muitas vezes longas). Ao chegarem a casa, os miúdos estão cansados, por vezes, até mal alimentados, e sem qualquer vontade para estudar. E ao outro dia o cenário repete-se. Sabendo que muitos destes alunos não usufruem de qualquer tipo de apoio em casa que lhes permita fazer frente às suas dificuldades de aprendizagem, temos assim reunidas as condições para o insucesso escolar. A título de exemplo, um aluno do 7ºano de escolaridade pode ter até 17 disciplinas (se tiver Moral). Alguém me consegue explicar tamanha violência? Esta quantidade exorbitante de disciplinas traduz-se num maior enriquecimento curricular?Não me parece. O que me parece é que temos um ensino de fachada: muito bonito por fora e "vazio" por dentro.
Ainda os horários
A rotina do início do ano lectivo para os professores, foi este ano quebrada com as novas directivas no que respeita à elaboração de horários. Os ânimos parecem agora menos exaltados do que na altura em que esta medida foi anunciada. Em que termos é que este novo regime vem revolucionar a nossa vida profissional e a qualidade do nosso trabalho é algo para ser avaliado no futuro. Uma coisa é certa: a ministra ganhou pontos junto da opinião pública e na generalidade dos líderes de opinião, para quem a maioria da classe docente é uma corja de incompetentes e preguiçosos, e os principais responsáveis pelo que de mal vai acontecendo no nosso sistema de ensino. Agora que o nosso período laboral se vai equiparar aos restantes trabalhadores, estou para ver qual é a próxima arma de arremesso que será atirada para cima dos professores.
terça-feira, setembro 06, 2005
A distribuição dos horários lectivos
Oficialmente, o início do ano lectivo para os professores faz-se com a reunião geral, onde para além das informações de carácter geral, são entregues os tão desejados horários. É aqui que os primeiros problemas inevitavelmente surgem, com as habituais discordâncias face ao horário que lhes calha em sorte. Há professores muito zelosos na defesa do seu período de trabalho. Tanto assim é que, muitos deles, passam por cima de tudo e de todos na defesa intransigente dos seus interesses. Nem queiram saber o corropio de gente que acorre aos Conselhos Executivos manifestando o seu descontentamento por tão vil desconsideração. Todos os anos a situação se repete, e não há meio de os Conselhos Executivos porem cobro a esta autêntica palhaçada que nos deveria encher de vergonha. Horários em função dos interesses dos alunos e da escola? Só por cima do meu cadáver, dirão alguns (muitos) professores.
Nota- O compadrio existente entre o orgão de gestão e alguns professores na elaboração dos horários, chega a atingir contornos escandalosos e verdadeiramente inadmissíveis.
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