terça-feira, dezembro 21, 2010

Inspecção aponta resultados fracos em 45% das escolas

"IGE dá boa nota à maioria das 300 escolas avaliadas, mas sucesso académico e auto-avaliação são pontos fracos.

Perto de metade (45%) das 300 escolas avaliadas em 2009/2010 pela Inspecção-Geral da Educação (IGE) não conseguiram ir além da nota "Suficiente" ou "Insuficiente" (3%) ao nível do "sucesso académico", que reflecte aspectos como as taxas de abandono e as classificações obtidas pelos alunos em provas internas e externas.

Um número que, ao DN, o inspector-geral da Educação preferiu analisar de uma perspectiva positiva: "Também se pode dizer que 55% das escolas avaliadas obtiveram 'Bom' e 'Muito Bom'", defendeu José Maria Azevedo, acrescentando que "em termos gerais, tem-se verificado uma melhoria nos indicadores de abandono e de sucesso", ainda que com "muito caminho a percorrer".

No relatório da IGE, os avaliadores acabaram mesmo por considerar "bons" ou "muito bons" os resultados alcançados por 76% das escolas. Isto sendo que para esses resultados, além do sucesso, pesaram factores, como "participação e desenvolvimento cívico", o "comportamento e disciplina" dos alunos e a "valorização e impacto das aprendizagens".

Um critério "justo", defendeu Adalmiro da Fonseca, da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP). "Houve um esforço das escolas, que deve ser reconhecido, como de resto o foi recentemente", disse, numa alusão aos testes PISA, da OCDE."Hoje as escolas trabalham muito mais para os resultados", acrescentou, admitindo também haver ainda "muito trabalho pela frente".

Entre os cinco domínios analisados pela IGE, é na capacidade das escolas para avaliarem os seus pontos fortes e fracos e agirem - "auto-regulação" - que os valores são mais fracos, com 47% de notas "Suficiente e 3% "Insuficiente".

Um aspecto, admite o IGE, em que têm havido "avanços e recuos", embora "de tendência predominantemente positiva".

Por outro lado, é na "liderança" e na "organização e gestão" que as escolas melhor se comportam, com 92% de bons ou muito bons".

JN

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